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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Pedro Carvalho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Governador da PB acertou repasses políticos com empreiteiras, diz delator

Investigação do MP sobre Ricardo Coutinho esbarrou em acordos de João Azevedo

Por Mariana Muniz - Atualizado em 17 jan 2020, 08h00 - Publicado em 17 jan 2020, 07h00

A investigação do Ministério Público da Paraíba sobre o ex-governador do estado Ricardo Coutinho esbarrou no atual mandatário do estado, João Azevedo, e seus acertos com empreiteiras freguesas da Lava Jato.

O ex-secretário de Turismo Ivan Burity fechou delação e revelou que Azevedo, ainda em 2014, realizou uma reunião com o consórcio de empreiteiras que constrói o canal da Transposição do Rio São Francisco no estado para decidir a partilha da propina que seria repassada a políticos em troca de apoio ao então governador Coutinho.

Azevêdo era, à época, secretário de Recursos Hídricos da gestão Coutinho. Segundo o delator, participaram da negociação Marquise, Via Engenharia, Galvão Engenharia e Queiroz Galvão – a decisão foi de que as colaborações para a campanha ficariam centralizadas na Via Engenharia.

“Após reunião na sala do ex-secretário João Azevedo, onde estavam presentes representantes das construtoras do canal Acauã-Araçagi, quais sejam, Marquise, Via Engenharia, Galvão Engenharia e Queiroz Galvão, ficou decidido que eles iriam centralizar as colaborações da campanha através da Via Engenharia”, conta Burity em trecho de sua colaboração.

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Depois dessa reunião, o delator conta que foi despachado a Brasília para buscar bolsas de dinheiro na sede da Via Engenharia. Como o Radar revela na edição de VEJA que está nas bancas, parte desse dinheiro foi direcionada ao deputado Efraim Filho.

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