Coluna do Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”, que analisa os principais acontecimentos do país e do mundo com independência, focando em economia, política e cultura

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Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Colaborador do jornal O GLOBO. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

O hino do rolezinho socialista

Por: Rodrigo Constantino

Ver comentários (20)

Após meu texto sobre o rolezinho socialista, um leitor, que mora em Miami (sim, da nossa querida “direita Miami”) e é formado em música pela Berklee College, mandou-me esse que pode vir a ser o hino da juventude socialista rolezeira:

De tão ruim, acaba que é bom demais! Não podemos, afinal, ter preconceitos estéticos e estilísticos, e vale tudo. Quem disse que essa “música” é pior do que a nona sinfonia de Beethoven, não é mesmo?

A música faz parte de um gênero que ele chama de Scraxê (Ska, Escracho e Axé). E às vezes tenho convicção de que só no escracho mesmo para lidar com essa turma de esquerda…

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Comentários

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  1. EDU

    SEM COMENTÁRIOS!!!!! ESSE PAÍS ESTÁ SEM CONTROLE E NINGUÉM ESTA PERCEBENDO!!!!VCS IRÃO VER APÓS AS ELEIÇÕES!!!!

  2. Bruno

    Só queria esclarecer que o autor estudou no Berklee College of Music, não na University of California at Berkeley. São instituições diferentes :)

  3. HDG

    Esqueci de dar os parabéns ao autor por cursar o templo da esquerda caviar americana, University of Berkley, e ser capaz de sair de lá intacto. Não é fácil!

  4. Ana

    Ri muito!!!

  5. Gigi Gorenstein

    Muito bom!! Mostra o Escracho que esta esse pais!!!

  6. Bruno Sampaio

    Sorry, Rodrigo. Só a “levada” ritmica já me causa calafrios musicais. Não deu nem pra tentar escutar.

  7. FMD

    Achei a música (ou o que quer que chamem este tipo de escraché) excelente e retrata o que se passa na atualidade política. Parabéns ao Leitor/Produtor/Autor deste Funk/Axé Escrachado! Esperamos as próximas que ainda estão por vir!

  8. Flavio

    O estilo lembra o dos funks satíricos do Bonde do Rolé, um conjunto de universtarios do sul do Brasil.

  9. Xavi

    É BOM LEMBRAR QUE OS ROLEZEIROS TEM ALGUM COISA A VER COM MIAMI. A MÚSICA PREFERIDA DELES, O FUNK CARIOCA, É UMA CÓPIA DE UM GÊNERO CHAMADO MIAMI BASS.

  10. Toninho Malvadeza

    Depois dessa,nunca mais na vida quero ouvir STAIRWAY TO HEAVEN.

  11. Giovany Cruz

    Sem palavras… EX-CE-LEN-TE!!!

  12. Tande

    Deveria comentar sobre, Rodrigo..

    “Senhor ladrão,

    Ontem o senhor furtou minha bicicleta querida vermelha da marca KHS 21 marchas que eu ganhei de presente da minha mãe quando tinha uns 12, 13 anos. O que me deixou muito confuso, constrangido e inseguro. Não quero julgá-lo, acho que a vida tá foda mesmo. Também tenho culpa, deixei-a sem cadeado, sem pedir pra alguém vigia-la e entrei no supermercado pra fazer umas compras rápidas (pelas quais também fui roubado, mas não vou entrar nesse mérito agora). Peço desculpas por deixa-lo numa situação tão tentadora. De qualquer forma admiro sua coragem. A cidade está muito cara, os impostos são altíssimos, as autoridades estão mais agressivas do que nunca e não vemos muitas melhorias nos hospitais, nas escolas e nos serviços públicos em geral. Não o culpo. Mas quero fazer um apelo. Afinal, eu sou sua vítima e também estou triste e com saudade do meu camelinho vermelho. Eu o quero de volta. Não quero que o senhor seja punido. E não quero que a polícia o prenda de maneira alguma. Mas se puder deixá-la na praça Sibelius (perto de onde o senhor a encontrou) em frente ao Detran-RJ com um bilhete anônimo “Favor entregar esta bicicleta em mãos e pés à João Velho” ficarei extremamente emocionado a ponto de te oferecer uma recompensa. Espero sinceramente que o senhor possua facebook pra que esta mensagem o alcance.

