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PP

24/06/2014

às 14:06 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Depois de o PTB abandonar Dilma e aliar-se ao tucano Aécio Neves, agora é o PP quem se rebela. Diretórios de 8 Estados querem o partido neutro na disputa presidencial

Maluf (na foto beijando a mão da presidente Dilma em solenidade no Planalto) é um dos maiores defensores do apoio do PP à presidente. Seções estaduais do partido, porém, estão se rebelando (Foto: Estadão)

O deputado Paulo Maluf (na foto beijando a mão da presidente Dilma em solenidade no Planalto) é um dos maiores defensores do apoio do PP à presidente. Seções estaduais do partido, porém, estão se rebelando (Foto: Ed Ferreira/Agência Estado)

PP FAZ ÁGUA 

Por Ilimar Franco, em sua coluna no jornal O Globo

Os diretórios do PP de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul lideram a rebelião contra o apoio à reeleição da presidente Dilma.

Ontem, fizeram um documento para apresentar na convenção pedindo que o PP fique neutro na eleição presidencial.

Ganharam adesões de Rio, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Amazonas.

Não deixarão a Executiva decidir sem votação.

[Comentário do blog: o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) colocou seu nome à disposição do partido para candidatar-se à Presidência e é um dos que mais se opõem ao alinhamento do PP a Dilma.

Até agora, porém, o PP não permitiu oficialmente sequer que seu nome fosse incluído nos levantamentos realizados pelos institutos de pesquisa de intenção de voto.]

20/05/2014

às 16:07 \ Política & Cia

PP anunciará formalmente apoio a Dilma dia 27. O PTB deve decidir hoje

(Foto: PP)

O PP, liderado por Ciro Nogueira (PI), anunciará apoio à reeleição da presidente Dilma, embora haja quatro diretórios estaduais contrários (Foto: PP)

PP ANUNCIA DIA 27 APOIO À PRESIDENTE DILMA

Por Ilimar Franco, da coluna “Panorama Político” do jornal O Globo

O PP anuncia no próximo dia 27 seu apoio à reeleição da presidente Dilma.

A data foi acertada pelo presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), com o presidente do PT, Rui Falcão.

A aliança com o PP está sendo anunciada com antecedência com o objetivo de dar uma demonstração de força e tentar colocar um ponto final nas especulações de que o partido poderia não se coligar formalmente, como nas eleições de 2010.

Os tucanos trabalham com este objetivo, evitando que o tempo de TV seja usado pela candidata petista.

– Esta posição tem como alicerce a coerência do partido. Estamos com o governo desde a gestão do ex-presidente Lula. E a maioria dos diretórios estaduais prefere o apoio à reeleição da presidente Dilma — garante o senador Ciro Nogueira.

O ato será realizado no restaurante Le Jardin, no Clube de Golf, em Brasília, num almoço.

Hoje, apenas quatro diretórios regionais são contrários a permanecer ao lado da presidente: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Acre e Rio de Janeiro.

No sul, a senadora Ana Amélia, candidata ao governo, e em Minas Gerais, a preferência é por Aécio Neves. O mesmo acontece no Acre, onde o partido lidera a oposição ao governador Tião Viana (PT).

No Rio, o partido está dividido. Há ainda o Amazonas, que pode ficar com Aécio Neves, se o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), se aliar à deputado Rebeca Garcia, candidata ao governo.

Hoje será a vez do PTB antecipar sua posição favorável à reeleição da presidente Dilma.

Anteontem, no início da tarde (conforme publicação no Blog da coluna, às 14h40min), a mesma garantia de apoio à candidata do governo foi dada pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Seu partido negocia uma aliança para o governo de São Paulo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição. Também existem conversas com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, candidato ao Bandeirantes pelo PMDB.

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BOLSONARO: Como anunciei antes neste blog, o PP vai rifar a aspiração do deputado de candidatar-se à Presidência. Já há até data para isso

15/05/2014

às 19:28 \ Política & Cia

BOLSONARO: Como anunciei antes neste blog, o PP vai rifar a aspiração do deputado de candidatar-se à Presidência. Já há até data para isso

(Foto: Alexandra Martins/Agência Câmara)

O deputado Jair Bolsonaro: nome à disposição do PP para concorrer à Presidência — mas o partido preferiu aliar-se ao lulopetismo em troca das boquinhas que tem no governo Dilma e que continuaria a ter se ela se reeleger (Foto: Alexandra Martins/Agência Câmara)

Quando publiquei post informando aos leitores — não era o que eu ACHAVA, mas se tratava de uma INFORMAÇÃO — de que o PP não concederia legenda para o deputado Jair Bolsonaro (RJ) candidatar-se à Presidência, recebi uma chuva de comentários críticos.

