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‘Zumbilândia: Atire Duas Vezes’, o retorno dos mortos-vivos

O longa reencontra seus protagonistas após uma década, e dá a eles um adversário formidável: o desempenho genial da jovem Zoey Deutch

Por Isabela Boscov - Atualizado em 25 out 2019, 11h10 - Publicado em 25 out 2019, 07h00

Já de começo, Columbus (Jesse Eisen­berg) faz questão de agradecer: tanto entretenimento com mortos-­vivos por aí, e o espectador escolheu prestigiar suas aventuras — que prazer. De fato, quando o diretor Ruben Fleischer se lançou com o primeiro Zumbilândia, dez anos atrás, The Walking Dead ainda não estreara, puxando atrás de si a interminável fila de apocalipses infecciosos no cinema e na televisão. Pois, apesar do ambiente apinhado, Fleischer continua original: Zumbilândia: Atire Duas Vezes (Zombieland: Double Tap, Estados Unidos, 2019), em cartaz no país, embarca na comédia já antes dos créditos iniciais — é melhor não se atrasar para a sessão, nem sair quando o filme termina —, seguindo a mesma e adorável fórmula.

Em que pesem suas diferenças, o neurótico Columbus, o caipira Talla­has­see (Woody Harrelson) e as despachadas Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) não são mais meros companheiros casuais de fim de mundo; reconhecem-se como uma família, e têm os problemas típicos delas. Mesmo com muito espaço para se espalhar (eles acabaram de se mudar para a Casa Branca), andam dando nos nervos uns dos outros. Separam-­se, arrependem-se e decidem se reencontrar, dando a senha para um road movie em que a ação e os zumbis — agora classificados conforme inteligência, velocidade etc. — são o que menos importa. O quarteto, porém, topa com um adversário inesperado: o desempenho fantástico de Zoey Deutch (The Politician). No papel da desmiolada, alegrinha e impecavelmente arrumada Madison, ela rouba o filme e o leva embora consigo.

Publicado em VEJA de 30 de outubro de 2019, edição nº 2658

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