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01/09/2014

às 17:05 \ Política & Cia

Aqui, o PT não entra de jeito nenhum: GOIÁS, domínio do PSDB e do DEM

Ronaldo Caiado, deputado pelo DEM: o líder ruralista é o favorito para capturar a vaga do Senado no Estado (Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara)

Ronaldo Caiado, deputado pelo DEM: o líder ruralista é o favorito para capturar a vaga do Senado por Goiás — onde o PT não tem vez (Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara)

O Estado é o único a ter seus três senadores e o governador de partidos de oposição ao governo lulopetista. Nestas eleições, isso não deve mudar

Por Gabriel Castro, de Brasília, para VEJA.com

Nos últimos catorze anos, as eleições têm mostrado um contínuo crescimento nacional do PT, que passou de uma agremiação de força média, sem capilaridade, para um dos partidos mais poderosos do Brasil, com presença nas capitais e nos grotões. Há um lugar, entretanto, que parece ter ficado imune a essa onda: Goiás.

O Estado é a única das 27 unidades da federação onde o governador e todos os três senadores fazem oposição ao PT. O governador é Marconi Perillo (PSDB). Dois senadores são tucanos; o outro é do DEM. O cenário não deve mudar: nas eleições deste ano, Perillo caminha para a reeleição, enquanto Ronaldo Caiado (DEM) é o favorito para vencer a disputa por uma cadeira no Senado.

Na Câmara dos Deputados, apenas um dos 17 parlamentares é petista. O candidato do PT ao governo do Estado, Antonio Gomide, aparece em quarto lugar nas pesquisas, com 5% das intenções de voto. Marina Sant’anna, a petista que disputa o Senado, tem números um pouco melhores, mas a vantagem de Caiado é confortável.

O que explicaria a falta de sucesso do PT no Estado? O professor de Ciência Política Itami Campos, da Universidade Federal de Goiás, diz que o perfil socioeconômico da população explica os insucessos petistas. “O agronegócio é muito forte, e o que predomina entre os eleitores é uma mentalidade mais tradicional”, diz ele.

Hoje, 70% da população do Estado é urbana, mas as pequenas cidades são ampla maioria. Cerca de 80% dos municípios goianos têm menos de 20.000 habitantes.

Outra razão: tradicionalmente, a política goiana tem uma participação intensa de grandes fazendeiros e empresários, o que minou desde o início a possibilidade de ascensão do PT, historicamente ligado ao sindicalismo e ao funcionalismo público.

Em Goiás, o PT ainda possui o perfil eleitoral que tinha antes da chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência: o típico eleitor petista é de classe média, concentrado nas grandes cidades. Não por acaso, o partido governa os dois principais municípios do Estado: Goiânia e Anápolis. O presidente do PT goiano, Ceser Donisete, usa esses dados para afirmar que o petismo tem sua força em Goiás.

Ainda assim, o saldo das eleições municipais não é bom: o partido tem menos prefeituras do que siglas médias, como DEM, PP e PSD. E comanda apenas um terço do número de cidades administradas por PMDB e PSDB.

Donisete diz que o cenário não é permanente. ”É conjuntura, mesmo. Depende do nome que é apresentado. Agora quem lidera as pesquisas para governador é o Marconi Perillo, mas dentro da aliança dele tem pelo menos cinco partidos que apoiam Dilma”, afirma. Esse dado, entretanto, só reforça as diferenças entre o cenário local e o federal.

O predomínio de políticos de centro ou de direita também causou em Goiás uma polarização curiosa: PSDB e DEM estão em lados opostos. O partido de Ronaldo Caiado, aliado ao PMDB, enfrenta os tucanos nas urnas.

Caiado diz que o perfil do eleitor goiano é naturalmente avesso às ideias petistas: ”Aqui existe uma tendência mais liberal, de que o Estado deve ter funções específicas, sem muita interferência na iniciativa privada. A maioria do Estado acredita capacidade do cidadão”, afirma.

