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Familiares de músico morto em ação com 257 tiros pedem indenização

Evaldo Rosa dos Santos foi morto em abril deste ano por militares do Exército no Rio de Janeiro

Familiares do músico e vigilante Evaldo Rosa dos Santos, morto no dia 7 de abril deste ano por militares do Exército, na Zona Norte do Rio de Janeiro, pediram indenização à Justiça Federal. Ele dirigia um carro com sua família quando militares fizeram 257 disparos. Nove atingiram o músico, que seguia para um chá de bebê na Baixada Fluminense. Luciano Macedo, catador de papel que tentou ajudar as vítimas, também foi morto.

Entre as reparações pedidas estão pensão, danos morais e tratamento psicológico para os sobreviventes. Duas ações foram interpostas na Justiça Federal. Na primeira, que tem como autores a viúva de Evaldo, Luciana dos Santos Nogueira, seu filho, Davi Bruno Nogueira Rosa dos Santos, que estavam no carro, além dos pais e irmãos do músico, o pedido é por uma pensão mensal equivalente ao que músico ganhava — cerca de cinco salários mínimos. Requer, ainda, pagamento de 1.000 a 3.000 salários mínimos referentes a danos morais e de tratamento psicológico e psiquiátrico.

A segunda ação tem como autores o padrasto da viúva, Sérgio Gonçalves de Araújo, que também foi baleado, e a amiga da família Michele da Silva Leite — ambos também estavam dentro do carro alvo dos disparos dos militares. Eles ainda cobram pagamento de dano moral e tratamento psicológico.

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Um tenente, um sargento e oito soldados são réus e respondem pelo caso. Nove confessaram ter atirado contra o carro de Evaldo por achar que se tratava de um veículo roubado. Presos em flagrante à época, eles foram soltos em maio pelo Superior Tribunal Militar e aguardam julgamento em liberdade.