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Cristina Kirchner

17/07/2014

às 19:30 \ Política & Cia

Banco dos Brics é uma boa ideia. Pena que Dilma haja estendido tapete vermelho ao tirano Putin, da Rússia, no momento em que ele está isolado internacionalmente — por boas razões

(Foto: Agência Brasil)

Dilma com Putin em Brasília na segunda-feira: tapete vermelho para o presidente russo no exato momento em que ele recebe sanções dos EUA e da Europa (Foto: Agência Brasil)

Apesar de um considerável tom anti-Ocidente, é uma iniciativa inteligente e ousada a criação do Banco dos Brics — sigla do grupo de grandes países em desenvolvimento que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Como se sabe, a instituição, anunciada anteontem na sexta reunião de cúpula do grupo, em Fortaleza, terá um capital de 50 bilhões de dólares, destinados a financiar projetos de infraestrutura e a serem desembolsados igualmente pelos sócios ao longo de dois anos, mais um colchão de reservas de 100 bilhões de dólares para fazer frente a eventuais crises cambiais.

Essas reservas, cujo montante poderá ser aumentado e cujo mecanismo de formação não foi anuncado em detalhes, não são suficientes para enfrentar crises de grande monta, mas sem dúvida constituem uma boa ideia e um bom começo.

A suposta “derrota” do governo brasileiro, e da presidente Dilma em particular, por não haver emplacado a presidência da entidade é muito mais fofoca de mídia do que algo com qualquer fundamento na realidade. A presidência será rotativa, cabendo o primeiro mandato à Índia — que, afinal de contas, foi quem teve a ideia do banco — e, ademais, o Brasil ficou com a presidência do Conselho de Administração.

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Na primeira fileira, da esquerda para a direita, em seguida à presidente Cristina Kirchner, os dirigentes dos cinco países-sócios: Rússia, Índia, Brasil, China e África do Sul. Fechando a fila, Evo Morales, da Bolívia. O gesto em direção à América do Sul foi político — não se sabe se e quando o novo banco irá trabalhar com países da região (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O fato de a gigantesca Xangai, na China, ter sido escolhida para sede do banco não reflete mais do que a evidência de que o colosso chinês, com seu Produto Nacional Bruto de 9,2 trilhões de dólares, era o destinatário inevitável da nova entidade. Se não a China, quem seria? A África do Sul, com seu PIB de 350 bi?

O convite para que governos sul-americanos — vários deles “bolivarianos”, a começar pelo desgoverno delirante de Nicolás Maduro na Venezuela — participassem de parte da cúpula dos Brics é um gesto político, uma canelada a mais que o o governo lulopetista do Brasil, autor da iniciativa do convite, quis assestar nos Estados Unidos, país com o qual a relação atual é “morna”, segundo a própria presidente Dilma.

Não se sabe se o gesto político terá consequências práticas, como um socorro da nova instituição à Argentina de Cristina Kirchner, à beira de não conseguir honrar compromissos internacionais. A óbvia prioridade do novo banco é impulsionar projetos nos cinco sócios — e mesmo para isso o dinheiro, os 50 bilhões de dólares, é curto.

O que chateia os democratas nisso tudo é o governo do Brasil haver permitido que o impacto da iniciativa ajudasse a retirar o autoritário presidente russo Vladimir Putin da situação de semipária internacional.

O lançamento do banco e o tapete vermelho estendido por Dilma a Putin ocorreram no exato e preciso momento em que a Rússia sofria sanções dos EUA e da União Europeia em represália à anexação do ex-território ucraniano da Crimeia e por, debaixo dos panos, mas notoriamente, ajudar os rebeldes ucranianos de etnia e cultura russas que querem juntar mais um pedaço do país à soberania russa.

Não bastasse isso, há evidências de que Putin, por meio de seus aliados na Ucrânia, tem as mãos sujas de sangue pela derrubada de um jato da Malaysia Airlines que matou 298 pessoas próximo à fronteira ucraniano-russa.

Dilma também não se manifestou, nem em conversas à parte com Putin, sobre as crescentes violações dos direitos humanos na Rússia.

13/07/2014

às 18:40 \ Política & Cia

AMARELAS: O Brasil deve esquecer o Mercosul, deixar a Argentina de lado e fazer, sozinho, um acordo de livre comércio com a União Europeia

(Foto: Lailson Santos)

(Foto: Lailson Santos)

O BRASIL DEVE SEGUIR SOZINHO

O economista e ex-diretor da área internacional da Fiesp diz que é hora de deixar a enrolada e endividada Argentina de lado e fazer um acordo de livre-comércio com a União Europeia

Entrevista a Duda Teixeira publicada em edição impressa de VEJA

Por nove anos, o economista Roberto Giannetti da Fonseca foi diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entidade que representa 41% do setor industrial nacional. Até o ano passado, quando deixou o cargo, trabalhou dentro dessa instituição para que o Brasil se abrisse para o mercado internacional.

