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Começa em Maceió o julgamento do caso Ceci Cunha

Talvane Albuquerque, suplente da deputada, responde pelo assassinato, ocorrido em Maceió, em 1998. Ele queria ocupar a cadeira dela na Câmara

Começa nesta segunda-feira o julgamento dos acusados de matar a deputada federal Ceci Cunha (PSDB), em Maceió. O júri popular teve início pouco depois das 10 horas. O acesso ao prédio será limitado durante os dias de julgamento, para garantir a segurança e evitar tumultos. Manifestações estão proibidas. Atuam na segurança do fórum agentes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar de Alagoas. O crime ficou conhecido como chacina da Gruta, pois aconteceu no bairro Gruta de Lourdes, na capital alagoana. Na noite de 16 de dezembro de 1998 a deputada estava com a família na varanda da casa do cunhado quando ela, o marido e outros dois parentes foram mortos a tiros por homens que invadiram a residência. Para o Ministério Público Federal, o mandante do crime foi Talvane Albuquerque, então filiado ao PTN e suplente de Ceci na Câmara. Ele teria encomendado a morte da deputada para ocupar a cadeira dela na Câmara e usufruir da imunidade parlamentar do cargo. Ceci foi morta com um tiro na nuca horas depois de assumir o posto e no momento em que estava reunida com parentes para comemorar a conquista. São réus no processo ainda, como executores, os assessores e seguranças de Albuquerque, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva. A defesa dos acusados nega a autoria do crime. O processo se arrasta na Justiça há treze anos. Houve dezenas de recursos e uma discussão sobre a competência para julgar o caso, se era da Justiça Estadual ou da Justiça Federal. A ação tem trinta volumes e treze apensos. O júri popular será presidido pelo juiz federal André Luís Maia Tobias Granja. A acusação está a cargo do procurador da República, Gino Sérvio Malta Lobo, do Ministério Público Federal em Alagoas e a defesa dos réus será feita por seis advogados.