Ele havia firmado uma parceria com o então candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, até que, por exigência de Marina Silva, o acordo foi desfeito. O democrata aliou-se, então, ao PMDB do ex-governador Iris Rezende mas, em nível nacional, estará ao lado de Aécio Neves (PSDB) se ele for eleito presidente.

O PMDB local, que já foi anti-PT, chegou a se aliar aos petistas e agora se separou novamente. Rezende, o candidato da sigla ao governo, luta para reverter a vantagem de Perillo, mas a tendência é que o tucano conquiste o quarto mandato.

(CLIQUEM AQUI PARA LER ENTREVISTA DO DEPUTADO RONALDO CAIADO)

11/08/2014

às 19:05 \ Política & Cia

A charge de SPONHOLZ: A contadora que contou tudo a VEJA sobre “malas e malas de dinheiro” utilizado por políticos do PT, do PMDB e do PP

a charge contadora

04/08/2014

às 20:30 \ Política & Cia

A senadora gaúcha que ameaça o PT na terra de Dilma

PEDRA NO SAPATO – A senadora Ana Amélia Lemos (PP), que pode complicar os planos de reeleição de Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul (Foto: Agência Senado/VEJA)

PEDRA NO SAPATO – A senadora Ana Amélia Lemos (PP), que pode complicar os planos de reeleição de Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul (Foto: Agência Senado/VEJA)

Ana Amélia Lemos, do PP, lidera as pesquisas para o governo gaúcho contra o petista Tarso Genro e dará palanque a Aécio Neves, adversário de Dilma

Por Marcela Mattos, de Porto Alegre, para o site de VEJA

No dia 25 de junho, às vésperas do término do prazo para as convenções dos partidos, a reunião do Partido Progressista (PP) terminou em confusão. A cúpula do partido não conseguiu aprovar, como pretendia, o apoio à candidatura à reeleição da presidente-candidata Dilma Rousseff. Um dos diretórios que capitaneou a dissidência foi o do Rio Grande do Sul, com a senadora Ana Amélia Lemos à frente.

A briga não reverteu o quadro porque, numa canetada, o presidente da sigla, Ciro Nogueira (PI), reuniu a cúpula do partido em seu gabinete no Senado e, a portas fechadas, decidiu pelo apoio a Dilma. Mas o embate foi um claro prenúncio do tamanho da dificuldade que o PT e Dilma enfrentarão pelos oito milhões de votos gaúchos em outubro.

Com o protagonismo nacional enfraquecido por uma longa crise nas contas públicas, o Rio Grande do Sul terá nas urnas oito candidatos ao Palácio Piratini, entre eles o atual governador, Tarso Genro, do PT, que tenta a reeleição.

A gestão do petista acabou marcada pelo endividamento do Estado – mais de 41 bilhões de reais –, aumento de 22% dos homicídios e uma crise permanente com professores da rede estadual, além do desgaste por ter criado uma estatal para gerenciar as estradas.

“Sou muito mais beneficiada pela fragilidade do Tarso Genro do que exatamente por alguma qualidade que eu possa ter. Estamos vivendo um bom momento para a renovação no Estado, e a política é imponderável”, diz Ana Amélia.

Segundo a última rodada de pesquisas feitas pelo Ibope, Ana Amélia tem 37% das intenções de voto, contra 31% de Tarso. Ex-prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori (PMDB) está em terceiro, com 4%, e o deputado federal Vieira da Cunha (PDT) tem 2%. Sondagens feitas pelo PP apontam um cenário ainda mais favorável à senadora, que chega a 42%, ante 27% do rival petista.

Com uma conhecida dificuldade de relacionamento com Tarso, a presidente Dilma chegou a negociar um palanque com Ana Amélia, mas esbarrou na resistência do PP gaúcho. “O Tarso e seu governo desastrado vieram para atrapalhar a Dilma e jogá-la para baixo”, diz o deputado federal Jerônimo Goergen (PP).