Aos 64 anos, ele agora se dedica a sua consultoria econômica, a Kaduna. “Por causa da decisão de priorizar o Mercosul, o Brasil ficou muito dependente das exportações para a Argentina”, diz o economista. Para Giannetti, com o país vizinho à beira de um novo calote na dívida externa, fica claro quanto o Brasil se arrisca em não reduzir essa dependência.

A Argentina tem até o fim deste mês para pagar uma dívida com credores estrangeiros. Qual é o risco de o país dar o calote?

É bastante alto. A Argentina caiu em uma armadilha jurídica. No contrato de reestruturação da dívida, feito alguns anos atrás, há uma cláusula muito importante. Ela determina que os credores que aceitaram receber o valor da dívida com desconto devem ter um tratamento igual ao dos demais credores.

A questão é que uma parte menor dos credores, que ficou com 8% do montante, obteve na Justiça americana o direito de receber os títulos pelo seu valor de face, ou seja, 100%. Se os outros, que aceitaram receber menos, agora também entrarem na Justiça, a Argentina terá de pagar o valor integral. Isso representaria uma dívida total de 100 bilhões de dólares, muito mais do que os 28 bilhões de dólares de reserva internacional que o país tem.

O que pode ser feito, então?

A única saída é negociar com aqueles que aceitaram o desconto e tentar retirar a cláusula. Ao mesmo tempo, é necessário convencer os outros fundos, chamados de abutres, a aceitar o valor de face, mas em um prazo mais longo.

O que aconteceria se a Argentina desse o calote?

Se o calote for inevitável, os argentinos estarão diante de uma crise da maior gravidade. Eles ficarão isolados do resto do mundo. Será uma situação caótica. Qualquer propriedade do Estado argentino no exterior – imóveis, navios e contas bancárias – poderá ser penhorada para pagar aos fundos abutres.

A comunidade internacional, porém, se esforçará para evitar esse cenário. Deve haver uma nova renegociação, com a ajuda do FMI (Fundo Monetário Internacional) e de outras instituições. Para isso, a Argentina tem de se sentar à mesa sem arrogância, com humildade.

A palavra “abutre” não é exagerada?

Pode ser, mas a analogia não deixa de fazer sentido. Esses fundos compram títulos de dívida de países ou empresas em dificuldades por uma fração da cifra original. Depois, entram na Justiça e tentam ganhar o valor integral do devedor, arrancando o seu fígado. Pode-se não gostar deles, mas a realidade é que não há nada de novo nisso. Fundos mais agressivos existem em qualquer mercado.

O erro por parte da gestão dos presidentes Néstor e Cristina Kirch­ner foi acreditar que eles não seriam um problema no futuro. Houve um certo descaso. O governo argentino deveria ter negociado antes com os administradores desses fundos e minimizado as dificuldades. Era algo que podia ter sido evitado.

Qual seria a consequência, para o Brasil, de um calote argentino?

As consequências não seriam financeiras, já que os investidores sabem muito bem diferenciar um país do outro. Os efeitos negativos ocorreriam mais no âmbito comercial. O mercado interno argentino está em franco declínio e é o destino de mais de 20% das nossas exportações de manufaturados, como peças de automóveis, sapatos e eletrodomésticos.

Sem reservas em dólar, ou seja, se der o calote, a Argentina não terá como pagar esses bens. O volume do nosso comércio com a Argentina então cairia bastante. A perda em exportação de manufaturados pode chegar a 5 bilhões de dólares por ano.

No mês passado, o Brasil alterou o acordo automotivo com a Argentina. Antes, podíamos exportar sem imposto 1,95 dólar em carros e peças para cada dólar importado. Agora, ficou em 1,5 dólar para cada dólar importado. Ou seja, ficou mais caro exportar. Foi uma decisão acertada?

Qualquer acordo é melhor do que nada. Mas, se a crise chegar, nem essa ajuda terá efeito. Eles não terão como pagar o que importam de qualquer jeito.

Dar ênfase demais ao comércio com a Argentina foi um erro?

Certamente. Preso ao Mercosul, o Brasil deixou de assinar acordos de livre-comércio com outros países. Exportar 20% dos manufaturados para um país instável como o dos nossos vizinhos é muito arriscado. Se nossa economia fosse mais aberta, estaríamos exportando esse valor para países como Japão, Estados Unidos, Canadá ou para a Europa.

O Mercosul negocia um tratado de livre-comércio com a União Europeia há catorze anos, mas a Argentina sempre atrapalha as conversas. Qual é a probabilidade de esse país embolar o jogo novamente?

Os argentinos sempre surpreendem na última hora. Deixam a negociação seguir para avaliar até onde o Brasil é capaz de chegar. Então, quando tudo está bem adiantado, dizem que não aceitam o que foi colocado na mesa. Em 2004, o Brasil chegou muito perto de fechar com a União Europeia, mas aí houve o boicote da indústria argentina, que reclamou do risco de ter tarifas reduzidas em relação aos concorrentes europeus. Houve uma sabotagem em um momento decisivo.

