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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O trovador Alamir Longo escracha em versos o portador do vírus ‘não sei de nada’

Nosso Alamir Longo pediu licença para pegar uma carona no post sobre a confissão em quatro palavras e solidarizar-se com o portador de um vírus terrível batizado de ‘não sei de nada’”. Confisco o verso de Manuel Bandeira para responder ao grande trovador (gaúcho, naturalmente). Entra, Alamir. Você não precisa pedir licença. (AN)   “NÃO […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 07h15 - Publicado em 9 dez 2012, 17h30

Nosso Alamir Longo pediu licença para pegar uma carona no post sobre a confissão em quatro palavras e solidarizar-se com o portador de um vírus terrível batizado de ‘não sei de nada’”. Confisco o verso de Manuel Bandeira para responder ao grande trovador (gaúcho, naturalmente). Entra, Alamir. Você não precisa pedir licença. (AN)

 

“NÃO SEI DE NADA”

Alamir Longo

I

Que vírus impertinente

esse tal “não sei de nada”,

pois ataca Presidentes,

faz estrago na Esplanada…

e vive lá no Congresso

só comendo marmelada.

II

E é muito perigoso

porque sofre mutação,

depois do “não sei de nada”

ele vira em corrupção

e por fim ataca a imprensa

na hora da explicação.

III

Não livrou nem o “estadista”

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que só leva punhalada,

se faz de bobo da corte

e finge não saber nada…

mas é um baita espertalhão

chefiando toda a cambada!

IV

Mas quando a polícia bate

e desnuda corrupção,

tem sempre alguém de vigília

cantando a mesma canção:

“A culpa é do Policarpo

que inventou o Mensalão!”

V

Mas eu fico preocupado

com a inércia dessa Nação

que parece acostumada

com toda essa podridão,

assistindo passivamente

sua autodestruição.

 

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