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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Pedro Carvalho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Contratação bilionária do TJ-SP chama atenção por ausência de licitação

Gigantes Amazon, Google e Microsoft foram consultadas sob termo de confidencialidade

Por Pedro Carvalho - Atualizado em 27 fev 2019, 11h19 - Publicado em 27 fev 2019, 09h31

O bilionário contrato firmado entre Microsoft e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), suspenso pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na semana passada, tem um ingrediente ainda mais explosivo: a Amazon e o Google, empresas que foram convidadas pela Corte para disputar o certame – e posteriormente desclassificadas por não cumprirem todos os requisitos solicitados -, foram obrigadas a assinar um termo de confidencialidade, no qual tinham de se comprometer a não divulgar detalhes do processo.

O problema é que a Lei de Licitações estabelecer como princípio a publicidade.

O TJ-SP alega que foi uma contratação direta e que eles seguiram todos os trâmites legais.

De qualquer forma, não abrir licitação para um contrato de 1,3 bilhão de reais é algo inédito no país.

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E é exatamente pela informalidade que o processo foi derrubado pelo CNJ. O Tribunal queria informatizar seu sistema. Por meio do contrato com a Microsoft, seria adotada a computação em nuvem.

 

 

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