Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Polícia conclui investigação e diz quem matou cão Orelha em Santa Catarina

Adolescente foi flagrado por câmeras de segurança no horário e no local do crime; só um dos suspeitos foi apontado

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 fev 2026, 21h47 • Atualizado em 3 fev 2026, 21h51
  • Na véspera do dia que completaria um mês da morte do cão comunitário Orelha, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira, 3, as investigações e identificou o adolescente que assassinou o animal. O inquérito foi enviado ao Ministério Público, que pode propor a ação de apuração de ato infracional (o equivalente à ação penal para maiores de idade). A Polícia pediu a internação do adolescente.

    Apenas um dos quatro adolescentes identificados como suspeito foi apontado como culpado. A Polícia conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostram ele chegando e saindo do local onde o cão foi agredido. No depoimento prestado aos delegados do caso, ele mentiu sobre onde estava naquele horário. O adolescente fez uma viagem aos Estados Unidos, para a Disney, que segundo sua família estava “pré-agendada”. No dia em que ele chegou no Brasil, policiais apreenderam com ele o mesmo moletom e o mesmo boné que ele usava nas filmagens. Um parente que o acompanha no voo tentou esconder o acessório quando os policiais abordaram o rapaz, o que chamou a atenção dos investigadores.

    Laudos periciais sobre a causa da morte de Orelha mostraram que ele sofreu traumatismo craniano provocado por instrumento contundente — na prática, pode ter sido um chute, uma garrafa ou uma barra de ferro, por exemplo. Ao ser interrogado, o adolescente, que não sabia que os policiais já tinham as imagens dele no local e no horário do crime, também se contradisse em outros pontos. A Polícia catarinense usou um software francês que confirmou a localização do adolescente no momento do crime. Na nota que informa sobre a conclusão das investigações, a Polícia afirma que o sigilo das diligências foi importante para impedir, por exemplo, que o adolescente fugisse do país. Três adultos já foram indiciados por ameaçarem e coagirem testemunhas do caso.

    Outro lado

    A assessoria de imprensa dos advogados contratados pela família do adolescente apontado pela Polícia como assassino do cão Orelha divulgou uma nota dizendo que as provas colhidas são “meramente circunstanciais”.

    “Nota à imprensa

    Continua após a publicidade

    Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do cão Orelha, alertam que informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.

    A defesa atua de forma técnica e responsável, orientada pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.

    Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes.”

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).