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PP

14/04/2014

às 17:00 \ Política & Cia

Horário político: regras para divisão de tempo de TV ainda podem mudar

(Gráfico produzido pelo jornal "O Globo")

(Gráfico produzido pelo jornal “O Globo”)

Em qualquer cenário, principal beneficiada é a presidente Dilma

Reportagem de Fernanda Krakovics e Paulo Celso Pereira, publicada em O Globo

O principal instrumento do PMDB para pressionar a presidente Dilma Rousseff é seu tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, que deve ser de 2 minutos e 25 segundos a 3 minutos e 16 segundos em cada bloco de 25 minutos, dependendo da regra a ser adotada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Considerada a principal arma eleitoral, o tempo de TV dos candidatos à Presidência da República neste ano está indefinido.

O TSE ainda não deliberou se valerá a nova regra aprovada pelo Congresso em outubro do ano passado, que prejudica os candidatos nanicos, ou a lei que vigorou nas eleições de 2010.

A principal beneficiada com a nova lei é a presidente Dilma Rousseff, que ganharia, em estimativa feita pelo GLOBO, 2min23s em cada bloco.

Em qualquer cenário, a presidente Dilma terá um tempo de TV muito maior do que seus adversários: pelo menos 13 minutos e 30 segundos na nova regra e no mínimo 11 minutos e 7 segundos pela lei antiga, o que corresponde de 44,5% a 54% do total, respectivamente.

O cálculo foi baseado num cenário com nove candidatos ao Planalto — como em 2010 — e partindo do pressuposto que a coligação da presidente Dilma terá nove partidos (PT, PMDB, PCdoB, PDT, PROS, PTB, PSD, PRB, PR). O PP não foi incluído porque ameaça ficar neutro.

O novo critério de distribuição do tempo de TV está em lei aprovada em outubro pelo Congresso, com o objetivo de inibir a criação de novos partidos.

O texto impede que deputados que mudem de partido no meio do mandato transfiram para a nova sigla parte do dinheiro do fundo partidário e do tempo no rádio e na televisão da legenda de origem.

Nos bastidores, a proposta foi apoiada pelo Palácio do Planalto, mirando a possível adversária Marina Silva, que na época ainda tentava criar a Rede.

A nova lei reduz de 33% para 11% a parcela do tempo de TV distribuída de forma igualitária entre todos os candidatos, independente de terem ou não representantes na Câmara dos Deputados.

Assim, em um cenário com nove postulantes à Presidência, essa fatia cai de 55 para 18 segundos para cada um, o que dificulta a vida de presidenciáveis de partidos sem bancada na Câmara, como Eymael (PSDC).

Outra mudança é que parte do tempo de TV passará a ser distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos no pleito imediatamente anterior, o que prejudica os novos partidos.

Antes só era levado em conta a bancada no ano da eleição em curso.

24/03/2014

às 12:08 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Dilma está sob ameaça de ver seu candidato a governador derrotado no Rio Grande do Sul, seu berço político

Tarso Genro (PT) com Dilma e Lula na vitoriosa campanha de 2010 para governador do RS: desta vez, o panorama é bem diferente (Foto: Zero Hora)

Tarso Genro (PT) com Dilma e Lula na vitoriosa campanha de 2010 para governador do RS: desta vez, o panorama é bem diferente (Foto: Zero Hora)

Pesquisas de intenção de voto indicam que o governador Tarso Genro (PT) terá dificuldades para buscar a reeleição contra adversários ligados à base de Dilma no plano federal. A favorita, por ora, é a senadora Ana Amélia (PP)

Laryssa Borges, de Brasília, para o site de VEJA

A sete meses das eleições, a presidente Dilma Rousseff decidiu se dedicar pessoalmente à montagem de palanques regionais para sua candidatura à reeleição.

A presença de Dilma à mesa é parte da estratégia da direção do PT para tentar destravar conflitos entre partidos que compõem sua base em Brasília, mas que poderão se enfrentar nas disputas locais.

Nas últimas semanas, ao analisar o xadrez eleitoral, conselheiros da presidente chegaram a um diagnóstico nada favorável: Dilma poderá enfrentar dificuldades em seu berço político, o Rio Grande do Sul.

Ali, porém, ao contrário dos embates entre aliados pelo país, é o próprio PT quem causará dor de cabeça para Dilma.

