Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

É preciso impedir de todo modo o contato de Dirceu e Delúbio com os criminosos comuns

Os nomes dos regimes de prisão não Brasil não ajudam muito, e deriva daí a confusão em que incorreu, diga-se, o próprio ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, quando sugeriu que só regime fechado impede um parlamentar de exercer suas atividades. Vamos lá. O regime fechado é fechado mesmo. O sujeito entra em cana e, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 04h59 - Publicado em 14 nov 2013, 16h22

Os nomes dos regimes de prisão não Brasil não ajudam muito, e deriva daí a confusão em que incorreu, diga-se, o próprio ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, quando sugeriu que só regime fechado impede um parlamentar de exercer suas atividades. Vamos lá. O regime fechado é fechado mesmo. O sujeito entra em cana e, enquanto durar essa fase da prisão, não pode sair da cadeia, a não ser em situações especiais — saída no Natal, por exemplo, ou no Dia das Mães. Bandido também tem mãe. No geral, ela não responde pela safadeza do filho da mãe.

O regime dito semiaberto também é fechado. O que muda são as condições de vigilância, mais relaxadas do que as do regime fechado. Com autorização do juiz, os presos podem deixar a instalação prisional por algumas horas para, por exemplo, estudar. E o regime aberto é aquele em que o sujeito tem de dormir na cadeia, mas pode passar o dia fora.

Os regimes semiaberto e aberto acabam virando prisão domiciliar ou, pura e simplesmente, liberdade porque quase inexistem estabelecimentos próprios para esse tipo de prisão. Ninguém investe em cadeia no Brasil. Não dá muito voto. Governante que põe dinheiro nessa área fica com má fama. Os esquerdistas da imprensa acham que é coisa de fascista. Logo perguntam: “Por que não constrói escolas?”. Caso se responda que é porque escola não pode abrigar bandidos, eles pensam se tratar de uma ironia. Mas voltemos.

José Dirceu e Delúbio Soares, por exemplo, enquanto aguardam o resultado dos embargos infringentes (que podem inocentá-los do crime de formação de quadrilha), começarão a cumprir pena em regime semiaberto. Isso quer dizer que o juiz pode autorizar a saída da dupla para atividades especiais.

Em vez de estudar, eles têm tudo para ensinar, não é? Dirceu montaria um curso de Ética e Formação Política. Delúbio, professor de matemática,  ensinaria os truques de contabilidade para os que manejam “recursos não contabilizados”.

Necessário mesmo, por todos os meios, é  impedir que tenham contato com os bandidos comuns, com aqueles que ainda não descobriram as vantagens de ser um criminoso da política.

 

Continua após a publicidade
Publicidade