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Cão Orelha: o que ainda falta ser esclarecido sobre o caso

Fim do inquérito conduzido pela Polícia Civil de Santa Catarina não é o fim da linha do caso

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 fev 2026, 09h00 • Atualizado em 7 fev 2026, 09h10
  • A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu na última semana as investigações de um caso que chocou o Brasil e indiciou um adolescente de 15 anos pela morte do cão comunitário Orelha. O animal foi vítima de agressões por objeto contundente (pode ter sido um soco, um chute, uma garrafa) na região da cabeça no dia 4 de janeiro e foi encontrado agonizando no dia seguinte. Ele não sobreviveu. Apesar do desfecho apresentado pela Polícia, o caso pode estar longe de terminar.

    As investigações afirmam que o adolescente estava na hora e no local da agressão ao animalzinho — ele foi flagrado por imagens de câmera de segurança. O moletom e o boné que ele utilizava foram apreendidos pela polícia no dia em que ele voltou de uma viagem à Disney. Segundo a Polícia, a família tentou esconder o boné na frente dos policiais. Além disso, o adolescente teria mentido no depoimento, dizendo que estava em casa quando as imagens o mostraram na rua.

    Agora, o inquérito está com o Ministério Público, que vai decidir os próximos passos. A Promotoria pode tanto arquivar quando devolver o caso à Polícia Civil para novas investigações. Se entender que há elementos de prova suficientes, pode oferecer a remissão (uma espécie de “perdão”) ou propor ação de apuração de ato infracional, o equivalente à ação penal para maiores de idade.

    A defesa do adolescente contesta a conclusão do inquérito e diz que o rapaz não agrediu Orelha. “Não há imagem do cão próximo ao adolescente”, diz Rodrigo Duarte, um dos advogados que atua no caso. Eles afirmam que o rapaz passou todo o tempo das filmagens acompanhado da amiga, com quem ele conversou sobre questões amorosas. Segundo a defesa, o rapaz omitiu a ida à praia, registrado pelas câmeras, por “esquecimento” e a viagem à Disney estava “pré-agendada”. “A inquisição digital já condenou os meninos e as famílias”, diz Alexandre Kale, outro advogado da defesa do adolescente.

    O inquérito mirou treze adolescentes. Quatro deles tivera suas imagens expostas em redes sociais, associando-os à brutal agressão que matou o cão Orelha. O rapaz indiciado é um desses quatro. As repercussões sobre o caso Orelha são tema de reportagem da edição nº 2981 de VEJA.

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