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Caso Juan: Justiça determina novo exame de DNA

Defesa de PMs acusados pelo crime alega que corpo não é do menino

A Justiça do Rio determinou que seja feito novo exame de DNA para tentar por fim às duvidas que pairam sobre o caso do menino Juan, assassinado em 20 de junho em uma favela do Rio. Policiais militares são acusados pelo crime. A desembargadora Suely Lopes Magalhães, da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, concedeu liminar para que o exame seja realizado no Rio de Janeiro, como pede a defesa de um dos policiais acusados de atirar contra Juan.

O corpo que foi sepultado como do menino Juan está no Instituto Médico-Legal (IML) desde 17 de agosto, data de uma exumação feita por determinação judicial. A previsão é de que o novo exame ocorra dentro de 15 dias. Ainda não há data para a coleta de material de parentes de Juan, que estão fora do Rio, incluídos no Programa de Proteção à Testemunha.

São acusados de matar Juan os policiais militares Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva. Todos foram denunciados por dois homicídios duplamente qualificados e duas tentativas de homicídio duplamente qualificado. Além da morte de Juan Moraes Neves, eles respondem pelo homicídio de Igor de Souza Afonso, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.