Oferta hexa: Assine por apenas 7,99
Imagem Blog

Thomas Traumann

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)

Como Bolsonaro tenta asfixiar Sergio Moro

Impedir a candidatura do ex-juiz é prioridade no Planalto

Por Thomas Traumann Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2020, 12h12 | Atualizado em 5 jun 2026, 09h12
Como Bolsonaro tenta asfixiar Sergio Moro Priorizar nos meus resultados Google

Nas contas do Palácio do Planalto o maior adversário para Jair Bolsonaro em 2022 não é o PT, nem um novo nome do centro, mas o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro. Por isso, desmobilizar a operação Lava Jato, inviabilizar a aproximação dos partidos ao ex-juiz e desmoralizar a sua passagem pelo governo se tornaram as prioridades políticas dos bolsonaristas.

O procurador-geral Augusto Aras é a ponta de lança dessa operação no Ministério Público. Nos próximos dias, Aras decide se renova o mandato da Operação Lava Jato em Curitiba, que depois de seis anos ainda tem centenas de processos abertos e não concluídos. Aras ameaçou acabar com a Operação, mas diante da repercussão interna, hoje a sua postura mais provável é reduzir o número de procuradores exclusivos e aproveitar a saída de Deltan Dallagnol, um ‘morista’ de primeira hora, que nesta terça-feira, 1º, deixou o cargo alegando problemas de saúde na família.

A reaproximação de Bolsonaro com o PSL é para impedir que o partido ofereça abrigo a Moro em 2022. Com o sucesso de Bolsonaro, o PSL é hoje um dos partidos mais ricos do Brasil, com tempo de TV e fundo partidário suficiente para bancar uma candidatura presidencial com mais estrutura que as outras alterativas de Bolsonaro.

Nas redes sociais, a máquina bolsonarista espalha dia sim, noutro também posts mostrando como as ações da Polícia Federal teriam se tornado mais efetivas depois da saída de Moro, especialmente no combate à corrupção nos governos estaduais (deve-se observar que agora quase todos os investigados da PF são adversários do presidente).

Moro sempre negou interesse em fazer uma carreira política, mas como ele já havia feito essa recusa antes e descumprido quando aceitou o Ministério da Justiça, pouca gente acredita. Nas pesquisas eleitorais, Moro aparece em segundo lugar, empatado tecnicamente com o ex-prefeito Fernando Haddad, mas com o melhor resultado em um eventual segundo turno contra Bolsonaro. Ninguém duvida do potencial eleitoral de Moro, mas ele está sendo asfixiado pelas ações dos bolsonaristas.

Continua após a publicidade

Em março de 2018, um grande banco encomendou uma detalhada pesquisa com entrevistas em grupo de eleitores de cinco capitais e duas grandes cidades do interior para monitorar os sentimentos dos eleitores brasileiros para as eleições daquele ano. Já estavam presentes ali forças eleitorais que se mostrariam decisivas meses depois, o ódio aos políticos em geral e ao PT em particular, o cansaço com as alternativas dos partidos tradicionais, a sensação de que Brasília era um peso para o Brasil, o debate sobre valores, a preocupação com a segurança pública e a vontade de recomeçar o Brasil do zero a partir de um nome novo. Apresentados às alternativas do momento, os eleitores eram unânimes em elogiar o então juiz Sergio Moro. Se tivesse renunciado à carreira naquele momento, Moro seria favorito para a eleição a presidente em outubro de 2018.

ASSINE VEJA

A esperança dos novatos na bolsa
A esperança dos novatos na bolsa Leia nesta edição: a multidão de calouros no mercado de ações, a ‘lista negra’ de Bolsonaro e as fraudes na pandemia ()
Clique e Assine

Quase dois anos depois, o cenário é diferente. O favorito é Bolsonaro e há uma profusão de candidatos nas oposições. Na política se diz que um cavalo não passa encilhado duas vezes. Moro perdeu o momento de 2018 e se quiser ter protagonismo em 2022 — como candidato ou apoiando alguém — vai precisar subir na sela e começar a treinar seu cavalo desde agora.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
OFERTA CAMPEÂ

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00) + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).