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‘Ficou mais fácil comprovar traição’, diz detetive Daniele Martins

A profissional gaba-se de provocar cerca de 300 separações de casais por ano e conta como as novas tecnologias mudaram seu trabalho

Por João Batista Jr. Atualizado em 6 mar 2020, 11h06 - Publicado em 6 mar 2020, 06h00

Como a tecnologia mudou o ofício do detetive? Ficou mais fácil comprovar a traição. Existe um aplicativo espião que, instalado no celular do companheiro, mostra em tempo real todas as mensagens de WhatsApp e Messenger que o homem ou a mulher receberem. Mas tem um detalhe importante: esse app só pode ser instalado no sistema Android. O iPhone é mais seguro para quem pula a cerca.

Não se trata de uma medida ilegal? Sim, então eu faço um contrato com o cliente dizendo que toda a responsabilidade do material é por conta e risco dele. Não pode divulgar nada na internet e, se o fizer, eu não tenho nada com isso. O material coletado pelo aplicativo espião não pode ser usado nos tribunais. Também utilizamos câmeras em botões de camisa e canetas para fazer flagras dentro de restaurantes chiques.

  • Então o detetive que vai às ruas e segue o marido ou a esposa infiel não existe mais? Existe. Posso falar uma coisa? Tem gente que, mesmo vendo um nude do marido e a troca de mensagens pelo WhatsApp, ainda quer ver foto do carro entrando no motel, de jantar romântico, de troca de beijos.

    Toda pessoa traída decide se separar? Nem sempre a pessoa traída opta pela separação. Dos 75 casos que atendo por mês, 70% resultam em comprovação de traição. Dentro desse grupo, apenas 30% se divorciam. Sou responsável por umas 300 separações por ano. A mulher perdoa mais. Tem cliente que me procura a cada seis meses, está acostumada com o hábito do marido de traí-­la.

    A senhora atende famosos? Muitos, de cantores a empresários. Recentemente, pegamos uma socialite conhecidíssima. Ela ia até o shopping, onde deixava seu carro estacionado e entrava no veículo do amante para passar a tarde no motel. Aliás, o pico de amantes em motel é do horário de almoço até o fim da tarde.

    Publicado em VEJA de 11 de março de 2020, edição nº 2677

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