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José Alencar

02/11/2013

às 18:00 \ Política & Cia

Eleições 2014: em pelo menos dez Estados, PT e PMDB, aliados no governo federal, estão se estranhando

"Os peemedebistas, ao fazer as contas, percebem claramente que tiveram muito mais força e influência com Lula quando o vice era José Alencar, do que agora que tem o vice Michel Temer instalado no Palácio do Jaburu" (Foto: Dida Sampaio / AE)

“Os peemedebistas, ao fazer as contas, percebem claramente que tiveram muito mais força e influência com Lula quando o vice era José Alencar, do que agora com o vice Michel Temer instalado no Palácio do Jaburu” (Foto: Dida Sampaio / AE)

Do blog Política & Economia Na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros

O ETERNO DILEMA DO PMDB – 1

Desde o fracasso do governo José Sarney, um peemedebista de eterna alma na Arena (partido de sustentação da ditadura militar), e do insucesso das candidaturas presidenciais de Ulysses Guimarães e Orestes Quércia, o PMDB abdicou de disputar a Presidência da República com candidato próprio.

A estratégia peemedebista passou a ser a de desenvolver bem nos espaços intermediários do poder na República – municípios, Estados, assembleias legislativas, Câmara dos Deputados e Senado – e acumular forças para ser um parceiro imprescindível de quem estiver ocupando o Palácio do Planalto.

Assim, desde a saída de Sarney da presidência, apenas esporadicamente, e assim mesmo a muito contragosto, o PMDB militou na oposição em Brasília. E sempre atendeu prontamente ao chamado presidencial para se tornar um aliado, pouco importando quem e com quais razões.

Portanto, para o partido o que importa, de fato, não é a eleição presidencial. Ele sabe que, fortalecido no conjunto, será chamado às bodas do poder. Óbvio que há sempre um peemedebismo de grife, vaidoso, que se apega a algumas circunstâncias de mais brilho que de poder de fato. São os que querem, por exemplo, alianças para garantir ao partido a Vice-Presidência da República numa chapa provavelmente vencedora.

Não é o que pensa a maioria. A experiência atual desgastou o partido nesta linha: o fato de ter o vice Michel Temer na chapa de Dilma diminuiu a cota de poder no partido nos ministérios e órgãos públicos.

O eterno dilema do PMDB – 2

Os peemedebistas, ao fazer as contas, percebem claramente que tiveram muito mais força e influência com Lula quando o vice era José Alencar, ex-peemedebista alojado em outro partido, do que agora com o vice instalado no Palácio do Jaburu.

É este o grande drama que assola o PMDB que não faz parte da cúpula partidária: garantir a aliança nacional em detrimento dos interesses locais, que dão musculatura ao partido ou exigir do parceiro PT apoio nos Estados em nome da aliança nacional?

Os cálculos variam, mas em pelo menos dez Estados, PT e PMDB estão ameaçando se estranhar. O PMDB considera que tem candidatos mais competitivos (com o “direito sagrado” de competir) e exige que o PT o apoie. Mas, o PT nem sempre está disposto a este “sacrifício”. Sequer aceita que Dilma voe, na campanha, para outro palanque que não o do petismo.

Um caso clássico é o do Rio de Janeiro, já tão decantado: Sérgio Cabral e o peemedebismo querem o apoio à candidatura do vice-governador Pezão, mas o PT (assim assegura seu presidente, Ruy Falcão), não abre mão da candidatura do senador Lindbergh Farias.

Com mais ou menos ênfase, o problema aparece no Rio Grande do Sul, Ceará, Espírito Santo, na Bahia, no Amazonas, no Pará e em Mato Grosso do Sul, pode pipocar em Minas e está aquecido até no Maranhão, com choques com a família Sarney, donatária do Estado.

27/01/2012

às 12:02 \ Tema Livre

Raul Cutait, o médico que operou Lula, Covas e Gianecchini: “Quem deve decidir é o paciente”

Raul-Cutait

Raul Cutait: "Respeitar a vontade do paciente é algo relativamente novo na história da medicina" (Foto: Alexandre Schneider)

 

Publico hoje a entrevista de VEJA nas “Páginas Amarelas” desta semana — com o grande cirurgião paulista Raul Cutait –, realizada pela jornalista Adriana Dias Lopes, cujo título original vai abaixo.

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Raul Cutait: Quem decide é o paciente

 

O cirurgião que operou José Alencar e o ator Gianecchini diz que as decisões na medicina devem obedecer a um novo componente ético — a vontade do doente

 

Em 38 anos de profissão, o cirurgião Raul Cutait, de 61, fez cerca de 8 000 cirurgias, escreveu nove livros e publicou uma centena de artigos científicos em revistas nacionais e internacionais. Ainda assim, ele considera que continuar aprendendo e praticando a arte de ouvir os pacientes é essencial para aprimorar mais ainda suas habilidades na cirurgia digestiva, sobretudo aquelas destinadas à extração de tumores cancerígenos.