O PP gaúcho dará palanque ao tucano Aécio Neves, numa parceria que incendiou os ataques dos adversários. Ana Amélia passou a ser comparada à ex-governadora Yeda Crusius (PSDB), cuja gestão foi marcada por um esquema de corrupção no Detran, investigado pela Operação Rodin da Polícia Federal.

Segundo políticos gaúchos, a trajetória de Ana Amélia agrada o eleitor do Estado: filha de mãe merendeira e pai carpinteiro, ela saiu de casa aos 9 anos para ser dama de companhia de uma idosa. Concluiu os estudos graças a uma bolsa escolar concedida pelo ex-governador Leonel Brizola e formou-se em jornalismo, profissão que exerceu nas últimas três décadas. A visibilidade na televisão lhe rendeu 3,4 milhões de votos nas eleições de 2010.

Viúva do ex-senador Omar Cardoso, Ana Amélia tem 69 anos e não tem filhos. Declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de 2,5 milhões de reais. Segundo aliados e assessores, ela leva uma vida simples: evita comprar roupas em lojas de shopping e prefere recorrer a uma costureira de Taguatinga, no entorno de Brasília. Em dias corridos no Senado, leva o almoço de casa.

Com pouco tempo na política, Ana Amélia também é criticada pelos opositores do PP pela falta de experiência na administração pública e o fato de viver há anos em Brasília.

“É o mesmo do que colocar o governador para apresentar um programa de televisão. Ela só tem experiência de administrar a pequena sucursal de sua empresa em Brasília”, critica o também jornalista Lasier Martins, que vai seguir o mesmo caminho e tentar o Senado pelo PDT.

Conservadora, a candidata ao Piratini carrega a bandeira do agronegócio, uma das principais fontes de renda do Estado, o que lhe garante simpatia no interior. É ferrenha defensora dos pequenos produtores de fumo.

“Eu não sou defensora do tabaco, mas sim dos trabalhadores. Eu estou falando de uma produção que é legal e é a indústria mais taxada do país. Eu respeito os médicos que são contra o tabagismo. Mas, atualmente, estamos aceitando contrabando paraguaio que não se sabe de qual jeito é feito. Pode ser mais danoso em todos os aspectos”, diz Ana Amélia.

Para se aproximar do público jovem, que pouco acompanhou seus programas na televisão, Ana Amélia montou seu QG de campanha em Porto Alegre, em um casarão onde trabalham 40 integrantes da cúpula da campanha. Pelo menos duas vezes na semana, reúne-se com os coordenadores para definir estratégias.

Ela também optou por coligar-se ao PRB, partido ligado ao eleitorado evangélico, e escalou como vice o ex-jogador e treinador do Grêmio Cassiá Carpes (SD). “Nós formamos a dupla Grenal”, brinca a senadora, torcedora do Internacional – ela carrega na carteira um cartão de crédito com brasão do time colorado.

A preferência pelo Inter, aliás, é a única comparação que Ana Amélia permite com o adversário petista. ”Apenas isso!”, adverte, em tom de brincadeira.

24/07/2014

às 18:00 \ Disseram

Nome na testa

“Tu pode botar na minha testa o nome do Aécio. E vou fazer isso, se for preciso.”

