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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Governador da PB acertou repasses políticos com empreiteiras, diz delator

Investigação do MP sobre Ricardo Coutinho esbarrou em acordos de João Azevedo

Por Mariana Muniz Atualizado em 17 jan 2020, 08h00 - Publicado em 17 jan 2020, 07h00

A investigação do Ministério Público da Paraíba sobre o ex-governador do estado Ricardo Coutinho esbarrou no atual mandatário do estado, João Azevedo, e seus acertos com empreiteiras freguesas da Lava Jato.

O ex-secretário de Turismo Ivan Burity fechou delação e revelou que Azevedo, ainda em 2014, realizou uma reunião com o consórcio de empreiteiras que constrói o canal da Transposição do Rio São Francisco no estado para decidir a partilha da propina que seria repassada a políticos em troca de apoio ao então governador Coutinho.

Azevêdo era, à época, secretário de Recursos Hídricos da gestão Coutinho. Segundo o delator, participaram da negociação Marquise, Via Engenharia, Galvão Engenharia e Queiroz Galvão – a decisão foi de que as colaborações para a campanha ficariam centralizadas na Via Engenharia.

“Após reunião na sala do ex-secretário João Azevedo, onde estavam presentes representantes das construtoras do canal Acauã-Araçagi, quais sejam, Marquise, Via Engenharia, Galvão Engenharia e Queiroz Galvão, ficou decidido que eles iriam centralizar as colaborações da campanha através da Via Engenharia”, conta Burity em trecho de sua colaboração.

Depois dessa reunião, o delator conta que foi despachado a Brasília para buscar bolsas de dinheiro na sede da Via Engenharia. Como o Radar revela na edição de VEJA que está nas bancas, parte desse dinheiro foi direcionada ao deputado Efraim Filho.

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