Isolado na Assembleia Legislativa gaúcha, onde apenas PTB, PCdoB e o nanico PPL ainda se mantêm fiéis à sua gestão, o governador Tarso Genro (PT) aparece [num distante] segundo lugar em pesquisas encomendadas por partidos.

Em ambas, é [amplamente] superado pela senadora Ana Amélia (PP) – 41% a 27% em levantamento feito a pedido do PSB, e 39% a 29% em sondagem realizada pelo PP.

Tarso anda às turras com os professores da rede estadual, que não recebem o piso nacional do magistério. Em Brasília, a situação tampouco é das mais confortáveis desde que ele passou a liderar uma frente de governadores cobrando um novo indexador para a dívida dos Estados com a União.

Mais: é alvo frequente de “fogo amigo” no PT, que ressalta as declarações de sua filha, a barulhenta ex-deputada Luciana Genro (PSOL), contra o governo Dilma.

Ex-ministro da Justiça e presidente do PT após o estouro do escândalo do mensalão, Tarso não tem a simpatia da ala do PT ligada aos próceres petistas condenados no julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O governador gaúcho já defendeu publicamente a refundação do partido depois do escândalo dos mensaleiros e, antes do veredicto do STF, afirmou que altas autoridades da República deveriam ser levadas para o banco dos réus.

As declarações foram mal recebidas pela antiga cúpula petista e até hoje causam retaliações internas de aliados do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

 

O presidenciável tucano Aécio Neves deverá apoiar a senadora Ana Amélia (PP) e terá seu palanque no RS (Foto: Agência Senado)

O presidenciável tucano Aécio Neves deverá apoiar a senadora Ana Amélia (PP) e terá seu palanque no RS (Foto: Agência Senado)

Paralelamente ao enfraquecimento do governador, candidato à reeleição, PP e PMDB, ambos aliados de Dilma na esfera federal, articulam candidaturas próprias, o que deverá fazer do Estado um campo minado para a presidente na campanha.

O PP apresentou o nome da senadora Ana Amélia Lemos, enquanto o PMDB formalizou a candidatura do ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori ao Palácio Piratini. Sartori é ligado ao senador Pedro Simon (PMDB).

Também são candidatos ao governo gaúcho o deputado federal Vieira da Cunha (PDT), o empresário José Paulo Dornelles Cairoli (PSD) e o professor Roberto Robaina (PSOL).

Diante do cenário embaraçoso para Dilma, os adversários na corrida pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), já negociam o apoio de Ana Amélia, cujo palanque poderá servir a ambos. [O acerto de Aécio com Ana Amélia está praticamente feito.]

O PSB de Campos poderá estar representado em sua chapa, indicando o vice-governador. O nome mais cotado é do deputado federal José Stédile (PSB), irmão de João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Sem Terra (MST), [mas político bem mais moderado].

Como o PP gaúcho é ligado a grandes produtores rurais, a aliança seria uma forma de dobrar a resistência de pequenos agricultores. O PSDB também seria contemplado: a eventual vitória de Ana Amélia abriria espaço para que o tucano Alberto Wenzel, ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, suplente dela, herdasse uma cadeira no Senado Federal.

– Na formação de alianças políticas não pode haver radicalismo. Precisamos de uma ação mais criativa e menos preconceituosa — diz a senadora Ana Amélia.

– A vitória do PP depende muito mais de nós não errarmos do que do risco de concorrência de Tarso Genro — afirma [por sua vez] o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

Por enquanto, a frase deve ser vista tão somente como uma provocação. Mas, se os rumos não se alterarem nos próximos meses, não é exagero afirmar que Dilma terá de cabalar votos para Tarso.

14/10/2013

às 18:14 \ Política & Cia

Dilma vai distribuir 12 ministérios como parte do esforço para sua reeleição. Se isso não é usar a máquina pública…

Estratégia deve neutralizar a capilaridade do PSDB e do PSB (Foto: Celso Junior / Reuters)

Estratégia deve neutralizar a capilaridade do PSDB e do PSB (Foto: Celso Junior / Reuters)

Competência técnica dos futuros ministros?

Experiência deles no respectivo ramo?

Preocupação em melhorar a eficiência do governo?

Preocupação em melhora o atendimento à população?

QUE NADA!!!!

A “reforma ministerial” que a presidente Dilma vai empreender a partir do começo do ano, dentro de dois meses e pouco, tem como PRINCIPAL — para não dizer ÚNICA — preocupação contentar partidos da atual base aliada, de forma a que entrem para a coligação que a apoiará em outubro de 2014.