Eu relatava, porém, não o que queria ou deixava de querer, mas fatos da vida: que um setor majoritário do PP, mesmo em se tratando de um partido teoricamente liberal em economia e conservador em outras áreas, pretendia, em troca de boquinhas no governo, de migalhas miseráveis de poder, continuar apoiando aquilo que deveria ser seu exato oposto no cenário político — o governo lulopetista.

E que outros setores do partido, por afinidades regionais ou alianças estaduais específicas, defendiam o apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves.

Pois bem, o setor majoritário, como se esperava, venceu.

Vejam esta nota publicada hoje na seção “Painel” da Folha de S. Paulo, sob o título “RVSP”:

“O PP marcou para o dia 27, em Brasília, um almoço em que anunciará o apoio formal à reeleição de Dilma”.

Dessa forma, Bolsonaro, que colocou sua candidatura à disposição do partido, dançou.

O PP é um partido tão oportunista que, embora vá “fechar” com o lulopetismo na eleição presidencial, deverá liberar suas seções regionais para fazer as alianças que julgar oportunas.

As de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, e talvez as de Goiás e Rio de Janeiro, deverão apoiar aliar-se ao PSDB ou receber o apoio dos tucanos, conforme o caso. A de São Paulo, com Paulo Maluf à frente, deverá apoiar o candidato do PT, o ex-ministro Alexandre “Médicos Cubanos” Padilha.

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BOLSONARO CANDIDATO A PRESIDENTE? É uma piada, mesmo. PIADA!

CANDIDATURA BOLSONARO à Presidência: Como já informei antes, o PP vai apoiar Dilma. O deputado do Rio não terá legenda para a disputa

06/05/2014

às 12:50 \ Política & Cia

CANDIDATURA BOLSONARO à Presidência: Como já informei antes, o PP vai apoiar Dilma. O deputado do Rio não terá legenda para a disputa

Integrantes da direção do PP (à cabeceira, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira) (Foto: Agência Estado)

Integrantes da direção do PP (à cabeceira, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira): em âmbito nacional, apoio à Dilma; nos Estados, cada um vai para um lado. Na ala direita, de óculose cabelos escuros, o hoje governador pepista de Minas, Alberto Pinto Coelho, firme aliado de Aécio Neves  (Foto: Agência Estado)

Escrevi um post que me provocou um aluvião de críticas e xingamentos porque ousei colocar em dúvida as qualidades do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para ser candidato à Presidência da República — função para a qual, dias atrás, ele se colocou “à disposição” do partido.

Pois bem, nesse post, em que recebi centenas de ofensas pessoais e xingamentos de leitores que — imaginem vocês, que me conhecem! — confundem críticas a Bolsonaro com meu suposto e notoriamente inexistente apoio a Dilma, a Lula, a lulopetismo e às ditaduras comunistas (bastava dar uma olhada de 1 minuto no blog para ver qual é minha postura, mas aí já é querer demais para quem é cego ideologicamente), eu dei a  informação (e não minha opinião) de que Bolsonaro NÃO SERÁ CANDIDATO A PRESIDENTE PELO PP.

Por que eu não quero?

Por que eu não gosto?

CLARO QUE NÃO, Deus do céu.

Expliquei, ali no post, que o PP se divide em correntes, e aparentemente a corrente majoritária, contrariando toda a suposta ideologica liberal-capitalista do partido, pretende apoiar o lulopetismo e a reeleição de Dilma, no plano federal — para manter suas boquinhas.

Informava, também, que setores do partido flertavam com Aécio Neves, pelas razões e fatos que ali expus.

Milhares de leitores pró-Bolsonaro ficaram furiosos comigo também por esta INFORMAÇÃO, como se eu fosse responsável por algo que, efetivamente, está acontecendo.

