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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

MDB na mira

Deferência a Temer visa a atrair partido mais estruturado do país

Por Dora Kramer - 13 ago 2020, 16h08

Michel Temer não foi posto no comando da missão solidária a Beirute só por ser ex-presidente e/ou descendente de libaneses. Digamos que essas características conferem verniz ao gesto com o qual Jair Bolsonaro busca mesmo é estabelecer pontes de boas relações com o MDB, legenda com maior número de prefeituras e a invejável capilaridade de estar presente com algum tipo de estrutura em todos os municípios do Brasil.

Temer foi presidente do partido por mais de 15 anos, duas vezes indicado por seus correligionários para a vice-presidência da República e três vezes presidente da Câmara em decorrência da liderança exercida na sigla na qual ainda é hoje a figura de maior influência.

Com a deferência feita a ele, Bolsonaro busca, além de neutralizar a saída formal dos emedebistas do bloco do centrão, obter a simpatia de um rico capital de apoio em ano de eleição municipal.

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