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CPI investigará convênios suspeitos no Maranhão

Por Ernesto Batista

São Luís – A Assembleia Legislativa do Maranhão deverá instalar uma Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) para apurar fatos sobre o suposto desaparecimento de R$ 73,5 milhões de três convênios assinados entre o governo estadual e o municipal em 2009, ainda no governo de Jackson Lago (PDT). Os convênios eram para execução de obras de infraestrutura viária na capital.

Ao todo, 24 deputados assinaram o pedido de instalação da CPI, que foi batizada de CPI da Corrupção. Porém, os trabalhos ainda não começaram por causa da ocupação que os policiais militares fazem no parlamento estadual a nove dias. No entanto, há informações que, mesmo sem haver nenhuma sessão ordinária na Assembleia Legislativa maranhense, já há indicação de nomes para compor a comissão.

A instalação desta CPI é mais um capítulo da novela da disputa pela Prefeitura de São Luís. De um lado o grupo ligado a governadora Roseana Sarney, que tenta viabilizar o atual secretário estadual de Infraestrutura Max Barros (PMDB) e do outro o atual prefeito João Castelo (PSDB), que é o alvo da CPI da Corrupção.

O grupo de deputados estaduais que fazem oposição ao governo estadual tenta se movimentar e ampliar o alcance das investigações para apurar denúncias de problemas em convênios assinados com outras prefeituras, no interior do Estado. No entanto, o próximo capítulo só terá prosseguimento quando os policiais e bombeiros militares grevistas desocuparem o parlamento estadual.

A Prefeitura de São Luís informou, por meio de nota, que os convênios foram suspensos quando Roseana Sarney assumiu o governo, depois que o pedetista foi cassado. “Ao assumir o Governo do Maranhão, a Governadora Roseana Sarney Murad decidiu cancelar os convênios e, por meio de ações judiciais, requereu aos municípios a devolução dos recursos.”, dizia a nota. A Prefeitura de São Luís informou ainda que respondeu aos questionamentos feitos na justiça, que espera uma decisão judicial sobre os convênios e que o dinheiro não foi usado.