Caso o saco de gatos contraditório que é essa “base aliada” cause trombadas em palanques estaduais, ainda assim a distribuição de ministérios, acredita o governo, servirá para bloquear a tentação de que um ou outro partido se bandeie, nos Estados, para os palanques dos adversários do PT — a começar, claro, pelo PSDB de Aécio Neves e pelo PSB da aliança Eduardo Campos-Marina Silva.

O PT costuma ser acusado de incorrer nas mesmas práticas que, antigamente, criticava nos partidos “tradicionais”. Na verdade, se formos medir tudo o que se tem feito nesses quase 11 anos de poder, as práticas do PT são ainda piores. E ainda ficam bravos quando criticados pelo uso da máquina pública…

Bem, leiam a reportagem sobre a “reforma ministerial” vocês mesmos.

Do site de VEJA

GOVERNO TERÁ DOZE PASTAS PARA “SEDUZIR” PP E PSD

Intenção é que, se as siglas decidirem por não apoiar petista, também não deem palanque para seus adversários; reforma deve ser feita até janeiro

A presidente Dilma Rousseff pretende usar cerca de doze vagas deixadas por ministros que vão disputar as eleições em 2014 para amarrar o apoio do PP, PTB e PSD a seu projeto de reeleição.

A reforma deverá ser feita no fim de dezembro ou em janeiro. Caso uma aliança formal com esses partidos não seja possível, sobretudo por causa dos palanques regionais, a ideia do governo é que as siglas seduzidas, se não apoiarem Dilma, ao menos não deem palanque para os adversários da petista.

A estratégia é considerada fundamental para neutralizar a capilaridade do PSDB, do senador Aécio Neves (MG), e do PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, agora apoiado pela ex-ministra e ex-senadora Marina Silva. O governo não descarta que o PMDB, em uma reforma ministerial, possa ceder mais espaço para partidos que ganharam mais importância com o troca-troca de legendas dos parlamentares até o último dia 5.

Leia também: Aliança de Marina e Campos força Planalto a reavaliar estratégia de Dilma 

Em nome do fortalecimento da chapa Dilma-Michel Temer, está sendo discutida dentro do Palácio do Planalto a possibilidade de o PMDB abrir mão de alguma das pastas que comanda para ajudar a recompor o jogo partidário. O senador José Sarney (PMDB-AP), que já não é mais presidente do Senado, ainda ostenta duas indicações ministeriais e poderia abrir mão de uma delas. Com a saída de seu apadrinhado Gastão Vieira do Turismo para disputar o Senado pelo Maranhão, a pasta pode ser repassada ao PP.

Flerte do PP – O interesse de Dilma em evitar o rompimento com o PP e sufocar o flerte do partido com o PSDB foi potencializado pelo crescimento da bancada do partido no Congresso, que chegou a ter 37 deputados federais, e agora tem 44. Isso significa, em uma aliança formal, mais tempo de TV para emprestar ao futuro coligado. Influente no PP, o senador Francisco Dornelles (RJ) – presidente de honra do partido – é tio do tucano Aécio Neves. O presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), porém, é fiel aliado de Dilma.

Além de aumentar a influência do PP em seu governo, Dilma estuda recompensar com um ministério mais “vistoso” o PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Atualmente a sigla ocupa a recém-criada pasta da Micro e Pequena Empresa, comandada por Guilherme Afif.

Kassab prometeu ser fiel à candidatura de Dilma. Deixou claro, ainda, que se o PSD formalizar o apoio à reeleição da petista é “natural” que ocupe cargos no ministério. Mas Dilma espera receber a fatura da fidelidade, sobretudo contando com o apoio de Kassab em São Paulo.

Mudança de rumo – Desta vez, a necessidade de manter mais aliados na coalizão tem a ver com as votações no Congresso. O governo considera que em 2014 não haverá votações tão impactantes para o Palácio do Planalto e que as eleições vão esfriar a agenda do Legislativo.

A busca por uma base ampla vai contra sinais expressados pelo governo no auge da crise entre o Executivo e o Legislativo, no primeiro semestre do ano. Para conter o fisiologismo de aliados que estariam exigindo demais e cooperando pouco com o governo, discutia-se para 2014 uma coligação mais enxuta e coerente. Na época, os petistas estavam animados com a alta popularidade da presidente.