O ex-governador Mario Covas, a governadora Roseana Sarney, o ex-vice-presidente José Alencar e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram alguns de seus pacientes famosos. Cutait divide suas doze horas diárias de trabalho entre as salas de cirurgia do Hospital Sírio-Libanês, os alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e o consultório.

Até que ponto a vontade do doente deve prevalecer no processo em que o cirurgião avalia o procedimento a seguir?

A vontade do paciente deve ser levada em conta em toda e qualquer circunstância. Essa é uma tendência que começou a se estabelecer nos Estados Unidos há mais de trinta anos. O objetivo inicial era resguardar o médico de processos judiciais posteriores. Mas essa abordagem evoluiu e tornou-se um bem para o paciente e para a própria medicina.

Ser honesto sempre foi obrigação de todo profissional sério. Mas respeitar a vontade do paciente é algo relativamente novo na história das ciências médicas. Na minha opinião, a vontade do doente tem de prevalecer, seja qual for a situação. Quem decide é ele.

O ex-vice-presidente José Alencar, morto no ano passado de câncer, enfrentou cirurgias grandes e complexas, mas não escondia de ninguém que não queria ser colostomizado. Mesmo assim, o senhor realizou nele esse procedimento. O que aconteceu?

Em julho de 2009, minutos antes do início de uma cirurgia de extração de diversos tumores dos intestinos, o vice-presidente me pediu para fazer tudo o que fosse possível, com exceção da colostomia. “Prefiro morrer”, disse ele. Eu sabia que seria um procedimento complicado e que a probabilidade de a colostomia ser necessária era alta. Mesmo assim, concordei.

Durante a cirurgia, percebi que a colostomia era praticamente inevitável. Porém, guiado pela vontade expressa do paciente, decidi evitar a opção que ele temia. Estava consciente de que aquela não era a conduta ideal, mas era o que ele queria.

Depois da cirurgia, José Alencar me agradeceu por ter cumprido o que havíamos combinado antes. Quinze dias depois, tive de reoperá-lo. O procedimento temido por ele tornara-se incontornável. O vice-presidente entendeu e não se opôs mais.

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O ex-vice-presidente José de Alencar capitulou e aceitou um procedimento que de início não queria de modo algum: "a vontade de viver prevaleceu" (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Prevaleceu a gravidade da situação, e não a vontade do paciente, certo?

Eu diria que a vontade de viver prevaleceu. Minha proposta era convencê-lo a aceitar a solução que preservaria sua vida naquele momento. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

07/11/2011

às 15:03 \ Política & Cia

Ricardo Noblat: “o governo apodreceu”

"O Grito", litogravura de Edward Munch (1895)

Amigos, reproduzo excelente artigo do jornalista Ricardo Noblat, velho amigo e companheiro de redação, sobre os mecanismos podres que movimentam nossos partidos políticos. A ilustração é a mesma que ele utiliza em seu prestigioso blog.

O que o Noblat escreve é triste, mas é verdade. O título original é o que vai em negrito abaixo. Confiram:

Mau cheiro

Somente os muito ingênuos acreditam que os partidos brigam por cargos interessados em ajudar o governo a fazer o bem do país – e nada mais.

Nunca foi assim. E pelo jeito jamais será.

Os partidos ambicionam cargos para roubar. O dinheiro enche os bolsos dos seus dirigentes e financia campanhas que custam cada vez mais caro. É simples assim.

Surpreso? Não brinque.

Candidato rico pode até gastar parte do seu dinheiro para se eleger. São raros.

O senador Blairo Maggi (PR-MT) talvez seja um deles. Sua fortuna cresceu 356% entre 2006 e 2010 quando governou Mato Grosso pela segunda vez consecutiva. É o rei da soja. E a soja, sabe como é…

De remediado para baixo, candidato usa o dinheiro dos outros para se eleger. E fica devendo favores que depois tenta pagar no exercício do mandato.

Emplacar um protegido em cargo de relevo é meio caminho andado para pagar o que deve e sair com lucro. Perguntem ao experiente senador José Sarney se não é…

Há uma secretária de empresa estatal da área de energia que só faz uma coisa durante o expediente: cuidar dos interesses do senador. Ora ela atende o próprio, ora algum dos filhos dele.

Antes que passe pela cabecinha de Sarney a ideia de me processar, adianto logo: tudo o que ele faz, tudo mesmo, é legal. Fui claro? Fui convincente?

Estamos conversados. Adiante.

O PT só chegou ao poder que de fato importa quando resolveu se comportar como os demais partidos. Lula cansara de perder. Então arquivou a vergonha.

