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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Pedro Carvalho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Delatores baianos fazem ‘esquenta’ para as revelações de Léo Pinheiro

Ex-chefão da OAS tem histórias que se cruzam com os relatos dos empresários envolvidos nas obras da sede da Petrobras em Salvador

Por Robson Bonin - 14 jan 2020, 14h18

Quem acompanha o avanço das investigações da Lava-Jato em Curitiba diz que a delação dos empresários que atuaram na construção da sede da Petrobras em Salvador é apenas um aperitivo do que virá no acordo do ex-empreiteiro da OAS Léo Pinheiro.

Nos anexos obtidos pelo Radar, além de detalhar pagamentos de propina a João Vaccari no diretório do PT em São Paulo — num modelo semelhante ao já revelado pela Odebrecht em suas delações –, os delatores confirmam a existência do departamento de propinas da OAS em Salvador.

A existência da estrutura de distribuição de dinheiro sujo na capital baiana foi revelada ainda no começo da Lava-Jato pelo doleiro Alberto Youssef, que abastecia os cofres com o dinheiro lavado para a empreiteira.

Além de detalhar esses pagamentos, Léo Pinheiro dedicou parte nobre da sua delação ao projeto da Torre Pituba e as propinas milionárias pagas ao PT baiano.

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