Pois bem, quero agora reproduzir texto de um dos jornalistas políticos mais bem informados do país, Josias de Souza, que, em seu blog, publicou texto sob o título abaixo:

PP LIBERA ALIANÇAS ESTADUAIS, MAS FICA COM DILMA

Governista em Brasília e oposicionista em Estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o PP decidiu liberar seus diretórios estaduais.

Mas não cogita, por ora, abandonar a coligação de Dilma Rousseff.

Em privado, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional da legenda, diz que o PP manterá o apoio a Dilma no plano federal a despeito do declínio dela nas pesquisas eleitorais.

Bolsonaro: "à disposição do PP" -- mas o PP vai com Dilma para presidente e candidatos de diferentes partidos para os governos estaduais (Foto: The Brazilian Post)

Bolsonaro: “à disposição do PP” — mas o PP vai com Dilma para presidente e candidatos de diferentes partidos para os governos estaduais (Foto: The Brazilian Post)

A liberação das alianças estaduais, hoje informal, ganhará a formalidade de um documento escrito.

Assim, filiados como a senadora Ana Amélia, que lidera as pesquisas para o governo do Rio Grande do Sul, poderão abrir seus palanques para o presidenciável tucano Aécio Neves sem constrangimentos.

O PP tenta desalojar do Executivo gaúcho o governador Tarso Genro, do PT.

Em Minas, a aliança do PP com Aécio é ainda mais sólida. Presidente do Conselho Político do partido, Alberto Pinto Coelho assumiu o governo do Estado no mês passado.

Ele era vice do tucano Antonio Anastasia, que deixou a poltrona de governador para auxiliar na coordenação da campanha de Aécio e disputar uma cadeira no Senado.

O PP é simpático a Aécio também no Rio de Janeiro.

Ali, comanda a legenda o senador Francisco Donelles. Primo de Aécio, Dornelles presidia o PP federal na sucessão de 2010.

Naquela época, não conseguiu levar o partido para a coligação tucana do então presidenciável José Serra. Mas aprovou em convenção a tese da “neutralidade”, impedindo que o PP entregasse o seu tempo de propaganda no rádio e na tevê à então candidata Dilma.

A novidade de 2014 é que o PP planeja evoluir da “neutralidade” para o apoio formal a Dilma.

Caminha nessa direção porque, na definição de um de seus dirigentes, “o partido vive hoje o melhor momento de sua relação com a presidente”.

Na última reforma ministerial, o PP manteve sob seus domínios a pasta das Cidades, que era cobiçada por PMDB e PT. E ainda ganhou de Dilma posições como o comando da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).

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BOLSONARO CANDIDATO A PRESIDENTE? É uma piada, mesmo. PIADA!

RICARDO NOBLAT: Porque defendo o direito de Bolsonaro dizer o que diz

PP anunciará formalmente apoio a Dilma dia 27. O PTB deve decidir hoje

02/05/2014

às 16:00 \ Política & Cia

BOLSONARO CANDIDATO A PRESIDENTE? É uma piada, mesmo. PIADA!

Bolsonaro em entrevero que em frente ao antigo DOI-Codi, no Rio, com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Os dois quase trocam socos — algo usual em discussões de que participa o deputado do PP. Bolsonaro não tem equilíbrio nem preparo para aspirar à Presidência — e suas ideias são abomináveis (Foto: O Globo)

Meu amigo Lauro Jardim publicou uma nota em seu Radar On Line que explodiu na web dizendo que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) havia decidido “fazer mais uma graça” e “anunciou oficialmente à cúpula do PP que está disponível para se candidatar a presidente da República”.

A nota provocou um aluvião de acessos e mais de 12 mil comentários — um número espantoso.

Pois eu acho que se trata mesmo apenas de uma “graça”, uma piada, uma brincadeira, a suposta candidatura do deputado a presidente.

Digo isto não porque abomino a maioria das ideias, as posturas, a atitude e o jeito de fazer política do deputado Bolsonaro.

Em primeiro lugar, é uma piada porque o PP é um partido de raposas, e não vai embarcar numa fria, em uma candidatura com chance zero de vingar.

Boa parte do PP pretende continuar mamando no governo e, apesar de se tratar de um partido supostamente conservador, quer continuar tecnicamente apoiando o governo lulopetista da presidente Dilma.

