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Justiça decreta prisão de Elize Matsunaga até o julgamento

Assassina confessa do marido, o empresário Marcos Matsunaga, ela foi acusada pelo promotor por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver

Por Valmar Hupsel Filho - 19 jun 2012, 18h47

Elize Araújo Matsunaga, autora do assassinato e esquartejamento do marido, o empresário Marcos Matsunaga, vai permanecer presa até o julgamento. O juiz da Vara do Tribunal do Juri, Adílson Paukoski, aceitou todas as fundamentações da denúncia formulada pelo Ministério Público e decretou, na tarde desta terça-feira, a prisão preventiva de Elize. Ela agora é ré do processo penal. Elize vai responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima) e ocultação de cadáver.

O promotor de Justiça José Carlos Cosenzo, autor da denúncia, acredita haver elementos para que Elize seja condenada a 35 anos de prisão. Ele considerou que o caso atende aos três requisitos básicos para a decretação da prisão preventiva: a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução penal e a efetiva aplicação da lei penal. “Se ela fosse posta em liberdade, poderia correr risco de vida ou fugir”, disse.

Classificando o crime como “hediondo, cruel e repugnante”, o promotor fez um relato minucioso dos acontecimentos que culminaram na morte do empresário. “Para mim, trata-se de um crime premeditado”, afirmou. Segundo ele, a motivação não seria apenas vingança por estar sendo traída, mas também material. Em sua denúncia, o promotor relatou: “Beneficiária única de seguro de relevante valor (600 mil reais), ficando com a filha herdeira do enorme patrimônio do pai, resolveu mata-lo. Conseguiria se vingar e ficaria rica.” Cosenzo também acredita, assim como a polícia, que Elize não tenha contado com ajuda de uma terceira pessoa para cometer o homicídio, nem para ocultar o cadáver.

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