(Com Estadão Conteúdo)

25/09/2013

às 17:00 \ Política & Cia

Por que Dilma quer distribuir cargos para o PSD de Kassab e para o PP de Maluf

PSD, de Kassab, está entre os alvos para os cargos deixados pelo PSB (Foto: Sérgio Lima / Folhapress)

O PSD, partido fundado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, está entre os alvos de Dilma para ocupar cargos deixados vagos pelo PSB (Foto: Sérgio Lima / Folhapress)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

HERANÇA COBIÇADA

Assim que Eduardo Campos entregou os cargos do PSB, na semana passada, o PMDB passou a pressionar Dilma Rousseff para herdá-los.

Mas não é essa a intenção da presidente. Ela quer usar os dois ministérios e os comandos de estatais para acomodar aliados que ameaçam se desgarrar para apoiar candidatos de oposição.

Como o PP, que flerta com Aécio Neves, e o PSD de Gilberto Kassab, que sonha com uma candidatura de José Serra a presidente.

Se puser esses partidos em seu palanque, Dilma conseguirá compensar o tempo de TV que perderá com a saída dos socialistas.

15/07/2013

às 15:06 \ Vasto Mundo

ESPANHA: Crise se agrava com ex-tesoureiro do partido do governo dizendo que pagou dinheiro de caixa 2 para o próprio primeiro-ministro Rajoy

Rajoy com sua vice no partido, María Dolores de Cospedal: uma acusação sobre envelopes recheados de notas de 500 euros (Foto: noticiasdenavarra.com)

A crise que afeta o governo do conservador Partido Popular na Espanha, objeto de post anterior, agora jogou todos os focos no primeiro-ministro Mariano Rajoy (cujo cargo oficial é denominado ”presidente del gobierno“), misturado a envelopes de dinheiro entregues em mãos.

O ex-tesoureiro do partido, Luis Bárcenas, pivô de um escândalo de caixa 2, contas na Suíça e pagamentos ilegais a políticos — e que por isso está na cadeia –, afirmou agora há pouco perante o juiz Pablo Ruz, encarregado do caso, que em 2010 repassou 25 mil euros de dinheiro sujo, pessoalmente, a Rajoy. Alega o mesmo em relação a uma figura-chave do PP, María Dolores de Cospedal, secretária-geral do partido e chefe do governo da região de Castilla-La Mancha.

Bárcenas, que até março, quando já caíra em desgraça, fora expulso do PP e era investigado pela Justiça, recebia mensagens encorajadoras via SMS de Rajoy, detalhou que o dinheiro foi repassado em envelopes, e contendo notas de 500 euros.

Pior para os envolvidos, que são muitos: em seu depoimento de quatro horas ao juiz, Bárcenas entregou ao juiz uma série de manuscritos com a contabilidade do caixa 2, e assumiu a autoria de partes dos documentos que dois grandes jornais espanhóis já haviam divulgado. Neles, constam pagamentos (eufemisticamente chamados de sobresueldos, ou complementações de salário).

Rajoy, que pouco antes do final da audiência com o juiz havia dito publicamente que “o Estado de Direito não se submete a chantagens”, referindo-se a declarações que Bárcenas ainda não fizera, mas ameaçava fazer. ainda não comentou as novidades.

De Cospedal deve falar à imprensa ainda hoje.

O Partido Socialista Operário Espanhol, o principal de oposição, já pediu a renúncia imediata de Rajoy, e partidos de esquerda querem, também, a dissolução das Cortes, o Parlamento espanhol, pelo Rei Juan Carlos e a convocação de eleições gerais. O PSOE poderá apresentar moção de censura para derrubar o governo.

Do ponto de vista aritmético, o PP tem maioria absoluta no Congresso de Deputados e no Senado e pode rejeitar qualquer moção de censura, bem como pode evitar a dissolução do Parlamento, que deve ser proposta ao Rei pelo chefe do governo.

Resta ver se, do ponto de vista político, o governo aguenta o bombardeio.

