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Filé Carioca teve problema de exaustão em 2010

Dono de restaurante que explodiu no centro do Rio explicou, em blog, sobre conserto. Clientes do estabelecimento prestam solidariedade pela internet

Instalações clandestinas, falta de manutenção e negligência nem sempre estão às claras em um estabelecimento comercial. É claro que o aspecto à porta de um restaurante pode dizer muito sobre ele e seu dono, mas essa, infelizmente, não é a regra. O Filé Carioca, cenário da trágica explosão com 3 mortos e 17 feridos na manhã de quinta-feira no centro do rio, em nada se parecia com um lugar prestes a explodir. Quem tinha conhecimento do uso de gás sem autorização eram, provavelmente, apenas o proprietários e alguns funcionários. O município, que autorizou o funcionamento do restaurante mesmo sem que ele tivesse autorização para usar gás, só chegou depois das mortes.

O Filé Carioca não era um ‘pé sujo’, nem um local com aspecto deteriorado. Tinha passado por uma reforma recente e era o típico local de almoço para funcionários de escritórios daquela região do Rio – entre eles dezenas, talvez centenas de funcionários da Petrobras, do BNDES e da Caixa.

O local recebeu avaliação positiva de um blog sobre restaurantes do centro. Depois de uma queixa de clientes e do autor do blog, o proprietário, Carlos Rogério Amaral, reformulou o cardápio. Ele era considerado atencioso, bom anfitrião. Em um post assinado por Amaral, com data de agosto de 2010, o dono do Filé Carioca informa ter resolvido um problema apontado por um de seus clientes: uma falha no sistema de exaustão do restaurante.

“As críticas são sempre positivas para o crescimento do meu negócio. Gostaria de esclarecer que o problema de exaustão já foi sanado”, escreveu Amaral.

Freqüentadores do restaurante prestaram solidariedade aos donos do restaurante pelo blog Comer no Centro – Rio de Janeiro. “Uma pena. Excelente restaurante. Parecia ser um estabelecimento seguro”, comentou um cliente.