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Morte que levou à suspensão de teste da Coronavac foi causada por suicídio

Evento envolvendo um voluntário foi usado pela Anvisa para suspender estudo com a vacina chinesa

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 10 nov 2020, 15h34 - Publicado em 10 nov 2020, 12h59

A morte do voluntário que participava dos testes da vacina Coronavac e que levou à suspensão dos procedimentos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi provocada por suicídio, segundo laudo produzido pelo Instituto Médico Legal (IML). A informação foi divulgada pela TV Cultura e confirmada por VEJA.

VEJA não iria divulgar essa informação sigilosa, mas a morte do voluntário levou a Anvisa na segunda-feira, 9, a interromper, alegando “evento adverso grave”, os testes clínicos da vacina, que está sendo produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Sem dar detalhes do que aconteceu com o voluntário por sigilo médico, o diretor do Butantan, Dimas Covas, declarou que era “impossível” a causa do óbito ter qualquer relação com a aplicação da vacina. “Nós estamos tratando aqui de um evento adverso grave que não tem relação com a vacina. Essa informação está disponível na Anvisa desde o dia 6, quando foi notificado o evento adverso grave”, afirmou Covas em entrevista coletiva realizada no Instituto Butantan. “Os estudos deverão ser retomados em dois dias”, disse ele.

O voluntário participava do estudo conduzido pelo Hospital das Clínicas, em São Paulo. Esta manhã foi realizada uma reunião entre o Instituto Butantan e a Anvisa para esclarecer possíveis dúvidas da agência. Covas afirmou ainda que a Anvisa deve reautorizar os estudos nos próximos dias. “Tranquilizo a todos os voluntários que essa vacina é segura”, ressaltou o secretário de estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

A morte do voluntário ocorreu no dia 29 de outubro. O boletim de ocorrência registrou o caso como “suicídio consumado”.

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