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Designer Camila Klein explica decisão de fechar suas treze lojas

"Não me enganei nem acreditei em uma ilusão, fui prática", diz

Por João Batista Jr. - Atualizado em 24 jul 2020, 10h57 - Publicado em 24 jul 2020, 06h00
CAMILA KLEIN. Leo Martins/Divulgação

A crise econômica desencadeada pela pandemia colocou na lona várias lojas tradicionais de moda do país. Entre as vítimas está uma das designers de acessórios mais famosas do Brasil, Camila Klein, que decidiu fechar seus treze estabelecimentos, entre Rio e São Paulo, Curitiba e Recife. Na entrevista a seguir, ela comenta a decisão e fala como pretende reinventar seu negócio.

Por que fechou todas as lojas?  Corria o risco de não conseguir honrar aluguéis e salários. Desliguei 150 pessoas em março. Foi um dos dias mais difíceis da minha vida. Vendi uma casa para pagar os encargos e aos fornecedores.

Não valia a pena esperar? Não me enganei nem acreditei em uma ilusão, fui prática. Mas dei um passo para trás para dar outro para a frente. Vou me reinventar. Estou a toda com o e-commerce, aluguei novo espaço para ateliê e, no futuro, quero abrir uma escola de filosofia para mulheres. Eu só estou no prefácio da minha vida.

Antes disso, você já havia enfrentado um drama pessoal quando, em setembro de 2015, perdeu seu marido e sócio, Luis Fernando La Selva, queimado por uma água-viva em Cuba. Passei por essa dor tremenda, tendo ficado com meus dois filhos pequenos. Foi um período bem difícil. Eu uso o passado como aprendizado. Hoje, preciso aceitar que minha vida terá outro formato. Enfrentar processos de reinvenção faz parte da minha história.

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Publicado em VEJA de 29 de julho de 2020, edição nº 2697

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