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Quem tem problemas cardíacos pode tomar a vacina da gripe?

Pessoas com problemas de coração não só podem, como devem se vacinar contra a gripe, pois correm um risco aumentado de complicações em infecções

Por Marcus Bolivar Malachias Atualizado em 27 jun 2017, 12h01 - Publicado em 27 jun 2017, 12h00

Quem possui doenças cardiovasculares crônicas, como insuficiência cardíaca, doença coronariana e hipertensão não pode deixar de se vacinar contra a gripe. Os problemas cardíacos podem causar uma queda da imunidade expondo os pacientes a um maior potencial de complicações durante uma simples infecção pelo vírus Influenza, com maior tendência ao desenvolvimento de pneumonia, hospitalização e até morte prematura.

Quem tem outros fatores de risco também precisa se prevenir contra a gripe, como fumantes, diabéticos e portadores de doenças circulatórias. Até aqueles que se já submeteram a um transplante de coração precisam se vacinar anualmente.

Risco aumentado

O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, que mapeia os casos de gripe no Brasil, demonstrou que, neste ano, 70 pessoas foram a óbito por influenza, sendo 35% dessas vítimas portadoras de doença cardiovascular crônica.

Um estudo que avaliou o impacto do vírus Influenza em pacientes com doenças cardíacas revelou que a gripe pode causar miocardite (inflamação do coração), arritmias cardíacas e desencadear infarto, causando complicações graves e óbito, até mesmo em pessoas previamente saudáveis.

Maior proteção

Por tudo isso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia tem apoiado e difundido as campanhas de imunização contra a influenza. A efetividade da vacina contra a gripe pode variar de uma temporada para outra. Também pode mudar dependendo da pessoa que recebe a vacina, de acordo com sua idade e estado de saúde e conforme a semelhança ou “compatibilidade” entre os vírus incluídos na vacina e aqueles disseminados na comunidade.

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Apesar dessas variações, estudos demonstram que, caso indivíduos vacinados contraiam a enfermidade, os sintomas serão mais leves, além de diminuir o risco de hospitalização.

 

 

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