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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Em Roma como os Romanos, já se dizia no tempo dos Cesares

Mal chegamos e já queremos impor o nosso modo de vida aos moscovitas?

Por Maria Helena RR de Sousa 15 jun 2018, 15h07

A Russia é um país continental. Imenso. Espalha-se horizontalmente cobrindo nove fusos horários. É banhada por três oceanos: Ártico, Atlântico e Pacífico. É belíssimo, tem paisagens espetaculares. Sua História é muito rica, com figuras notáveis. Algumas se notabilizaram pelo terror que inspiraram, outras pelas maravilhas que realizaram. Culturalmente, é de uma riqueza extraordinária, literatura, música, arquitetura, de deixar qualquer um embasbacado. Sua capital, Moscou, tem monumentos belíssimos e museus que rivalizam com todos os museus do mundo.

É uma festa para os olhos e para o espírito. Uma megacidade, colorida, rica, espetacular! Visitar Moscou não é tarefa fácil: além do clima complicado, ou muito calor, ou muito frio, é gigantesca, com tantas e tantas coisas para ver, haja tempo e haja disposição para percorrê-la.

Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso, é um velho e sábio ditado. Não é impossível imaginar que um país que cobre nove fusos horários tenha inúmeros e variados usos, inúmeros e variados fusos.

Os turistas brasileiros que vão assistir à Copa do Mundo receberam um livreto com indicações sobre como se portar em Moscou de modo a curtir bem essa oportunidade de ouro, conhecer Moscou, sem criar problemas com os moscovitas e sempre respeitando seus hábitos.

Desse modo devem agir os turistas em qualquer lugar do mundo, não é mesmo? Respeitar quem nos recebe é uma das leis universais do visitante.

Tenho ouvido muitas críticas às posturas municipais de Moscou. Fico pasma. Mal chegamos e já queremos impor o nosso modo de vida aos moscovitas? Francamente, isso é ter um ego maior que o território russo!

Em Moscou, como os Moscovitas. Assim, respeitando as pessoas que nos acolhem, teremos recordações maravilhosas de uma viagem que vai unir as alegrias que o futebol pode proporcionar, com o conhecimento in loco de monumentos que honram a história e a religião russas.

A não ser que o turista tenha tempo (e dinheiro) para ficar muito mais de um mês em Moscou, o melhor que ele faz é não perder tempo tentando provar aos russos que eles estão errados e nós certos! Conhecer essa metrópole é um prêmio que o destino nos dá. Que tal merecê-lo?

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