Outros setores querem marchar com o tucano Aécio Neves, que emplacou um governador em exercício do PP em Minas, tem boas relações com o comando do partido, apoia a senadora pepista Ana Amélia na corrida para o governo do Rio Grande do Sul e é primo e muito próximo de um dos cardeais do PP, o senador Francisco Dornelles (RJ).

Em segundo lugar, a candidatura de Bolsonaro é uma piada porque ele não tem equilíbrio, nem postura nem preparo para ser presidente (e não me venham com o argumento de que, se Lula foi presidente, vale tudo, de que, se Collor foi presidente, tudo pode, de que, se Dilma, de quem se dizia “preparadíssima”, chegou lá, tudo vale — não, não vale, porque quero o MELHOR para meu país. Nada de nivelar a exigência por baixo! Já sabemos o resultado disso). As ideias e atitudes do deputado estão longe daquilo que os brasileiros MERECEM ter no próximo ocupante do Palácio do Planalto.

Truculento e gritalhão, Bolsonaro já se envolveu em inúmeros entreveros repletos de insultos e próximos a briga de socos no Congresso. Ele zomba de quem defende direitos humanos, não hesitou em acarinhar publicamente, mais de uma vez, a ideia de golpes militares, defendeu a tortura em determinados casos — atropelando um dos valores mais sagrados da civilização ocidental a que ele supostamente pertence — e até chegou ao extremo grotesco de defender o “fuzilamento” de um presidente da República em exercício, no caso o presidente Fernando Henrique Cardoso. É homofóbico de carteirinha e orgulha-se deste e de outros preconceitos.

É um saudosista da ditadura e faz grossa demagogia dizendo-se, por ser ex-capitão do Exército, representante das Forças Armadas no Congresso.

NÃO, senhores: ele é delegado de 120.646 eleitores do Estado do Rio de Janeiro que o elegeram. Embora entre eles certamente se incluam militares da ativa e da reserva e pessoas de suas famílias,  isso fica a anos-luz de se arrogar representante “das Forças Armadas”.

Suposto crítico contumaz da “velha política”, transformou-se por ironia em um ferrenho adepto do que condena e colocou a família para viver às custas da política: ele próprio está no sexto mandato de deputado federal, seu filho Flávio desempenha o terceiro mandato de deputado estadual, a ex-esposa Rogéria foi vereadora na Câmara Municipal do Rio e ele tem lá, hoje, outro filho, Carlos, já no segundo mandato.

Bolsonaro surgiu para a vida pública como um capitão da ativa do Exército que escreveu um artigo para a antiga seção “Ponto de Vista” de VEJA criticando a Força por diferentes razões, inclusive os baixos salários. Acabou sendo punido, ganhou as manchetes, foi para a reserva e pulou para a política, começando como vereador no Rio, embora seja paulista de Campinas.

Em seus 24 anos como deputado federal — consultem seu perfil oficial na Câmara dos Deputados e seu site na internet –, embora tenha apresentado montanhas de projetos e participado de incontáveis comissões, Bolsonaro não demonstrou qualquer preparo apreciável em gestão pública, em economia, em relações internacionais e em uma série de outros requisitos mínimos necessários a quem aspira ser presidente da República.

Seus cursos de aperfeiçoamento como pára-quedista e de mergulho treinado pelo Corpo de Bombeiros certamente são úteis e interessantes, e o fato de haver cursado a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército (EsAO) — um respeitável centro de excelência — é significativa. Mas trata-se de um currículo estreito demais para quem quer dirigir uma das 10 maiores economias do planeta.

Não concordo com as ideias de Bolsonaro e repudio a frequência com que ele as defende de forma grosseira, agressiva e pouco democrática. Acho, porém, que ele representa um segmento da opinião pública e tem absolutamente o direito de expressar o que pensa, sempre que aja dentro da lei.

Está muito bem que seja deputado federal e que tente se reeleger. (Já não acho tão bem que queira a família toda vivendo de salários do Legislativo…)

Ser presidente da República, porém, definitivamente não é para seu bico.

