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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O isolamento político de Paulo Guedes no Congresso

Colegas do ministro da Economia no governo admitem que nada que venha dele tem trâmite fácil no Parlamento

Por Robson Bonin Atualizado em 8 out 2021, 17h44 - Publicado em 10 out 2021, 14h36

Paulo Guedes, como mostra o Radar na edição de VEJA desta semana, não abalou seu prestígio no Planalto por causa da offshore que mantém no exterior.

O desgaste de “PG” no palácio existe, mas, segundo um auxiliar do presidente, é de outra natureza: “Ele se inviabilizou na política. Nada que venha do PG no Congresso é votado”, diz um ministro.

Até pouco tempo, as crises de Guedes eram com Arthur Lira e os caciques do centrão, que chegaram a pedir a substituição do ministro a Bolsonaro. Agora, além da falta de trânsito na Câmara, Guedes tem provocado crises também no Senado.

A equipe de Bolsonaro que lida com a articulação política no Legislativo vem sofrendo para avançar com pautas da Economia. Declarações de Guedes em palestras e entrevistas ajudaram a irritar os senadores, por exemplo, no caso da discussão da reforma do Imposto de Renda atrelada ao novo Bolsa Família.

Guedes afirmou, por exemplo, que Rodrigo Pacheco demonstraria ao país que “não está preocupado” com o novo Bolsa Família, caso não corra com a reforma do IR.

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