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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Obama tem o direito de festejar a única boa notícia que recebeu nas últimas semanas

O inferno astral de Barack Obama anda tão assustador que o presidente americano deveria convocar uma força-tarefa de estadistas multinacionais para ajudá-lo a escapar da insônia eterna. As olheiras cada vez mais profundas informam que suas madrugadas são assombradas simultaneamente pela guerra civil na Síria, pelas armas químicas de Bashar al-Assad, pelas safadezas oportunistas de […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 05h22 - Publicado em 17 set 2013, 23h39

O inferno astral de Barack Obama anda tão assustador que o presidente americano deveria convocar uma força-tarefa de estadistas multinacionais para ajudá-lo a escapar da insônia eterna. As olheiras cada vez mais profundas informam que suas madrugadas são assombradas simultaneamente pela guerra civil na Síria, pelas armas químicas de Bashar al-Assad, pelas safadezas oportunistas de Vladimir Putin, pelas maquinações da China, pelas rachaduras na aliança com a Inglaterra e a França, pela relutância dos demais países europeus, pelo ataque à base naval em Washington, pelas incessantes ameaças terroristas, pela hostilidade do Congresso dos EUA, pelas oscilações do dólar, pelo desempenho claudicante da economia ─ fora o resto.

Atormentado por tamanho cortejo de complicações a resolver e nós a desatar, o hamletiano inquilino da Casa Branca tem todo o direito de festejar, com um porre de carnavalesco campeão na Sapucaí, a única boa notícia que recebeu nas últimas semanas: Dilma Rousseff adiou a visita a Washington. Pelo menos por dois ou três dias Obama vai dormir direito. E certamente sonhar com o cancelamento definitivo do encontro com a brasileira que fala um dialeto incompreensível até para quem fala português.

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