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Brasília volta às ruas contra PEC 37 e mensalão

Palácio do Itamaraty, Ministério da Justiça e Congresso Nacional tiveram segurança reforçada

Por Laryssa Borges 22 jun 2013, 18h43

Cerca de 3.500 pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar, protestaram na noite deste sábado em Brasília contra a emenda à Constituição que tira poderes de investigação do Ministério Público. Conhecida como PEC 37, a proposta seria votada no próximo dia 26 na Câmara dos Deputados, mas o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou o adiamento da votação. A PEC 37 foi apresentada pelo deputado e delegado de polícia Lourival Mendes (PTdoB-MA).

Pela manhã, outro grupo, desta vez com cerca de 50 pessoas, se concentrou no Museu da República, no início da Esplanada dos Ministérios, e gritou palavras de ordem contra a emenda constitucional.

A manifestação contra a PEC 37 ocorre pacificamente, mas, depois de cenas de vandalismo terem tomado conta dos protestos em Brasília ao longo da semana, o Palácio do Itamaraty, o Ministério da Justiça e o Congresso Nacional receberam reforço policial. Na passeata, além de pedir o arquivamento da PEC, os manifestantes defenderam a cassação dos mandatos dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Nero (PR-SP), Pedro Henry (PP-MT) e José Genoino (PT-SP), condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão. Durante o protesto, policiais identificaram manifestantes com pedras e coquetéis molotov e os encaminharam à 5ª Delegacia de Polícia.

Também na tarde deste sábado, um grupo de cerca de 3.000 pessoas se reuniu na chamada “Marcha das Vadias” para defender, entre outros temas, a legalização do aborto e protestar contra preconceitos de gênero.

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