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14/04/2014

às 17:00 \ Política & Cia

Horário político: regras para divisão de tempo de TV ainda podem mudar

(Gráfico produzido pelo jornal "O Globo")

(Gráfico produzido pelo jornal “O Globo”)

Em qualquer cenário, principal beneficiada é a presidente Dilma

Reportagem de Fernanda Krakovics e Paulo Celso Pereira, publicada em O Globo

O principal instrumento do PMDB para pressionar a presidente Dilma Rousseff é seu tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, que deve ser de 2 minutos e 25 segundos a 3 minutos e 16 segundos em cada bloco de 25 minutos, dependendo da regra a ser adotada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Considerada a principal arma eleitoral, o tempo de TV dos candidatos à Presidência da República neste ano está indefinido.

O TSE ainda não deliberou se valerá a nova regra aprovada pelo Congresso em outubro do ano passado, que prejudica os candidatos nanicos, ou a lei que vigorou nas eleições de 2010.

A principal beneficiada com a nova lei é a presidente Dilma Rousseff, que ganharia, em estimativa feita pelo GLOBO, 2min23s em cada bloco.

Em qualquer cenário, a presidente Dilma terá um tempo de TV muito maior do que seus adversários: pelo menos 13 minutos e 30 segundos na nova regra e no mínimo 11 minutos e 7 segundos pela lei antiga, o que corresponde de 44,5% a 54% do total, respectivamente.

O cálculo foi baseado num cenário com nove candidatos ao Planalto — como em 2010 — e partindo do pressuposto que a coligação da presidente Dilma terá nove partidos (PT, PMDB, PCdoB, PDT, PROS, PTB, PSD, PRB, PR). O PP não foi incluído porque ameaça ficar neutro.

O novo critério de distribuição do tempo de TV está em lei aprovada em outubro pelo Congresso, com o objetivo de inibir a criação de novos partidos.

O texto impede que deputados que mudem de partido no meio do mandato transfiram para a nova sigla parte do dinheiro do fundo partidário e do tempo no rádio e na televisão da legenda de origem.

Nos bastidores, a proposta foi apoiada pelo Palácio do Planalto, mirando a possível adversária Marina Silva, que na época ainda tentava criar a Rede.

A nova lei reduz de 33% para 11% a parcela do tempo de TV distribuída de forma igualitária entre todos os candidatos, independente de terem ou não representantes na Câmara dos Deputados.

Assim, em um cenário com nove postulantes à Presidência, essa fatia cai de 55 para 18 segundos para cada um, o que dificulta a vida de presidenciáveis de partidos sem bancada na Câmara, como Eymael (PSDC).

Outra mudança é que parte do tempo de TV passará a ser distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos no pleito imediatamente anterior, o que prejudica os novos partidos.

Antes só era levado em conta a bancada no ano da eleição em curso.

24/03/2014

às 12:08 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Dilma está sob ameaça de ver seu candidato a governador derrotado no Rio Grande do Sul, seu berço político

Tarso Genro (PT) com Dilma e Lula na vitoriosa campanha de 2010 para governador do RS: desta vez, o panorama é bem diferente (Foto: Zero Hora)

Tarso Genro (PT) com Dilma e Lula na vitoriosa campanha de 2010 para governador do RS: desta vez, o panorama é bem diferente (Foto: Zero Hora)

Pesquisas de intenção de voto indicam que o governador Tarso Genro (PT) terá dificuldades para buscar a reeleição contra adversários ligados à base de Dilma no plano federal. A favorita, por ora, é a senadora Ana Amélia (PP)

Laryssa Borges, de Brasília, para o site de VEJA

A sete meses das eleições, a presidente Dilma Rousseff decidiu se dedicar pessoalmente à montagem de palanques regionais para sua candidatura à reeleição.

A presença de Dilma à mesa é parte da estratégia da direção do PT para tentar destravar conflitos entre partidos que compõem sua base em Brasília, mas que poderão se enfrentar nas disputas locais.

Nas últimas semanas, ao analisar o xadrez eleitoral, conselheiros da presidente chegaram a um diagnóstico nada favorável: Dilma poderá enfrentar dificuldades em seu berço político, o Rio Grande do Sul.

Ali, porém, ao contrário dos embates entre aliados pelo país, é o próprio PT quem causará dor de cabeça para Dilma.

