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Fim do mistério? Cientistas sugerem como pirâmides foram construídas

Estudo aponta que monumentos do Egito foram erguidos com a ajuda de uma ramificação do Rio Nilo, hoje soterrada pelo deserto

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 19 Maio 2024, 15h29 - Publicado em 18 Maio 2024, 17h49

Cientistas da Universidade da Carolina do Norte em Wilmington, nos Estados Unidos, podem ter resolvido um mistério que já dura mais de 4.000 anos: como foram construídas as 31 pirâmides do Egito, incluindo a famosa Pirâmide de Gizé. Segundo um estudo, publicado na revista científica Nature, os pesquisadores concluíram que as pirâmides provavelmente foram construídas a partir de um antigo “braço navegável” do Rio Nilo, que com o tempo foi soterrado pela ação de tempestades de areia e atualmente está abaixo de desertos e terras usadas para agricultura no país.

Esse pensamento, de que os antigos egípcios possam ter usado uma via de navegação próxima às pirâmides, para viabilizar o transporte dos blocos de pedra, não é de hoje. Mas até agora, não havia nada que comprovasse tal teoria. “Ninguém tinha certeza da localização, da forma, do tamanho ou da proximidade desta via navegável em relação ao local das pirâmides”, afirmou Eman Ghoneim, professor e um dos autores da pesquisa à rede BBC, de Londres.

Esforços via satélite

Para chegar à essa conclusão, os pesquisadores usaram diversos recursos para mapear essa ramificação do rio Nilo – que chamaram de Ahramat (“pirâmide”, em árabe) e que acreditam ter sumido há milhares de anos. Entre eles, mapas históricos, sondagem de sedimentos (técnica para recuperar amostras), levantamentos geofísicos e até um radar via satélite, que conseguiu entrar na superfície da areia e produzir imagens que mostravam rios soterrados e estruturas antigas na encosta do lugar onde se encontra a maioria das pirâmides do Antigo Egito.

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“Achar a verdadeira ramificação e ter esses dados que evidenciam uma via navegável que poderia ser usada para o transporte de blocos mais pesados, de equipamentos e de pessoas, nos ajuda a explicar a construção das pirâmides”, disse a pesquisadora Suzanne Onstine à BBC. “Os antigos egípcios poderiam usar a energia do rio para transportar esses blocos pesados, em vez do trabalho humano. Era muito menos esforço”.

Segundo o estudo, esse “braço” do rio Nilo tinha 64 quilômetros de comprimento e entre 200 metros e 700 metros de largura, margeando as 31 pirâmides construídas entre 3.700 e 4.700 anos atrás. “A proximidade deste braço do rio sugere que ele estava ativo e operava durante a fase de construção das pirâmides”, descreve o estudo.

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