 

LEIAM TAMBÉM:

ESPANHA: homem poderoso, ex-senador, vejam como chegou hoje para depor em juízo o ex-tesoureiro do PP. Se fosse no Brasil…

ESPANHA: Escândalo de corrupção pode derrubar o governo conservador. Partidos de esquerda querem novas eleições

26/06/2013

às 15:00 \ Política & Cia

Ratinho decidiu entrar na política e está escolhendo partido

Fernando Haddad, Lula, Ratinho Jr e o apresentador Ratinho (Foto: Lourival Ribeiro / SBT)

Fernando Haddad, Lula, Ratinho Jr e o apresentador Ratinho (Foto: Lourival Ribeiro / SBT)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

NA ROTA DO FILHO

O apresentador Ratinho negocia a filiação em partidos políticos para disputar a eleição do ano que vem — ele pode ser candidato a deputado federal ou a senador.

mais provável é que entre no PSC, sigla pela qual seu filho Ratinho Júnior é deputado federal e provável candidato ao governo do Paraná em 2014.

Mas também tem convites do PR, do PTB, do PP e do PSB de Eduardo Campos.

Na última semana, em seu programa no SBT, Ratinho foi duro com a presidente Dilma Rousseff, a quem culpou pelas manifestações no país.

O apresentador é um aliado histórico de Lula e do PT.

10/06/2013

às 20:00 \ Política & Cia

O PP quer o apoio do PT e do governo federal para candidatos a governador em 5 Estados

Deputada Rebecca Garcia e senadora Ana Amélia: principais apostas (Fotos: Ag. Câmara :: Geraldo Magela / Ag. Senado)

Deputada Rebecca Garcia e senadora Ana Amélia: o PP quer o apoio do PT para suas candidaturas aos governos estaduais do Amazonas e do Rio Grande do Sul, respectivamente (Fotos: Agência Câmara :: Geraldo Magela / Agência Senado)

 Nota de Otávio Cabral publicada em edição impressa de VEJA

ESCAMBO AMAZÔNICO

A cúpula do PP se reúne nesta semana com o presidente do PT, Rui Falcão, e com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para levar uma lista de cinco Estados onde o partido quer lançar candidatos a governador com apoio dos petistas e do governo federal.

As principais apostas são a deputada federal Rebecca Garcia, no Amazonas, e a senadora Ana Amélia, no Rio Grande do Sul.

Em troca, a proposta é apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff e de nomes do PT em Estados-chave, como São Paulo e Bahia.

26/05/2013

às 18:44 \ Política & Cia

DILMA NAVEGA TRôPEGA — e aumenta a torcida por uma candidatura Lula-2014. Até mesmo o ex-presidento já parece flertar com a ideia

Dilma: mesmo sendo detentora da maior base parlamentar da história, é refém do PMDB, não pode contar com a lealdade de partidos com PSB e PSD e encontra dúvidas até entre os quadros do PT (Foto: veja.abril.com.br)

Dilma navega trôpega

Por Mary Zaidan

Artigo publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat

A CPI da Petrobras, requerida com assinaturas de 120 deputados da base aliada, 52 do PMDB, partido que ocupa a vice-presidência da República, não deve prosperar.

Será barrada pelo presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB-RN), assim como o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) impediu que a MP dos Portos caducasse.

Velho de guerra nos meandros que a presidente Dilma Rousseff e suas ministras de articulação política ainda patinam, o PMDB morde e assopra. Cria confusão e vende caro a solução.

Renan atropelou o regimento, fez juras que sabe que não cumprirá, e aprovou a MP em menos de 12 horas.

Deixou Dilma como devedora de uma conta polpuda.

Já Alves tem um poder de barganha imenso: 15 CPIs na fila, que ele coloca na pauta se e quando quiser.

Em outras palavras, o governo Dilma – sustentado pela maior base de que se tem notícia no planeta – é refém do PMDB.

Uma dependência costurada quando o então presidente Lula necessitou de José Sarney (PMDB-AP) para evitar que a fervura do caldo do mensalão lhe interrompesse o mandato.

Fernando Henrique Cardoso também foi, mas em menor grau. Tinha o fiel PFL dando-lhe músculos nas emergências.

Dilma navega trôpega. Foi aconselhada a manter-se longe da política. Seja no Congresso ou fora dele.

Ainda que queira fazer o diabo para se reeleger, não tem preparo para encarar capetas como o governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB).

Nem mesmo quanto ao PT ela tem certezas. Até porque alguns petistas não escondem que preferem Lula em 2014.

Já não conta também com a fidelidade do PSB do governador de Pernambuco Eduardo Campos, decidido pelo voo solo no ano que vem.

Nem com o PSD de Gilberto Kassab, que prefere tirar o corpo fora.