Senadora Ana Amélia, do PP e candidata ao governo gaúcho, apoiada pelo tucano, reagindo à contrariedade da cúpula de seu partido por estar com Aécio Neves e a possíveis restrições da Justiça Eleitoral a fazer propaganda para o presidenciável pela TV

24/06/2014

às 14:06 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Depois de o PTB abandonar Dilma e aliar-se ao tucano Aécio Neves, agora é o PP quem se rebela. Diretórios de 8 Estados querem o partido neutro na disputa presidencial

Maluf (na foto beijando a mão da presidente Dilma em solenidade no Planalto) é um dos maiores defensores do apoio do PP à presidente. Seções estaduais do partido, porém, estão se rebelando (Foto: Estadão)

O deputado Paulo Maluf (na foto beijando a mão da presidente Dilma em solenidade no Planalto) é um dos maiores defensores do apoio do PP à presidente. Seções estaduais do partido, porém, estão se rebelando (Foto: Ed Ferreira/Agência Estado)

PP FAZ ÁGUA 

Por Ilimar Franco, em sua coluna no jornal O Globo

Os diretórios do PP de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul lideram a rebelião contra o apoio à reeleição da presidente Dilma.

Ontem, fizeram um documento para apresentar na convenção pedindo que o PP fique neutro na eleição presidencial.

Ganharam adesões de Rio, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Amazonas.

Não deixarão a Executiva decidir sem votação.

[Comentário do blog: o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) colocou seu nome à disposição do partido para candidatar-se à Presidência e é um dos que mais se opõem ao alinhamento do PP a Dilma.

Até agora, porém, o PP não permitiu oficialmente sequer que seu nome fosse incluído nos levantamentos realizados pelos institutos de pesquisa de intenção de voto.]

20/05/2014

às 16:07 \ Política & Cia

PP anunciará formalmente apoio a Dilma dia 27. O PTB deve decidir hoje

(Foto: PP)

O PP, liderado por Ciro Nogueira (PI), anunciará apoio à reeleição da presidente Dilma, embora haja quatro diretórios estaduais contrários (Foto: PP)

PP ANUNCIA DIA 27 APOIO À PRESIDENTE DILMA

Por Ilimar Franco, da coluna “Panorama Político” do jornal O Globo

O PP anuncia no próximo dia 27 seu apoio à reeleição da presidente Dilma.

A data foi acertada pelo presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), com o presidente do PT, Rui Falcão.

A aliança com o PP está sendo anunciada com antecedência com o objetivo de dar uma demonstração de força e tentar colocar um ponto final nas especulações de que o partido poderia não se coligar formalmente, como nas eleições de 2010.

Os tucanos trabalham com este objetivo, evitando que o tempo de TV seja usado pela candidata petista.

– Esta posição tem como alicerce a coerência do partido. Estamos com o governo desde a gestão do ex-presidente Lula. E a maioria dos diretórios estaduais prefere o apoio à reeleição da presidente Dilma — garante o senador Ciro Nogueira.

O ato será realizado no restaurante Le Jardin, no Clube de Golf, em Brasília, num almoço.

Hoje, apenas quatro diretórios regionais são contrários a permanecer ao lado da presidente: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Acre e Rio de Janeiro.

No sul, a senadora Ana Amélia, candidata ao governo, e em Minas Gerais, a preferência é por Aécio Neves. O mesmo acontece no Acre, onde o partido lidera a oposição ao governador Tião Viana (PT).

No Rio, o partido está dividido. Há ainda o Amazonas, que pode ficar com Aécio Neves, se o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), se aliar à deputado Rebeca Garcia, candidata ao governo.

Hoje será a vez do PTB antecipar sua posição favorável à reeleição da presidente Dilma.

Anteontem, no início da tarde (conforme publicação no Blog da coluna, às 14h40min), a mesma garantia de apoio à candidata do governo foi dada pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Seu partido negocia uma aliança para o governo de São Paulo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição. Também existem conversas com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, candidato ao Bandeirantes pelo PMDB.

