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Reviravolta no caso Gugu: novo documento pode encerrar disputa por fortuna

Um trecho que derruba duas teses de Rose pode ser definitivo no processo da briga pela herança bilionária do apresentador

Por João Batista Jr. - Atualizado em 8 mar 2020, 12h01 - Publicado em 8 mar 2020, 10h40

Um documento obtido pela defesa do espólio de Gugu Liberato traz um elemento que pode ser definitivo no processo pela disputa de herança do apresentador. Na sexta, 6, foi anexada uma escritura do livro 5.995, página 225 do 7º Tabelião de Notas de São Paulo. Nele, consta a doação de uma casa de Alphaville de Gugu para Rose Miriam di Matteo, com seis suítes e valor venal de 1,8 milhão de reais. À época, tratava-se da residência onde a médica vivia com seus três filhos, João, Marina e Sofia (o imóvel está até hoje no nome de Rose). Essa certidão em si é menos importante pela cessão da casa do que pelas informações que nele constam.

O documento, lavrado no dia 24 de janeiro de 2012, traz outras implicações sobre a dinâmica da relação. Rose aparece ali como “solteira, segundo declarou, sem manter relacionamento”. Outro trecho diz que “reconhece que estão ligados tão e somente como pais e, portanto, são responsáveis pelo bem-estar dos filhos”.

Trata-se de uma reviravolta contra a defesa de Rosa. Comandada pelo advogado Nelson Willians, ela contesta um acordo firmado entre Gugu e Rose em 25 de março de 2011, segundo o qual ambos se diziam amigos e unidos apenas na condição de pais dos filhos. O mesmo acordo acertava sobre os custos de Gugu com as despesas da família, entre outras coisas. Willians alega que esse documento foi assinado quando sua cliente estava internada no Hospital Albert Einstein por uma crise de depressão e que, portanto, não teria condições perfeitas de saber o que estava fazendo. De fato, à data Rose estava sob cuidados médicos.

O novo documento, lavrado em cartório um ano depois, confirma o conteúdo do contrato anterior. O espólio de Gugu acredita, assim, ser um ponto final no processo de reconhecimento de união estável. Esse texto derruba duas teses de Rose: de que Gugu não deixou nada para a mãe dos filhos, ainda que uma casa seja quase nada perto de uma fortuna de 1 bilhão, e de que entre os dois havia união estável. Procurado, Dilermando Cigagna Jr., advogado do espólio, não quis comentar o assunto e diz se manifestar apenas nos autos.

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O que está em jogo: uma fortuna estimada de 1 bilhão de reais. Vítima de um acidente doméstico, Gugu deixou postos de gasolina, terrenos, estúdios de TV, prédios comerciais e muitos outros imóveis. Só em bancos no Brasil, ele tinha aplicado a quantia de 193 milhões de reais. A defesa de Rose usará como uma das provas de uma relação amorosa a série de entrevistas e capas da revista Caras, em que ambos se apresentavam como um casal. Além disso, também a “compra” de um green card de Gugu para a família.

Rose Miriam está no Brasil desde a segunda semana de fevereiro. Segundo seu advogado, ela veio resolver uma complicação causada por uma cirurgia bariátrica no passado. Seu irmão Giancarlo, antes em Orlando e em pé de guerra com os sobrinhos, também está em São Paulo. João, Marina e Sofia estão em Orlando com a avó materna e o motorista da família.

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