Diz – bem ao estilo de quem definiu a sigla como nem à direita, nem à esquerda, nem de centro -, que vota em Dilma, mas que o partido não está alinhado, e o ministério dado ao correligionário Afif Domingos é cota pessoal da presidente.

PSB, PSD, PTB e PSC contribuíram, mas não chegaram nem perto do também aliado PP, que, mesmo comandando o cobiçadíssimo Ministério das Cidades, colocou 26 assinaturas, 70% de sua bancada, na CPI da Petrobrás.

Sabem que o governo só negocia sob pressão. E que quanto mais de presépio forem as vacas, menor é o valor delas.

Nesse contexto, soou como chacota a frase de Lula, na última quarta-feira, quando admitiu ter escolhido uma neófita para dirigir o País:

– Eu acho que a presidenta, depois de dois anos e meio, já sabe tranquilamente como cuidar da política.

Dito assim, parece que nem o inventor de Dilma consegue mais esconder que torce por Lula em 2014.

 

Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência ‘Lu Fernandes Comunicação e Imprensa’. Escreve aos domingos no blog do jornalista Ricardo Noblat.

 

 

10/03/2013

às 19:00 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: O novo presidente da Comissão de Direitos Humanos é um sujeito horroroso, que já fez declarações racistas e está sendo processado no Supremo. Mas não custa lembrar: ele foi eleito pelo voto direto e secreto, de eleitores como todos nós

Marco Feliciano (PSC) não foi eleito por seu currículo, mas por seus colegas (Foto: O Globo)

Marco Feliciano (PSC) já fez declarações racistas e está sendo processado por estelionato. Não foi eleito por seu currículo, mas por seus colegas (Foto: O Globo)

Por Carlos Brickmann

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

Vamos deixar de hipocrisia: claro que o deputado federal Marco Feliciano é um sujeito horroroso, que já deu declarações racistas e é processado no Supremo por estelionato. Mas não chegou sozinho à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Teve ajuda de governistas e oposicionistas.

A bancada do PSC é composta por 15 parlamentares e, portanto, não teria direito a vaga nenhuma na Comissão. Mas, numa Câmara como a nossa, cinco partidos se juntaram para quebrar o galho da legenda nanica de Feliciano.

Funcionou assim: o PT da presidente Dilma, que sempre ocupou a presidência da Comissão, resolveu trocar este cargo por outro; o PMDB do vice-presidente Michel Temer cedeu ao PSC duas vagas de titular e duas de suplente; o PSDB, que comanda a oposição (sim, formalmente existe um grupo que se intitula “oposição”) cedeu duas vagas de titular; o PP de Paulo Maluf (que apoia a presidente Dilma) cedeu uma de titular; e o PTB, o mais coerente dos partidos, já que apoia quem quer que esteja no governo, cedeu uma de suplente.

Com isso o PSC teve a possibilidade de eleger o inacreditável Marco Feliciano presidente da Comissão.

Processo por estelionato, processo por homofobia, ambos no Supremo, enviados pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Um vídeo notável, em que, como pastor, reclama do fiel que lhe deu o cartão de crédito sem a senha.

E ele ganhou o cargo assim mesmo. Mas lembremos: ele foi eleito pelo voto direto e secreto, por eleitores como nós.

Bons companheiros

Outras comissões estão presididas, hoje, por lobos em pele de cordeiro

Outras comissões estão presididas, hoje, por lobos em pele de cordeiro

Pensando bem, é injusto falar mal de Marco Feliciano apenas porque disse que os descendentes de africanos são amaldiçoados, porque disse que quem dá poucos donativos à sua igreja terá pouca retribuição do Senhor, pelas acusações (que o Supremo examina) de homofobia e estelionato.

Num local onde a folha corrida substitui o currículo, que se poderia esperar?

Vejamos outras Comissões da Câmara Federal. Para Constituição e Justiça, foram escolhidos dois condenados no caso do Mensalão, João Paulo Cunha e José Genoíno, ambos do PT.

Um dos suplentes é José Guimarães, também do PT – aquele cujo assessor foi preso no aeroporto transportando cem mil dólares na cueca. Finanças e Tributação: presidente, João Magalhães, PMDB, da Operação João de Barro. Veja no Google “João Magalhães”, “Operação João de Barro”, com 27 mil citações.