Isolado na Assembleia Legislativa gaúcha, onde apenas PTB, PCdoB e o nanico PPL ainda se mantêm fiéis à sua gestão, o governador Tarso Genro (PT) aparece [num distante] segundo lugar em pesquisas encomendadas por partidos.

Em ambas, é [amplamente] superado pela senadora Ana Amélia (PP) – 41% a 27% em levantamento feito a pedido do PSB, e 39% a 29% em sondagem realizada pelo PP.

Tarso anda às turras com os professores da rede estadual, que não recebem o piso nacional do magistério. Em Brasília, a situação tampouco é das mais confortáveis desde que ele passou a liderar uma frente de governadores cobrando um novo indexador para a dívida dos Estados com a União.

Mais: é alvo frequente de “fogo amigo” no PT, que ressalta as declarações de sua filha, a barulhenta ex-deputada Luciana Genro (PSOL), contra o governo Dilma.

Ex-ministro da Justiça e presidente do PT após o estouro do escândalo do mensalão, Tarso não tem a simpatia da ala do PT ligada aos próceres petistas condenados no julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O governador gaúcho já defendeu publicamente a refundação do partido depois do escândalo dos mensaleiros e, antes do veredicto do STF, afirmou que altas autoridades da República deveriam ser levadas para o banco dos réus.

As declarações foram mal recebidas pela antiga cúpula petista e até hoje causam retaliações internas de aliados do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

 

O presidenciável tucano Aécio Neves deverá apoiar a senadora Ana Amélia (PP) e terá seu palanque no RS (Foto: Agência Senado)

O presidenciável tucano Aécio Neves deverá apoiar a senadora Ana Amélia (PP) e terá seu palanque no RS (Foto: Agência Senado)

Paralelamente ao enfraquecimento do governador, candidato à reeleição, PP e PMDB, ambos aliados de Dilma na esfera federal, articulam candidaturas próprias, o que deverá fazer do Estado um campo minado para a presidente na campanha.

O PP apresentou o nome da senadora Ana Amélia Lemos, enquanto o PMDB formalizou a candidatura do ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori ao Palácio Piratini. Sartori é ligado ao senador Pedro Simon (PMDB).

Também são candidatos ao governo gaúcho o deputado federal Vieira da Cunha (PDT), o empresário José Paulo Dornelles Cairoli (PSD) e o professor Roberto Robaina (PSOL).

Diante do cenário embaraçoso para Dilma, os adversários na corrida pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), já negociam o apoio de Ana Amélia, cujo palanque poderá servir a ambos. [O acerto de Aécio com Ana Amélia está praticamente feito.]

O PSB de Campos poderá estar representado em sua chapa, indicando o vice-governador. O nome mais cotado é do deputado federal José Stédile (PSB), irmão de João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Sem Terra (MST), [mas político bem mais moderado].

Como o PP gaúcho é ligado a grandes produtores rurais, a aliança seria uma forma de dobrar a resistência de pequenos agricultores. O PSDB também seria contemplado: a eventual vitória de Ana Amélia abriria espaço para que o tucano Alberto Wenzel, ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, suplente dela, herdasse uma cadeira no Senado Federal.

– Na formação de alianças políticas não pode haver radicalismo. Precisamos de uma ação mais criativa e menos preconceituosa — diz a senadora Ana Amélia.

– A vitória do PP depende muito mais de nós não errarmos do que do risco de concorrência de Tarso Genro — afirma [por sua vez] o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

Por enquanto, a frase deve ser vista tão somente como uma provocação. Mas, se os rumos não se alterarem nos próximos meses, não é exagero afirmar que Dilma terá de cabalar votos para Tarso.

14/10/2013

às 18:14 \ Política & Cia

Dilma vai distribuir 12 ministérios como parte do esforço para sua reeleição. Se isso não é usar a máquina pública…

Estratégia deve neutralizar a capilaridade do PSDB e do PSB (Foto: Celso Junior / Reuters)

Estratégia deve neutralizar a capilaridade do PSDB e do PSB (Foto: Celso Junior / Reuters)

Competência técnica dos futuros ministros?

Experiência deles no respectivo ramo?

Preocupação em melhorar a eficiência do governo?

Preocupação em melhora o atendimento à população?

QUE NADA!!!!

