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A guerra de versões sobre o tamanho dos atos pelo voto impresso em SP

Manifestantes bolsonaristas foram às ruas neste domingo, 1º, a fim de defender a bandeira do presidente

Por Caíque Alencar Atualizado em 2 ago 2021, 12h09 - Publicado em 2 ago 2021, 11h40

As manifestações bolsonaristas deste domingo, 1º, pela implantação do voto impresso no Brasil colocaram em pé de guerra as versões de que os atos foram esvaziados ou tiveram alta adesão. As disputas de narrativas, que se dão no ringue virtual das redes sociais por meio da publicação de fotos e vídeos para confirmar uma teoria ou outra, mostram cenários diferentes.

Entre os apoiadores do presidente que estiveram no ato realizado na avenida Paulista, as imagens privilegiam ângulos que dão dimensão maior do que as concentrações de pessoas de fato tinham, exibindo os pontos em que os manifestantes estavam em grupos mais coesos. Já entre os críticos, fotos aéreas mostram as pessoas mais dispersas, com concentração maior somente próximo ao carro de som. Procurada por VEJA, a Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) não divulgou a estimativa de pessoas presentes na manifestação até a publicação desta nota.

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A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) foi uma das presentes que divulgou imagens nas redes sociais. No vídeo, filmado do ponto de vista de quem participa da manifestação, a aparente multidão aparece concentrada nas proximidades do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ex-aliado de Bolsonaro, o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) publicou imagem aérea na qual afirma ser a manifestação deste domingo. “Só no Twitter da Zambelli a coisa parece lotado (sic)”, provocou o parlamentar.

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A manifestação na capital paulista teve a participação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), além da presença virtual do próprio Bolsonaro e do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. A fala do presidente foi transmitida pelos carros de som em várias cidades por meio de live feita do Palácio da Alvorada, em Brasília. “Vocês estão aí, além de clamar pela garantia da nossa liberdade, buscando uma maneira que tenhamos eleições limpas e democráticas no ano que vem. Sem eleições limpas e democráticas, não haverá eleição”, afirmou Bolsonaro.

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O ato começou por volta das 13h, com os manifestantes ocupando os dois sentidos da Paulista na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Sem se deslocar, os presentes ficaram à frente de um carro de som com a seguinte frase: “Nós não permitiremos eleições sem voto impresso”. Durante todo o dia também houve registro de manifestações em 25 capitais, entre elas Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia, Vitória, Recife e Fortaleza.

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As convocações foram feitas para este final de semana após o presidente dobrar a aposta em seu discurso de que as urnas eleitorais são fraudadas, mesmo sem apresentar nenhum tipo de prova de que isso ocorra. Na semana passada, em sua tradicional live realizada sempre às quintas-feiras, Bolsonaro fez transmissão nas redes sociais apontando o que seriam “indícios” de que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas. A promessa era a de que seriam apresentadas as tais provas, mas os argumentos utilizados foram todos baseados em teorias conspiratórias e acusações que circulam nas redes bolsonaristas já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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