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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Reação à altura

Nos EUA, democracia vence a regra do jogo contra ação dos sabotadores

Por Dora Kramer 20 jan 2021, 14h54

Com todas as adaptações necessárias ao tempo de pandemia, com todas as sabotagens engendradas por Donald Trump, a posse de Joe Biden foi a celebração da prevalência do velho normal democrático sobre a tentativa de governante e militantes extremistas de impor suas atitudes como o manual de um novo anormal para os Estados Unidos e, se possível, para o mundo.

A Trump, cuja ausência abrilhantou a cerimônia, não restou escolha a não ser enquadrar-se às regras do jogo instituídas há quase 250 anos. Prova cabal de que a energia e a firmeza das instituições aliadas a uma sociedade majoritariamente consciente do valor da liberdade, da civilidade e da legalidade são as armas mais eficientes no combate a tentativas de desvios autoritários.

Tais instrumentos servem aos EUA, servem ao mundo e servem ao Brasil neste momento em particular. Nada a temer, portanto, desde que se mantenham ativos o vigor cívico mais interessado em preservar o bem-estar de todos que na construção ilusória de falsos mitos de salvação. A democracia quando ativa lhes derrete os pés de barro.

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