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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PF deflagra operação contra hackers que vazaram dados de Bolsonaro

Operação no RS e CE tem a participação de 20 policiais federais, que cumprem três mandados de busca contra integrantes do grupo Digital Space

Por Robson Bonin Atualizado em 26 jun 2020, 09h48 - Publicado em 26 jun 2020, 08h29

A Polícia Federal deflagra nesta sexta-feira, 26, a Operação Capture the flag, com o objetivo de combater organização criminosa hacker, conhecida como Digital Space, especializada na invasão de sites de órgãos públicos suspeita de ter vazado dados privados de servidores e autoridades como o presidente Jair Bolsonaro.

A Operação, deflagrada nos estados do Rio Grande do Sul e Ceará, tem a participação de 20 policiais federais. São cumpridos três mandados de busca e apreensão.

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As investigações mostram que integrantes do grupo hacker obtiveram e expuseram de forma ilícita dados pessoais de mais de 200.000 servidores e autoridades públicas, “com o objetivo de intimidar e constranger tanto as instituições quanto as vítimas que tiveram seus dados e intimidade expostos”, diz a PF.

A organização teria invadido sistemas de universidades federais, prefeituras e câmaras de vereadores nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, de um governo estadual e de diversos outros órgãos públicos. Somente no Rio Grande do Sul, foram mais de 90 instituições invadidas pelo grupo.

Há indícios, ainda, da prática de outros crimes cibernéticos por parte da organização criminosa, como compras fraudulentas pela internet e fraudes bancárias. A investigação se concentra na apuração dos crimes de invasão de dispositivo informático, corrupção de menores, estelionato e organização criminosa.

O nome da Operação – Capture the flag – se dá em razão de competição na área de pentest (testes de invasão) onde os participantes precisam encontrar vulnerabilidades em sistemas e redes de comunicação. As vulnerabilidades são as “bandeiras” que os participantes precisam capturar.

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