Certo dia, entre 1998 e 2002, chamou José Dirceu e disse mais ou menos isto: “Só serei candidato pela quarta vez se for para ganhar. E para ganhar vale tudo”.

Valeu, por exemplo, comprar o passe do Partido Liberal (PL) de Valdemar Costa Neto por pouco mais de R$ 6 milhões. Lula assistiu à compra sentado num terraço de apartamento, em Brasília.

Parte do dinheiro para a compra foi doada pelo seu então candidato a vice, José Alencar. O apoio do PL resultou em mais tempo de televisão e de rádio para Lula. Apoio de partido vale por isso.

No primeiro mandato, Lula recusou-se a pagar o preço pedido pelo PMDB para apoiá-lo. O PMDB queria cargos, muitos cargos. E autonomia para tirar proveito deles.

Contrariando José Dirceu, Lula imaginou que poderia governar comprando apoios a cada votação importante no Congresso. O mensalão derivou disso. E deu no que deu.

(Para continuar lendo o artigo de Noblat, clique aqui).

03/04/2011

às 8:25 \ Disseram

José Alencar: “Tenho medo da desonra”

“Eu não tenho medo da morte. Tenho medo da desonra”.

José Alencar, vice-presidente do Brasil.

29/03/2011

às 17:13 \ Política & Cia

José Alencar merece respeito

Amigos, muitas vezes, em artigos de opinião, divergi do então vice-presidente José Alencar, durante o lulalato, embora respeitasse sua seriedade e coerência.

Sua rara, raríssima honestidade ao tratar publicamente a doença e a simplicidade com que, ao mesmo tempo, aceitava a inevitabilidade do que lhe sucedia sem deixar de lutar corajosamente para enfrentar uma terrível sucessão de males só fizeram aumentar o respeito que sua figura inspirava.

Lamento seu longo sofrimento e sua morte.

Leia reportagem aqui.

30/01/2011

às 15:06 \ Política & Cia

Kassab, ex-joão-ninguém na política, está prestes a trair eleitores e aliados por pura ambição pessoal

Amigos, vocês vão me desculpar a insistência no assunto, mas não dá para se conformar com a cara de pau com que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, negocia sua quase certa passagem do DEM para o PMDB, e também – como demonstraram os cochichos e sorrisinhos com Lula e Dilma na recente homenagem prestada ao vice-presidente José Alencar –, de um partido de oposição para a chamada “base de sustentação” do governo.

Kassab, embora deputado federal bem votado, era um joão-ninguém no cenário político brasileiro até que, única e exclusivamente pela aliança que há 16 anos perdura em São Paulo entre o PSDB e o DEM, foi transformado em candidato a vice na chapa do então candidato tucano a prefeito José Serra, em 2004.

Serra precisou aplacar arestas internas no PSDB para emplacar Kassab, que tinha um pé no malufismo. No fim, derrotou folgadamente a prefeita petista Marta Suplicy, que tentava a reeleição, por 3,3 milhões de votos contra 2,7 milhões – 600 mil votos mais. E Kassab foi junto.

Quanto Serra renunciou à Prefeitura, em março de 2006, a fim de disputar e vencer as eleições para o governo do Estado, Kassab assumiu a prefeitura da maior cidade brasileira. Nas eleições de 2008, com total apoio do governador, acabou sendo eleito, uma vez mais contra a ex-prefeita Marta Suplicy, com vantagem ainda maior do que a obtida por Serra quatro anos antes – 3,8 milhões contra 2,4 milhões.

Nos 9 meses em que assumiu como vice, o prefeito teve forte apoio administrativo do governador tucano Geraldo Alckmin. Depois, durante o mandato que ele próprio adquiriu nas urnas, governou em parceria com Serra, cuja administração colaborou ou mesmo assumiu grandes obras no âmbito da Prefeitura, como a reforma das Marginais dos rios Tietê e Pinheiros. O vice-governador Alberto Goldman, que sucedeu Serra para que o governador concorresse à Presidência no ano passado, manteve o mesmo diapasão.

Agora, Kassab resolveu ir embora e deixar para trás seu partido, o DEM, e o aliado PSDB.

Por qual razão seria?

Foi atraído pela “ideologia” do PMDB?

O maciço apoio do DEM, do PSDB, do PPS, do PTB e de outros partidos aliados não permitem que ele faça uma boa gestão?

A transferência acarretará algum benefício para a população de São Paulo?

Nada disso.

Kassab planeja essa transferência imoral, traindo seus eleitores e seus aliados, por pura ambição política. Quer mandar no PMDB paulista, que é magro no plano federal mas abriga uma grande rede de prefeitos no interior. Quer ocupar o vácuo deixado pela morte do ex-governador Orestes Quércia. Está de olho em uma candidatura ao governo estadual em 2014, quando certamente tentará tomar o Palácio dos Bandeirantes da aliança PSDB-DEM, que sempre o sustentou.