    Um abraço

    João Velho”

    http://oglobo.globo.com/blogs/blog_gente_boa/posts/2014/01/30/alo-senhor-ladrao-522565.asp

  13. Chris-SP

    Isto sim, é uma total falta de vergonha na cara!
    O cara deve ter ligado lá da CUT…para arrecadar esta bolada!
    SITE PARA AJUDAR DELÚBIO SOARES ARRECADA R$ 1 MILHÃO
    (…)
    O beneficiário desta doação será José Dirceu. Segundo o coordenador do setorial jurídico do PT, Marco Aurélio Carvalho, a página para receber doações para o ex-ministro já está pronta. Ela será colocada no ar assim que Dirceu foi notificado oficialmente
    (…)
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1405311-site-para-ajudar-delubio-soares-arrecada-r-1-milhao.shtml

  14. Chris-SP

    Escracho mesmo foi Ciro Gomes, em entrevista numa rádio lá do Ceará, falando TUDO para Dilma! Detona com o programa Mais Médicos. IMPERDÍVEL !!!!

    http://www.youtube.com/watch?v=ZAL1Rsw7CDc

  15. HDG

    Esse hino é da hora, brodi!

  16. maria lucia maluf domingos

    ACHEI A “CARA DA SITUAÇÃO NACIONAL”!!!!

  17. Miguel

    Boa noite Rodrigo,

    Este não é um comentário, gostaria de sugerir um texto.

    Vejo muita confusão nas definições de elite, classe média e pobres, inclusive em seus textos.

    Confesso que eu me perco também nos conceitos que dão delimitação a esta divisão, até mesmo porque existem vários.

    Meu questionamento:

    Cada vez mais “diminui-se” a quantidade daqueles que podem ser considerados elite, ao ponto de ficar difícil encontrar um. Esse comportamento cria um vácuo, onde absolutamente ninguém sente-se comprometido socialmente e politicamente.
    Criar uma equiparação entre uma elite de um dado local pobre com a classe media ou pobre, de um dado local rico, precisa ser melhor discutida, assim como seus efeitos morais e éticos, como isso molda o pensamento.

    Deixo meu elogio aos seus textos e escolha de temas.

  18. Antonio

    Caro Rodrigo,
    Por favor, dê uma olhada nessa análise, que considero bem pertinente.