A “reforma ministerial” que a presidente Dilma vai empreender a partir do começo do ano, dentro de dois meses e pouco, tem como PRINCIPAL — para não dizer ÚNICA — preocupação contentar partidos da atual base aliada, de forma a que entrem para a coligação que a apoiará em outubro de 2014.

Caso o saco de gatos contraditório que é essa “base aliada” cause trombadas em palanques estaduais, ainda assim a distribuição de ministérios, acredita o governo, servirá para bloquear a tentação de que um ou outro partido se bandeie, nos Estados, para os palanques dos adversários do PT — a começar, claro, pelo PSDB de Aécio Neves e pelo PSB da aliança Eduardo Campos-Marina Silva.

O PT costuma ser acusado de incorrer nas mesmas práticas que, antigamente, criticava nos partidos “tradicionais”. Na verdade, se formos medir tudo o que se tem feito nesses quase 11 anos de poder, as práticas do PT são ainda piores. E ainda ficam bravos quando criticados pelo uso da máquina pública…

Bem, leiam a reportagem sobre a “reforma ministerial” vocês mesmos.

Do site de VEJA

GOVERNO TERÁ DOZE PASTAS PARA “SEDUZIR” PP E PSD

Intenção é que, se as siglas decidirem por não apoiar petista, também não deem palanque para seus adversários; reforma deve ser feita até janeiro

A presidente Dilma Rousseff pretende usar cerca de doze vagas deixadas por ministros que vão disputar as eleições em 2014 para amarrar o apoio do PP, PTB e PSD a seu projeto de reeleição.

A reforma deverá ser feita no fim de dezembro ou em janeiro. Caso uma aliança formal com esses partidos não seja possível, sobretudo por causa dos palanques regionais, a ideia do governo é que as siglas seduzidas, se não apoiarem Dilma, ao menos não deem palanque para os adversários da petista.

A estratégia é considerada fundamental para neutralizar a capilaridade do PSDB, do senador Aécio Neves (MG), e do PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, agora apoiado pela ex-ministra e ex-senadora Marina Silva. O governo não descarta que o PMDB, em uma reforma ministerial, possa ceder mais espaço para partidos que ganharam mais importância com o troca-troca de legendas dos parlamentares até o último dia 5.

Leia também: Aliança de Marina e Campos força Planalto a reavaliar estratégia de Dilma 

Em nome do fortalecimento da chapa Dilma-Michel Temer, está sendo discutida dentro do Palácio do Planalto a possibilidade de o PMDB abrir mão de alguma das pastas que comanda para ajudar a recompor o jogo partidário. O senador José Sarney (PMDB-AP), que já não é mais presidente do Senado, ainda ostenta duas indicações ministeriais e poderia abrir mão de uma delas. Com a saída de seu apadrinhado Gastão Vieira do Turismo para disputar o Senado pelo Maranhão, a pasta pode ser repassada ao PP.

Flerte do PP – O interesse de Dilma em evitar o rompimento com o PP e sufocar o flerte do partido com o PSDB foi potencializado pelo crescimento da bancada do partido no Congresso, que chegou a ter 37 deputados federais, e agora tem 44. Isso significa, em uma aliança formal, mais tempo de TV para emprestar ao futuro coligado. Influente no PP, o senador Francisco Dornelles (RJ) – presidente de honra do partido – é tio do tucano Aécio Neves. O presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), porém, é fiel aliado de Dilma.

Além de aumentar a influência do PP em seu governo, Dilma estuda recompensar com um ministério mais “vistoso” o PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Atualmente a sigla ocupa a recém-criada pasta da Micro e Pequena Empresa, comandada por Guilherme Afif.

Kassab prometeu ser fiel à candidatura de Dilma. Deixou claro, ainda, que se o PSD formalizar o apoio à reeleição da petista é “natural” que ocupe cargos no ministério. Mas Dilma espera receber a fatura da fidelidade, sobretudo contando com o apoio de Kassab em São Paulo.

Mudança de rumo – Desta vez, a necessidade de manter mais aliados na coalizão tem a ver com as votações no Congresso. O governo considera que em 2014 não haverá votações tão impactantes para o Palácio do Planalto e que as eleições vão esfriar a agenda do Legislativo.