Kassab não está, como disse certa vez grosseiramente Lula sobre o falecido governador Leonel Brizola, pisando no pescoço da mãe para satisfazer suas ambições. Mas quase. E única e exclusivamente por ambição pessoal.

O curioso, agora, será observar a trajetória que percorrerá o patrono de Kassab no PSDB, José Serra. Que se mantém mudo como uma estátua.

25/01/2011

às 19:00 \ Política & Cia

Dilma, Temer e as liturgias do cargo

Deixando o exagerado “Vossa Excelência” para as cerimônias públicas, o vice-presidente Michel Temer, em reuniões de trabalho, reserva o respeitoso tratamento de “senhora” para a presidente Dilma Rousseff, que em geral também o chama de “senhor”, embora às vezes escape um “você”.

O antecessor de Dilma chamava o vice-presidente José Alencar, inclusive em solenidades públicas, de “você” e de “Zé”. O vice, em cerimônias públicas, dirigia-se a Lula como “senhor”, mas nas reuniões era “você” e “Lula”.

07/12/2010

às 10:03 \ Disseram

O exemplo de José Alencar

“Não posso me queixar”.

José Alencar, vice-presidente da República, aos 79 anos, internado desde o dia 23 de novembro no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para tratar do câncer no abdômen que vem combatendo há 13 anos, e do qual já foi operado mais de uma dezena de vezes.

16/11/2010

às 10:27 \ Política & Cia

Sempre que Lula faz viagem oficial ao exterior, temos dois presidentes ao mesmo tempo

Lula no G-20 como presidente do Brasil

Preso a uma cama do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, José Alencar, presidente em exercício, despacha papelada oficial

Alencar no hospital como presidente do Brasil

Seria cômico, não fosse a difícil e árdua luta do vice-presidente José Alencar contra as vicissitudes da saúde – em meio à sua batalha contra o câncer, sofre um enfarte.

Mas foi pelo menos kafkiana a situação que o país viveu na quinta-feira, dia 12: enquanto o presidente Lula representava o Brasil em Seul, na reunião do G-20 – as 20 maiores economias dos países desenvolvidos e emergentes –, em São Paulo, preso a uma cama do Hospital Sírio-Libanês, José Alencar, presidente em exercício, despachava papelada oficial.

Alguns jornais chegaram a publicar fotos dos dois presidentes, ambos exercendo a Presidência, na mesma página!

UM CONTRA-SENSO INCONSTITUCIONAL — Essas interinidades são um absoluto contra-senso, numa era de comunicações instantâneas como a atual, que permitem ao presidente governar de onde estiver, tal como fazem seus colegas de países medianamente desenvolvidos, e uma extravagância institucional, como já lembrava sete anos atrás, em sua página final de VEJA, o colunista Roberto Pompeu de Toledo.

Mas elas são mais do que isso: essas interinidades são inconstitucionais. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

13/09/2010

às 6:17 \ Política & Cia

Apetite do PMDB e saúde de Dilma fazem combinação preocupante

Até pelo escândalo das violações de sigilo da filha do candidato José Serra e de vários tucanos, diminuiu o noticiário sobre o quinhão pretendido pelo PMDB num futuro governo Dilma Roussef. Diminuiu o noticiário, mas não a gula do PMDB, nem a sucessão de conversas entre as duas partes. Diante do ranger de dentes de cardeais petistas, a turma do PMDB já está exibindo a fatura do apoio.

Querem metade de tudo, repartido entre ministérios, cargos gordos em estatais e bancos oficiais, diretorias de agências reguladoras, indicação de ministros dos tribunais superiores – e por aí vai.

JIBÓIA FAMINTA E INSACIÁVEL — Mas não é para estranhar, amigos. A 13 de junho, quando Dilma, na  convenção nacional do PMDB, saudou o presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), como seu vice, o PT, ela própria e seu mentor Lula abraçaram uma jibóia faminta e insaciável, acostumada, há décadas, a triturar e digerir aliados – e a querer mais, sempre mais.

Assim, pode não ser agradável, mas é importantíssimo lembrar que Dilma sofreu de uma doença grave, por ora debelada mas que pode voltar. Nenhuma pessoa de bem, nem os mais ferrenhos adversários ou críticos de Dilma, querem, é claro, que haja recidiva em seu câncer.

Mas pode acontecer, como acaba de ocorrer com o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, que por isso decidiu desistir de sua candidatura ao Senado pelo PMDB. E também pode acontecer um dia – toc, toc, toc, tomara que não –, o pior. Em política, o pior nunca deve ser desconsiderado. E, se acontecer, o PMDB estaria instalado na Presidência. Sim, o velho PMDB, o partido “deste país” que mais ama a coisa pública.

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