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BOLSONARO: Como anunciei antes neste blog, o PP vai rifar a aspiração do deputado de candidatar-se à Presidência. Já há até data para isso

15/05/2014

às 19:28 \ Política & Cia

BOLSONARO: Como anunciei antes neste blog, o PP vai rifar a aspiração do deputado de candidatar-se à Presidência. Já há até data para isso

(Foto: Alexandra Martins/Agência Câmara)

O deputado Jair Bolsonaro: nome à disposição do PP para concorrer à Presidência — mas o partido preferiu aliar-se ao lulopetismo em troca das boquinhas que tem no governo Dilma e que continuaria a ter se ela se reeleger (Foto: Alexandra Martins/Agência Câmara)

Quando publiquei post informando aos leitores — não era o que eu ACHAVA, mas se tratava de uma INFORMAÇÃO — de que o PP não concederia legenda para o deputado Jair Bolsonaro (RJ) candidatar-se à Presidência, recebi uma chuva de comentários críticos.

Eu relatava, porém, não o que queria ou deixava de querer, mas fatos da vida: que um setor majoritário do PP, mesmo em se tratando de um partido teoricamente liberal em economia e conservador em outras áreas, pretendia, em troca de boquinhas no governo, de migalhas miseráveis de poder, continuar apoiando aquilo que deveria ser seu exato oposto no cenário político — o governo lulopetista.

E que outros setores do partido, por afinidades regionais ou alianças estaduais específicas, defendiam o apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves.

Pois bem, o setor majoritário, como se esperava, venceu.

Vejam esta nota publicada hoje na seção “Painel” da Folha de S. Paulo, sob o título “RVSP”:

“O PP marcou para o dia 27, em Brasília, um almoço em que anunciará o apoio formal à reeleição de Dilma”.

Dessa forma, Bolsonaro, que colocou sua candidatura à disposição do partido, dançou.

O PP é um partido tão oportunista que, embora vá “fechar” com o lulopetismo na eleição presidencial, deverá liberar suas seções regionais para fazer as alianças que julgar oportunas.

As de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, e talvez as de Goiás e Rio de Janeiro, deverão apoiar aliar-se ao PSDB ou receber o apoio dos tucanos, conforme o caso. A de São Paulo, com Paulo Maluf à frente, deverá apoiar o candidato do PT, o ex-ministro Alexandre “Médicos Cubanos” Padilha.

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BOLSONARO CANDIDATO A PRESIDENTE? É uma piada, mesmo. PIADA!

CANDIDATURA BOLSONARO à Presidência: Como já informei antes, o PP vai apoiar Dilma. O deputado do Rio não terá legenda para a disputa

06/05/2014

às 12:50 \ Política & Cia

CANDIDATURA BOLSONARO à Presidência: Como já informei antes, o PP vai apoiar Dilma. O deputado do Rio não terá legenda para a disputa

Integrantes da direção do PP (à cabeceira, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira) (Foto: Agência Estado)

Integrantes da direção do PP (à cabeceira, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira): em âmbito nacional, apoio à Dilma; nos Estados, cada um vai para um lado. Na ala direita, de óculose cabelos escuros, o hoje governador pepista de Minas, Alberto Pinto Coelho, firme aliado de Aécio Neves  (Foto: Agência Estado)

Escrevi um post que me provocou um aluvião de críticas e xingamentos porque ousei colocar em dúvida as qualidades do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para ser candidato à Presidência da República — função para a qual, dias atrás, ele se colocou “à disposição” do partido.

Pois bem, nesse post, em que recebi centenas de ofensas pessoais e xingamentos de leitores que — imaginem vocês, que me conhecem! — confundem críticas a Bolsonaro com meu suposto e notoriamente inexistente apoio a Dilma, a Lula, a lulopetismo e às ditaduras comunistas (bastava dar uma olhada de 1 minuto no blog para ver qual é minha postura, mas aí já é querer demais para quem é cego ideologicamente), eu dei a  informação (e não minha opinião) de que Bolsonaro NÃO SERÁ CANDIDATO A PRESIDENTE PELO PP.

Por que eu não quero?

Por que eu não gosto?

CLARO QUE NÃO, Deus do céu.

Expliquei, ali no post, que o PP se divide em correntes, e aparentemente a corrente majoritária, contrariando toda a suposta ideologica liberal-capitalista do partido, pretende apoiar o lulopetismo e a reeleição de Dilma, no plano federal — para manter suas boquinhas.

