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Comissão da Alerj acompanha investigação sobre ataque a Paulo Melo

Presidente da Assembleia Legislativa do Rio foi vítima de bandidos em seu sítio, no sábado. Polícia investiga hipóteses de assalto e atentado

Por Da Redação 23 jun 2014, 12h13

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) destacou uma comissão para acompanhar a investigação policial da tentativa de invasão do sítio do deputado Paulo Melo (PMDB), presidente da casa, na noite do último sábado. A comissão terá deputados de diferentes partidos: Luiz Paulo (PSDB), Zaqueu Teixeira (PT), Flávio Bolsonaro (PP) e Paulo Ramos (PSOL). “Diante do episódio de violência sofrido pelo presidente da Alerj, a casa solicita aos órgãos competentes a devida apuração dos fatos e a identificação e punição dos responsáveis pelo crime”, diz nota enviada pela assembleia nesta segunda-feira.

Paulo Melo e dois policiais militares que trabalham como seus seguranças particulares ficaram feridos na invasão de seu sítio, localizado em Rio Bonito, na Região dos Lagos. A polícia investiga se foi um atentado contra Melo ou uma tentativa de assalto.

Dois assaltantes entraram na propriedade e iniciaram tiroteio com os dois PMs, que foram baleados. Ao fugir dos disparos, Melo torceu o pé direito e teve fratura exposta. Entre a madrugada e a tarde de ontem, foi submetido a duas cirurgias ortopédicas. Os PMs foram baleados, mas não correm risco de morrer.

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Por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado informou que acredita ter sido uma ação de assaltantes, e não crime político. Em junho de 2010, ele denunciara no plenário da Alerj ter sofrido ameaças de morte por parte de um miliciano que atua na Zona Oeste do Rio. O miliciano está preso e, passados quatro anos, o deputado não vê relação entre o episódio e a invasão de seu sítio, conforme explicou ontem sua assessoria.

O irmão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB), Jaime Melo, no entanto, deu declarações públicas para reforçar as suspeitas de atentado. “Tudo leva a crer que tenha sido, pelas características, como pedras deixadas ao longo da estrada, e pelas informações dadas por algumas pessoas que saíram do sítio poucas horas antes do ocorrido, que possa ter sido atentado. Em um assalto, as pessoas não vão direto aos seguranças. Esses bandidos foram direto (na direção dos sargentos Marcelo Ferreira Neves e Edgar Antunes Leite) com a intenção de chegar ao alvo (Paulo Melo)”, afirmou Jaime, que é presidente da Fundação Santa Cabrini, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). Jaime Melo diz ter suspeitos específicos. “Não posso levantar qualquer suspeita sobre ninguém. A polícia está apurando o que aconteceu”, disse.

O estado de saúde do deputado é estável. Ele passou por uma cirurgia de emergência no Hospital Darcy Vargas, em Rio Bonito, e foi transferido de helicóptero para o Copa D’Or, no Rio, na manhã de domingo, onde foi operado pelo ex-secretário estadual de saúde Sergio Côrtes, médico especializado em cirurgia ortopédica. Jaime afirmou que Paulo precisou de enxerto na sola do pé e no dedão direito, o que não foi confirmado pela assessoria de imprensa do hospital.

Os sargentos Marcelo Neves e Edgar Leite, que trabalham como seguranças do deputado, foram baleados na perna e nas nádegas, respectivamente. Ambos passaram por “cirurgia de fixação provisória de fratura exposta de membros inferiores”, de acordo com a assessoria de imprensa da PM. Eles seguem internados no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, zona norte do Rio, e o estado de saúde deles é estável.

O sítio do deputado fica a 74 quilômetros da capital. O crime foi por volta das 23h30, após uma partida da futebol com amigos do deputado. No momento da ação, o presidente da Alerj estava em casa com a mulher, a prefeita de Saquarema Franciane Mota (PMDB). O caso é investigado pela 119ª DP (Rio Bonito).

(Com Estadão Conteúdo)

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