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Marina jantou Bolsonaro

A mulher que enquadrou o capitão

Por Ricardo Noblat - 18 ago 2018, 00h24

Pelas mais variadas razões, os candidatos a presidente da República preferiram até agora evitar confrontos diretos com o capitão Jair Bolsonaro nos debates promovidos por emissoras de televisão.

Precisou de uma mulher, também candidata, para bater de frente com ele – sem se intimidar, sem levar em conta se o capitão poderia ganhar pontos com isso, e ela perder. Marina Silva ganhou.

Interessado em defender o uso de armas, Bolsonaro cometeu a bobagem de perguntar a Marina se ela era contra ou a favor. Sabia que ela seria contra. Preparava-se para em seguida contestá-la.

Marina usou apenas duas palavras para responder a Bolsonaro: “Sou contra”. Aproveitou o resto do tempo para criticá-lo duramente por ignorar os problemas enfrentados pelas mulheres no país.

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Foi um carão e tanto, em termos elegantes, mas impiedosos. Marina aproveitou a ocasião para expor o que a diferencia de um candidato despreparado, preconceituoso e fundamentalista.

Um debate frio, sem graça, próximo de acabar sem que houvesse um vencedor claro, fechou com um – Marina.

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