Informava, também, que setores do partido flertavam com Aécio Neves, pelas razões e fatos que ali expus.

Milhares de leitores pró-Bolsonaro ficaram furiosos comigo também por esta INFORMAÇÃO, como se eu fosse responsável por algo que, efetivamente, está acontecendo.

Pois bem, quero agora reproduzir texto de um dos jornalistas políticos mais bem informados do país, Josias de Souza, que, em seu blog, publicou texto sob o título abaixo:

PP LIBERA ALIANÇAS ESTADUAIS, MAS FICA COM DILMA

Governista em Brasília e oposicionista em Estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o PP decidiu liberar seus diretórios estaduais.

Mas não cogita, por ora, abandonar a coligação de Dilma Rousseff.

Em privado, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional da legenda, diz que o PP manterá o apoio a Dilma no plano federal a despeito do declínio dela nas pesquisas eleitorais.

Bolsonaro: "à disposição do PP" -- mas o PP vai com Dilma para presidente e candidatos de diferentes partidos para os governos estaduais (Foto: The Brazilian Post)

Bolsonaro: “à disposição do PP” — mas o PP vai com Dilma para presidente e candidatos de diferentes partidos para os governos estaduais (Foto: The Brazilian Post)

A liberação das alianças estaduais, hoje informal, ganhará a formalidade de um documento escrito.

Assim, filiados como a senadora Ana Amélia, que lidera as pesquisas para o governo do Rio Grande do Sul, poderão abrir seus palanques para o presidenciável tucano Aécio Neves sem constrangimentos.

O PP tenta desalojar do Executivo gaúcho o governador Tarso Genro, do PT.

Em Minas, a aliança do PP com Aécio é ainda mais sólida. Presidente do Conselho Político do partido, Alberto Pinto Coelho assumiu o governo do Estado no mês passado.

Ele era vice do tucano Antonio Anastasia, que deixou a poltrona de governador para auxiliar na coordenação da campanha de Aécio e disputar uma cadeira no Senado.

O PP é simpático a Aécio também no Rio de Janeiro.

Ali, comanda a legenda o senador Francisco Donelles. Primo de Aécio, Dornelles presidia o PP federal na sucessão de 2010.

Naquela época, não conseguiu levar o partido para a coligação tucana do então presidenciável José Serra. Mas aprovou em convenção a tese da “neutralidade”, impedindo que o PP entregasse o seu tempo de propaganda no rádio e na tevê à então candidata Dilma.

A novidade de 2014 é que o PP planeja evoluir da “neutralidade” para o apoio formal a Dilma.

Caminha nessa direção porque, na definição de um de seus dirigentes, “o partido vive hoje o melhor momento de sua relação com a presidente”.

Na última reforma ministerial, o PP manteve sob seus domínios a pasta das Cidades, que era cobiçada por PMDB e PT. E ainda ganhou de Dilma posições como o comando da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).

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BOLSONARO CANDIDATO A PRESIDENTE? É uma piada, mesmo. PIADA!

RICARDO NOBLAT: Porque defendo o direito de Bolsonaro dizer o que diz

PP anunciará formalmente apoio a Dilma dia 27. O PTB deve decidir hoje

02/05/2014

às 16:00 \ Política & Cia

BOLSONARO CANDIDATO A PRESIDENTE? É uma piada, mesmo. PIADA!

Bolsonaro em entrevero que em frente ao antigo DOI-Codi, no Rio, com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Os dois quase trocam socos — algo usual em discussões de que participa o deputado do PP. Bolsonaro não tem equilíbrio nem preparo para aspirar à Presidência — e suas ideias são abomináveis (Foto: O Globo)

Meu amigo Lauro Jardim publicou uma nota em seu Radar On Line que explodiu na web dizendo que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) havia decidido “fazer mais uma graça” e “anunciou oficialmente à cúpula do PP que está disponível para se candidatar a presidente da República”.