O presidente da Comissão de Meio-Ambiente é o senador Blairo Maggi, do PR. Grande agricultor, seus interesses podem conflitar com a defesa do meio-ambiente.

Mas quem está preocupado em pelo menos guardar as aparências?

20/01/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Maluf, procurado em 186 países onde será preso se desembarcar, recebe homenagens da elite política. É o fim da picada

O vice Michel Temer, pouco depois de saudar Maluf, que é cumprimentado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) na convenção estadual do PP

Post publicado originalmente a 30 de maio de 2011

Amigos, a coisa não aconteceu agora, foi no domingo anterior ao passado, mas nunca é tarde para exprimir uma indignação.

No caso, minha indignação com a cabulosa presença de parte da elite política brasileira na posse do deputado Paulo Maluf como presidente do PP de São Paulo.

Estavam lá, lépidos e pimpões, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado mais votado do Estado nas eleições passadas, Gabriel Chalita (por enquanto no PSB, mas rumando para o PMDB), o prefeito Gilberto Kassab (PSD), cria política do ex-presidenciável José Serra, e um dos mais duros e implacáveis críticos de Maluf no passado, o ex-deputado tucano e hoje secretário de Energia paulista, José Aníbal – entre outros.

Ordem de captura internacional desde 2007

Amigos, não é possível! Até há pouco, Maluf era tido, visto e apontado como a encarnação do mal, como tudo o que de pior há na política. Agora, é paparicado, em nome de apoios políticos e eleitorais.

É o fim da picada: desde março do ano passado, o ex-prefeito é procurado em todo o planeta pela Interpol, a polícia internacional, e será preso se desembarcar em nada menos do que 181 países do mundo.

Sua ordem de captura foi expedida em 2007 pela Justiça de Nova York sob a acusação de conspiração, fraude e roubalheira de dinheiro público por, como prefeito (1993-197), ter entre outras coisas supostamente desviado recursos das obras da Avenida Jornalista Roberto Marinho (ex-Água Espraiada) para contas em entidades financeiras de Nova York, de onde a dinheirama teria se espalhado para a Suíça, o Reino Unido e o paraíso fiscal britânico da Ilha de Jersey, no Canal da Mancha.

A denúncia na Justiça americana é de responsabilidade do promotor de Nova York Robert Morgenthau, que trabalhou em investigação conjunta com integrantes do Ministério Público paulista desde 2001.

Onde está o pudor em confraternizar com alguém procurado pela Interpol?

Do ponto de vista jurídico estrito, Maluf não foi condenado. Mesmo assim, em minha modesta opinião, esses políticos, especialmente o governador Alckmin, deveria ter algum pudor em confraternizar com alguém que hoje só pode sair do Brasil para visitar a Coreia do Norte, os Estados Federados da Micronésia, as Ilhas Salomão, Kiribati, Palau, Tuvalu e Vanuatu – os únicos países do planeta que não são filiados à Interpol e nos quais, portanto, não vale a ordem internacional de capura de Maluf. (Ele não pode ser preso no Brasil porque o pedido é da Justiça dos Estados Unidos e o país, segundo a Constituição, não concede a extradição de seus nacionais).

O ex-prefeito, que tinha uma suíte permanente no luxuosíssimo Hotel Plaza Athenée de Paris e esteve preso durante 40 dias em 2005 numa carceragem da Polícia Federal, hoje não pode nem atravessar a fronteira em Foz do Iguaçu para dar um pulinho no Paraguai.

E, no entanto, foi enaltecido como homem público e saudado como “grande colaborador” do governo Dilma pelo vice Michel Temer, e saudado pelo governador Alckmin, que disse de sua “alegria” por ter, desde há algumas semanas, o apoio do PP na Assembleia Legislativa – negociado por ele próprio, contra indicações de Maluf para seu governo.

O que diria Mário Covas?

O mentor político de Alckmin, o falecido governador tucano Mário Covas – talvez o mais duro e implacável adversário de Maluf ao longo de sua vida pública – deve estar se revirando no túmulo com a atitude do afilhado.

Tudo de olho nas eleições municipais do ano que vem e nas presidenciais de 2014. O que não se faz, no Brasil, em nome de vencer.

Deliciado, Maluf tinha um sorriso malicioso nos lábios quando, sobre eventuais alianças, disse:

– Nós, que somos do bem, faremos coligação com quem for também do bem.

Vejam a ficha do homem “do bem” no “procura-se” da Interpol:

 

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