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PGR: delator deve perder acordo por omitir repasses a assessor do Planalto

Em alegações finais, procuradoria pede que STF confirme rescisão de delação de Nelson Mello

Por Mariana Muniz 9 jan 2020, 20h06

Nas alegações finais entregues ao STF no pedido de rescisão da delação premiada de Nelson Mello, da Hypermarcas, a PGR afirma que o colaborador (ou ex-colaborador, como o órgão se refere a ele ao longo do documento) omitiu o pagamento de 11,5 milhões de reais ao secretário especial para o Senado na Casa Civil, o ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC).

Os contratos fictícios – dos quais inicialmente Mello disse aos investigadores “não se recordar” – tinham o intuito de beneficiar a campanha de Bauer para o governo de Santa Catarina em 2014.

Segundo a PGR, apesar de não dar detalhes sobre os repasses ao político catarinense, provas obtidas ao longo da investigação mostram que Nelson Mello “sempre teve em seu poder total acesso às informações e documentos sobre as negociações espúrias envolvendo os contratos fictícios firmados em beneficio” de Bauer.

“Percebe-se que o ex-colaborador nitidamente buscou omitir fatos delitivos, como também a participação de outros funcionários da Hypermarcas nos ilícitos relacionados ao ex-senador Paulo Bauer, apenas mudando de postura à medida que as investigações avançavam”, afirma o documento, assinado pelo subprocurador José Adonis Callou de Araújo Sá.

Para a PGR, a postura de Nelson Mello foi “claramente reativa” e não colaborativa. Por isso, argumenta, deve perder os benefícios concedidos com o acordo.

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