A nota provocou um aluvião de acessos e mais de 12 mil comentários — um número espantoso.

Pois eu acho que se trata mesmo apenas de uma “graça”, uma piada, uma brincadeira, a suposta candidatura do deputado a presidente.

Digo isto não porque abomino a maioria das ideias, as posturas, a atitude e o jeito de fazer política do deputado Bolsonaro.

Em primeiro lugar, é uma piada porque o PP é um partido de raposas, e não vai embarcar numa fria, em uma candidatura com chance zero de vingar.

Boa parte do PP pretende continuar mamando no governo e, apesar de se tratar de um partido supostamente conservador, quer continuar tecnicamente apoiando o governo lulopetista da presidente Dilma.

Outros setores querem marchar com o tucano Aécio Neves, que emplacou um governador em exercício do PP em Minas, tem boas relações com o comando do partido, apoia a senadora pepista Ana Amélia na corrida para o governo do Rio Grande do Sul e é primo e muito próximo de um dos cardeais do PP, o senador Francisco Dornelles (RJ).

Em segundo lugar, a candidatura de Bolsonaro é uma piada porque ele não tem equilíbrio, nem postura nem preparo para ser presidente (e não me venham com o argumento de que, se Lula foi presidente, vale tudo, de que, se Collor foi presidente, tudo pode, de que, se Dilma, de quem se dizia “preparadíssima”, chegou lá, tudo vale — não, não vale, porque quero o MELHOR para meu país. Nada de nivelar a exigência por baixo! Já sabemos o resultado disso). As ideias e atitudes do deputado estão longe daquilo que os brasileiros MERECEM ter no próximo ocupante do Palácio do Planalto.

Truculento e gritalhão, Bolsonaro já se envolveu em inúmeros entreveros repletos de insultos e próximos a briga de socos no Congresso. Ele zomba de quem defende direitos humanos, não hesitou em acarinhar publicamente, mais de uma vez, a ideia de golpes militares, defendeu a tortura em determinados casos — atropelando um dos valores mais sagrados da civilização ocidental a que ele supostamente pertence — e até chegou ao extremo grotesco de defender o “fuzilamento” de um presidente da República em exercício, no caso o presidente Fernando Henrique Cardoso. É homofóbico de carteirinha e orgulha-se deste e de outros preconceitos.

É um saudosista da ditadura e faz grossa demagogia dizendo-se, por ser ex-capitão do Exército, representante das Forças Armadas no Congresso.

NÃO, senhores: ele é delegado de 120.646 eleitores do Estado do Rio de Janeiro que o elegeram. Embora entre eles certamente se incluam militares da ativa e da reserva e pessoas de suas famílias,  isso fica a anos-luz de se arrogar representante “das Forças Armadas”.

Suposto crítico contumaz da “velha política”, transformou-se por ironia em um ferrenho adepto do que condena e colocou a família para viver às custas da política: ele próprio está no sexto mandato de deputado federal, seu filho Flávio desempenha o terceiro mandato de deputado estadual, a ex-esposa Rogéria foi vereadora na Câmara Municipal do Rio e ele tem lá, hoje, outro filho, Carlos, já no segundo mandato.

Bolsonaro surgiu para a vida pública como um capitão da ativa do Exército que escreveu um artigo para a antiga seção “Ponto de Vista” de VEJA criticando a Força por diferentes razões, inclusive os baixos salários. Acabou sendo punido, ganhou as manchetes, foi para a reserva e pulou para a política, começando como vereador no Rio, embora seja paulista de Campinas.

Em seus 24 anos como deputado federal — consultem seu perfil oficial na Câmara dos Deputados e seu site na internet –, embora tenha apresentado montanhas de projetos e participado de incontáveis comissões, Bolsonaro não demonstrou qualquer preparo apreciável em gestão pública, em economia, em relações internacionais e em uma série de outros requisitos mínimos necessários a quem aspira ser presidente da República.

