19/01/2013
às 19:02 \ Vasto MundoEsta Europa não tem crise nenhuma: a Europa da indústria do superluxo. Confira os números incríveis

Não só o vaso sanitário, mas também o reservatório de água são revestidos de cristais da Swarowski (Áustria). Preço: 160 mil reais
Publicado originalmente a 17 de julho de 2012.
Dentro da Europa imersa em uma gravíssima crise econômica e financeira, imersa na paralisação, no desemprego e do desalento, existe uma outra Europa, que cresce a taxas chinesas — 10% ao ano nos anos recentes, perspectivas que oscilam entre 7% a 9% neste ano e nos próximos –, emprega 1,5 milhão de pessoas que não deverão perder seus postos de trabalho e aporta a espantosa cifra de quase meio trilhão de dólares ao PIB europeu: a Europa da indústria do luxo.

Capas para notebook modelo Bentley, assinada pela empresa de produtos de luxo Ego (Holanda). Preço: 42 mil reais cada
Esses dados constam do relatório O Valor das Indústrias Culturais e Recreativas para a Economia Europeia, divulgado pelo vice-presidente da Comissão Europeia e comissário europeu de Indústria e Empreendedorismo, o italiano Antonio Tajani.
O estudo foi encomendado à consultoria multinacional Frontier Economics pela Aliança Europeia de Indústrias Culturais e Recreativas (ECCIA, de sua sigla em inglês), que reúne entidades do gênero das cinco maiores economias do continente — Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha.

Relógio Moon Dust Red Mood, da grife Romain Jerome (Suíça), com fundo reproduzindo parte da geografia da Lua e contendo porção de poeira lunar legítima em seu interior. Preço: 58 mil reais
O uso da palavra “luxo” vem sendo discutido pelos integrantes da ECCIA, uma vez que é disso que se trata sob o eufemismo de “indústrias culturais e recreativas”: joias, alta moda (incluindo calçados, bolsas e todo tipo de assessórios), perfumes, cosméticos, produtos de beleza, relógios, mobiliário, objetos de decoração, tapeçaria, bebidas exclusivas, chocolateria, bebidas finas, automóveis, barcos e mais um sem fim de produtos.
Alguns setores temem o sentido pejorativo da palavra. Tajani, o comissário europeu, porém, considera que “o luxo pertence ao patrimônio cultural europeu, e não é apenas dinheiro: é qualidade, é um cartão de visitas da Europa para o mundo”.
A francesa Elisabeth Ponsolle de Portes concorda: “A qualidade é uma característica europeia”.

Chocolate com trufas com receita do chef chocolatier Fritz Knipschildt (Dinamarca). Preço: 500 reais por peça pouco menor que um bombom
Tal como Tajani, o espanhol Carlos Falcó acha que o luxo abre caminho para outros produtos europeus, e lembra que, nos países asiáticos, luxo “é sinônimo de êxito”. Não por acaso, a maior economia da Ásia e a segunda do mundo, a China, já absorve 10% de todo o mercado de luxo do planeta, percentual que deverá chegar a 45% em 2020.
Nesse cenário, o futuro parece risonho para uma indústria, como a europeia do luxo, que, faturando meio trilhão de dólares (ou 440 bilhões de euros) em 2010, ocupa 70% do mercado mundial e representa uma fatia de 10% de tudo o que os países da União Europeia exportam.
(As fotos utilizadas neste post excluem, de propósito, produtos da França e da Itália, tidos como baluartes da indústria do luxo, para oferecer uma pequena mostra do que podem fazer outros países, como a Áustria, a Holanda, a Suíça e a Dinamarca).
LEIA TAMBÉM:
Com crise e tudo, vejam os caríssimos artigos de superluxo que os muito ricos continuam comprando
Tags: Bentley, Chocolate com trufas, crise, cristais Swarowski, exportação, Fritz Knipschildt, luxo, Relógio Moon Dust Red Mood, Romain Jerome


























Justiça solta três envolvidos na adulteração de leite no RS
Petrobras decide manter ativos da empresa na Argentina
Colisão de caminhão provocou queda de ponte nos EUA
Incêndio em depósito de combustível ainda interdita 28 casas
Edição rara do Super-Homem é encontrada em casa abandonada nos EUA
