    Brasília, 29 de janeiro de 2014

    CORREIO BRAZILIENSE

    Nas Entrelinhas
    Luiz Carlos Azedo
    Na cadeia da globalização
    O livro Sobre a China (da Editora Objetiva), do ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, termina de forma perturbadora: depois de lembrar que o século passado foi marcado por uma disputa pelo controle do comércio no Atlântico entre Inglaterra, a potência naval, e Alemanha, uma potência continental — o que levou a duas guerras mundiais —, conclui que o atual será pautado por uma disputa pelo comércio do Pacífico, para onde se deslocou o eixo da economia mundial. Agora, a potência naval são os Estados Unidos, e potência continental, a China. E ninguém sabe como isso vai terminar.
    Lembra Kissinger que os chineses são “astutos praticantes da realpolitik”. Em raras ocasiões, arriscaram embates de tudo ou nada, enquanto a tradição ocidental prezava o choque decisivo de forças. O jogo mais tradicional da China é o wei qi (pronuncia-se “uei tchi”), cujo tabuleiro tem uma grade com 19 posições e 19 linhas, que começa vazia. Cada jogador tem 180 peças, ou pedras, todas de igual valor. As pedras vão sendo postas de forma alternada em algum ponto do tabuleiro, na tentativa de cercar e capturar as peças do oponente, em múltiplas e simultâneas batalhas, em diferentes regiões do tabuleiro. O equilíbrio de forças muda progressivamente, até o adversário ficar imobilizado.
    Enquanto no xadrez o objetivo é o xeque-mate, no qual o rei oponente fica numa posição em que ele não consegue se mover sem ser destruído, o wei qi é uma campanha prolongada. O primeiro adota conceitos clausewitzianos de “centro de gravidade” e “ponto decisivo” — luta-se pelo centro do tabuleiro. O wei qi ensina a arte do cerco estratégico, no qual o jogador se move pelos espaços vazios do tabuleiro.
    O $urreal
    Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, atribuiu à redução do dinamismo da economia da China e à decisão do Federal Reserve (FED), o Banco Central norte-americano, de fazer nova intervenção na economia dos Estados Unidos a responsabilidade pela instabilidade no mercado de câmbio, que levou o dólar a ultrapassar os R$ 2,40. Teme perder o controle da inflação por causa disso. Na última vez em que o FED atuou para reduzir os estímulos, retirou da economia norte-americana US$ 10 bilhões. No caso da China, a redução do crescimento desvaloriza as moedas em função das commodities. Até que ponto o $urreal das praias cariocas (cujos preços estão nas alturas) — olha aí o instinto animal de nossa economia informal! — não é um antecipação do que pode vir ?
    Na verdade, quem apostou na crise geral do capitalismo perdeu: com perdão do trocadilho, o Brasil não era o elo forte da globalização, ou seja, não rompeu a barreira da dependência pelo fato de ampliar o seu mercado interno em meio à crise mundial. Mas essa é outra discussão. O que interessa registrar são certos paradoxos de nossa estratégia de inserção no mercado mundial, que apostou nos países emergentes contra os países desenvolvidos. É o caso do Porto de Muriel, a 50 quilômetros de Havana, inaugurado segunda-feira pelo presidente cubano, Raul Castro, ao lado da presidente Dilma Rousseff, um justo orgulho para a engenharia brasileira. Terceiro porto da América Latina e o maior do Caribe, o porto recebeu do BNDES US$ 802 milhões em financiamentos para bens e serviços na sua construção. Na segunda etapa, mais US$ 290 milhões serão emprestados para a implantação da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel.
    Como bem lembrou a colega Tereza Cruvinel na sua coluna de ontem, o empreendimento garantiu 150 mil empregos no Brasil e R$ 800 milhões em compras. Mas isso é consumo, não é formação de capital fixo, como em Cuba. Eis a pergunta que não quer calar: por que não se fez a mesma coisa com os portos brasileiros, que o governo recentemente privatizou e que estão subinvestidos. Neles foram aplicados apenas 7% dos US$ 218 milhões previstos, equivalente a US$ 15,5 milhões, ou seja, 15 vezes menos do que a média anual de Mariel, que tem capacidade 30% superior à do Porto de Suape, em Pernambuco, o maior do Nordeste brasileiro.
    Diante do boicote econômico norte-americano a Cuba, justamente criticado pela presidente Dilma Rousseff, quem utilizará o Porto de Muriel e para quê? Cuba não produz minérios nem soja e milho, muito menos bens de consumo duráveis e não duráveis. Ora, o porto será um grande entreposto comercial da China, que o utilizará, via Canal do Panamá, para exportar seus produtos para as Américas do Sul e Central, países do Caribe e, claro, para os Estados Unidos. Quiçá o Brasil! O que a nossa economia ganhará com isso, nesse jogo entre ianques e chineses pelo controle do comércio mundial?

    Editado por Murillo de Aragão, Cristiano Noronha e José Maurício dos Santos
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  19. Élvio

    E PE TA CU LAR!!!

  20. Gustavo Dias

    Leia essa Rodrigo: http://m.oglobo.globo.com/blogs/blog_gente_boa/posts/2014/01/30/alo-senhor-ladrao-522565.asp