Seus cursos de aperfeiçoamento como pára-quedista e de mergulho treinado pelo Corpo de Bombeiros certamente são úteis e interessantes, e o fato de haver cursado a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército (EsAO) — um respeitável centro de excelência — é significativa. Mas trata-se de um currículo estreito demais para quem quer dirigir uma das 10 maiores economias do planeta.

Não concordo com as ideias de Bolsonaro e repudio a frequência com que ele as defende de forma grosseira, agressiva e pouco democrática. Acho, porém, que ele representa um segmento da opinião pública e tem absolutamente o direito de expressar o que pensa, sempre que aja dentro da lei.

Está muito bem que seja deputado federal e que tente se reeleger. (Já não acho tão bem que queira a família toda vivendo de salários do Legislativo…)

Ser presidente da República, porém, definitivamente não é para seu bico.

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PP anunciará formalmente apoio a Dilma dia 27. O PTB deve decidir hoje

14/04/2014

às 17:00 \ Política & Cia

Horário político: regras para divisão de tempo de TV ainda podem mudar

(Gráfico produzido pelo jornal "O Globo")

(Gráfico produzido pelo jornal “O Globo”)

Em qualquer cenário, principal beneficiada é a presidente Dilma

Reportagem de Fernanda Krakovics e Paulo Celso Pereira, publicada em O Globo

O principal instrumento do PMDB para pressionar a presidente Dilma Rousseff é seu tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, que deve ser de 2 minutos e 25 segundos a 3 minutos e 16 segundos em cada bloco de 25 minutos, dependendo da regra a ser adotada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Considerada a principal arma eleitoral, o tempo de TV dos candidatos à Presidência da República neste ano está indefinido.

O TSE ainda não deliberou se valerá a nova regra aprovada pelo Congresso em outubro do ano passado, que prejudica os candidatos nanicos, ou a lei que vigorou nas eleições de 2010.

A principal beneficiada com a nova lei é a presidente Dilma Rousseff, que ganharia, em estimativa feita pelo GLOBO, 2min23s em cada bloco.

Em qualquer cenário, a presidente Dilma terá um tempo de TV muito maior do que seus adversários: pelo menos 13 minutos e 30 segundos na nova regra e no mínimo 11 minutos e 7 segundos pela lei antiga, o que corresponde de 44,5% a 54% do total, respectivamente.

O cálculo foi baseado num cenário com nove candidatos ao Planalto — como em 2010 — e partindo do pressuposto que a coligação da presidente Dilma terá nove partidos (PT, PMDB, PCdoB, PDT, PROS, PTB, PSD, PRB, PR). O PP não foi incluído porque ameaça ficar neutro.

O novo critério de distribuição do tempo de TV está em lei aprovada em outubro pelo Congresso, com o objetivo de inibir a criação de novos partidos.

O texto impede que deputados que mudem de partido no meio do mandato transfiram para a nova sigla parte do dinheiro do fundo partidário e do tempo no rádio e na televisão da legenda de origem.

Nos bastidores, a proposta foi apoiada pelo Palácio do Planalto, mirando a possível adversária Marina Silva, que na época ainda tentava criar a Rede.

A nova lei reduz de 33% para 11% a parcela do tempo de TV distribuída de forma igualitária entre todos os candidatos, independente de terem ou não representantes na Câmara dos Deputados.

Assim, em um cenário com nove postulantes à Presidência, essa fatia cai de 55 para 18 segundos para cada um, o que dificulta a vida de presidenciáveis de partidos sem bancada na Câmara, como Eymael (PSDC).

Outra mudança é que parte do tempo de TV passará a ser distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos no pleito imediatamente anterior, o que prejudica os novos partidos.

Antes só era levado em conta a bancada no ano da eleição em curso.

 

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