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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Ministério da Agricultura – Aeroporto serviu de cenário para pedido de propina

Por Fábio Fabrini, no Globo: A reunião em que teria sido proposta propina de R$ 22 milhões para funcionários da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) liberarem o pagamento de uma dívida de R$ 150 milhões à empresa Spam ocorreu em instalações da Infraero no Aeroporto de Brasília. A informação é do advogado Antônio Carlos Simões, […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 20 Feb 2017, 12h54 - Publicado em 9 Aug 2011, 07h25

Por Fábio Fabrini, no Globo:

A reunião em que teria sido proposta propina de R$ 22 milhões para funcionários da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) liberarem o pagamento de uma dívida de R$ 150 milhões à empresa Spam ocorreu em instalações da Infraero no Aeroporto de Brasília. A informação é do advogado Antônio Carlos Simões, que revelou detalhes do esquema à revista “Veja” . Ao GLOBO, ele afirmou que o encontro ocorreu numa das salas de reunião da Infraero, no terminal do aeroporto. E explicou que um outro representante da empresa foi quem organizou o encontro.

Simões afirmou que o advogado Domingos Flores Fleury da Rocha, que também atua no caso, a serviço da Spam, pediu que ele comparecesse à reunião, ocorrida no início de março, em sala no andar superior ao térreo. Segundo Simões, Fleury, acompanhado de um homem que se apresentou como advogado da Conab, propôs o pagamento de um percentual sobre o valor da dívida para servidores da Companhia. “O doutor Fleury foi quem falou que tinham solicitado uma comissão de 15% para fazer o pagamento e que precisava da minha concordância”, conta.

Simões explicou que o suposto representante da Conab, que foi descrito por ele como moreno, gordo e de estatura mediana, não se identificou. Procurado, Fleury não se pronunciou nesta segunda-feira. A Infraero informou que aluga salas a concessionários tanto em áreas restritas (de embarque) quanto nas de livre circulação. Segundo a empresa, há a possibilidade de que os participantes do encontro tenham sido flagrados em locais de movimentação pública, mas as imagens só ficam guardadas por 30 dias.

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