A busca por uma base ampla vai contra sinais expressados pelo governo no auge da crise entre o Executivo e o Legislativo, no primeiro semestre do ano. Para conter o fisiologismo de aliados que estariam exigindo demais e cooperando pouco com o governo, discutia-se para 2014 uma coligação mais enxuta e coerente. Na época, os petistas estavam animados com a alta popularidade da presidente.

(Com Estadão Conteúdo)

25/09/2013

às 17:00 \ Política & Cia

Por que Dilma quer distribuir cargos para o PSD de Kassab e para o PP de Maluf

PSD, de Kassab, está entre os alvos para os cargos deixados pelo PSB (Foto: Sérgio Lima / Folhapress)

O PSD, partido fundado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, está entre os alvos de Dilma para ocupar cargos deixados vagos pelo PSB (Foto: Sérgio Lima / Folhapress)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

HERANÇA COBIÇADA

Assim que Eduardo Campos entregou os cargos do PSB, na semana passada, o PMDB passou a pressionar Dilma Rousseff para herdá-los.

Mas não é essa a intenção da presidente. Ela quer usar os dois ministérios e os comandos de estatais para acomodar aliados que ameaçam se desgarrar para apoiar candidatos de oposição.

Como o PP, que flerta com Aécio Neves, e o PSD de Gilberto Kassab, que sonha com uma candidatura de José Serra a presidente.

Se puser esses partidos em seu palanque, Dilma conseguirá compensar o tempo de TV que perderá com a saída dos socialistas.

15/07/2013

às 15:06 \ Vasto Mundo

ESPANHA: Crise se agrava com ex-tesoureiro do partido do governo dizendo que pagou dinheiro de caixa 2 para o próprio primeiro-ministro Rajoy

Rajoy com sua vice no partido, María Dolores de Cospedal: uma acusação sobre envelopes recheados de notas de 500 euros (Foto: noticiasdenavarra.com)

A crise que afeta o governo do conservador Partido Popular na Espanha, objeto de post anterior, agora jogou todos os focos no primeiro-ministro Mariano Rajoy (cujo cargo oficial é denominado ”presidente del gobierno“), misturado a envelopes de dinheiro entregues em mãos.

O ex-tesoureiro do partido, Luis Bárcenas, pivô de um escândalo de caixa 2, contas na Suíça e pagamentos ilegais a políticos — e que por isso está na cadeia –, afirmou agora há pouco perante o juiz Pablo Ruz, encarregado do caso, que em 2010 repassou 25 mil euros de dinheiro sujo, pessoalmente, a Rajoy. Alega o mesmo em relação a uma figura-chave do PP, María Dolores de Cospedal, secretária-geral do partido e chefe do governo da região de Castilla-La Mancha.

Bárcenas, que até março, quando já caíra em desgraça, fora expulso do PP e era investigado pela Justiça, recebia mensagens encorajadoras via SMS de Rajoy, detalhou que o dinheiro foi repassado em envelopes, e contendo notas de 500 euros.

Pior para os envolvidos, que são muitos: em seu depoimento de quatro horas ao juiz, Bárcenas entregou ao juiz uma série de manuscritos com a contabilidade do caixa 2, e assumiu a autoria de partes dos documentos que dois grandes jornais espanhóis já haviam divulgado. Neles, constam pagamentos (eufemisticamente chamados de sobresueldos, ou complementações de salário).

Rajoy, que pouco antes do final da audiência com o juiz havia dito publicamente que “o Estado de Direito não se submete a chantagens”, referindo-se a declarações que Bárcenas ainda não fizera, mas ameaçava fazer. ainda não comentou as novidades.

De Cospedal deve falar à imprensa ainda hoje.

O Partido Socialista Operário Espanhol, o principal de oposição, já pediu a renúncia imediata de Rajoy, e partidos de esquerda querem, também, a dissolução das Cortes, o Parlamento espanhol, pelo Rei Juan Carlos e a convocação de eleições gerais. O PSOE poderá apresentar moção de censura para derrubar o governo.

Do ponto de vista aritmético, o PP tem maioria absoluta no Congresso de Deputados e no Senado e pode rejeitar qualquer moção de censura, bem como pode evitar a dissolução do Parlamento, que deve ser proposta ao Rei pelo chefe do governo.

Resta ver se, do ponto de vista político, o governo aguenta o bombardeio.

 

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