Foi uma pena porque, enquanto o Mercosul fracassou, o México já havia feito um acordo com a União Europeia quatro anos antes. O Chile concluiu o seu em 2003. O tratado com a Colômbia e o Peru entrou em vigor no ano passado. O elevado desempenho da economia desses países atualmente é resultado direto desses tratados. O Mercosul, contudo, foi na contramão e preferiu ficar isolado.

Pelas regras do Mercosul, o bloco só pode decidir por consenso. O Brasil está de mãos amarradas, ou há alternativas?

Os negociadores brasileiros deveriam ter assinado o acordo com a União Europeia sem a Argentina, dando cinco anos para os nossos vizinhos se adaptarem à nova situação.

Para fazer isso, há uma saída técnica. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

18/06/2014

às 12:00 \ Disseram

Redes sociais estão substituindo os tribunais

“Postarei no Facebook minha declaração completa.”

Amado Boudou, vice da presidente argentina Cristina Kirchner, em resposta a jornalistas que o aguardavam ao fim do depoimento de sete horas que deu à Justiça. Ele é acusado de ter mandado imprimir notas de 100 pesos em sua própria gráfica quando era ministro da Economia

19/02/2014

às 14:00 \ Vasto Mundo

A declaração de apoio a Maduro informa: o Mercosul começou a agir na clandestinidade e está com cara de organização criminosa

As ruas de Caracas tomadas pela grande manifestação em solidariedade aos estudantes, no dia em que Leopoldo López, o opositor procurado pelo chavismo, se entregou às forças de segurança venezuelanas (Foto: Twitter)

As ruas de Caracas tomadas pela grande manifestação em solidariedade aos estudantes, no dia em que Leopoldo López, o opositor procurado pelo chavismo, se entregou às forças de segurança venezuelanas (Foto: Twitter)

Publicado no blog de Augusto Nunes

A DECLARAÇÃO DE APOIO A MADURO INFORMA: O MERCOSUL COMEÇOU A AGIR NA CLANDESTINIDADE E ESTÁ COM CARA DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Às vésperas da sessão de abertura, o presidente venezuelano Nicolás Maduro amparou-se na cirurgia a que foi submetida Cristina Kirchner para adiar por um mês a reunião de cúpula do Mercosul que começaria no dia 17 de dezembro, em Caracas.

Em 5 de janeiro, invocando a necessidade de preservar a saúde da colega argentina, o herdeiro de Hugo Chávez resolveu transferir o início do encontro para o último dia do mês. Em 16 de janeiro, misteriosos “problemas de agenda” serviram de pretexto para o terceiro adiamento. E a celebração bolivariana ficou para “meados de fevereiro”.

Como fevereiro vai chegando ao fim, é certo que vem aí o quarto adiamento. O encontro dos sócios do bloco econômico mais raquítico do mundo será provavelmente transferido para março. É possível que fique para quando Deus quiser, avisam os desdobramentos da crise venezuelana e os indícios veementes de que os quatro parceiros de Maduro querem distância de Caracas.

Nas ruas de Caracas, o descontentamento do Povo, que não carece de assinatura (Foto: Twitter)

Nas ruas de Caracas, o descontentamento do Povo, que não carece de assinatura (Foto: Twitter)

Fazem muito bem, concordam as cenas perturbadoras agrupadas no vídeo abaixo (gravado durante os protestos da última quinta-feira, dia 13) e as fotos que documentam a gigantesca manifestação promovida nesta terça-feira.Um comunicado divulgado neste domingo pelo Ministério das Relações Exteriores da Venezuela atesta que a turma do Mercosul decidiu combater ao lado de Maduro, mas à distância e por escrito. Num texto cuja autoria foi atribuída por muitos adversários ao sucessor do bolívar de hospício, “os Estados membros do Mercosul, diante dos recentes atos violentos na irmã República Bolivariana da Venezuela e as tentativas de desestabilizar a ordem democrática, repudiam todo tipo de violência e intolerância que busquem atentar contra a democracia e suas instituições, qualquer que seja sua origem“.

E a prisão do líder oposicionista Leopoldo Lopez? E a retomada das perseguições à deputada Maria Corina Machado? E os manifestantes (dois oposicionistas e um chavista) assassinados com tiros na cabeça? O documento que ninguém assinou não perdeu tempo com tais detalhes, como deixa claro o restante do texto. Confira a continuação do palavrório:

Os  Estados membros reiteram seu compromisso com a plena vigência das instituições democráticas e, neste contexto, rejeitam as ações criminosas de grupos violentos que querem espalhar a intolerância e o ódio na República Bolivariana da Venezuela como uma ferramenta política. Expressam seu mais forte rechaço às ameaças de ruptura da ordem democrática legitimamente constituída pelo voto popular e reiteram a sua posição firme na defesa e preservação das instituições democráticas, de acordo com o Protocolo de Ushuaia sobre compromisso democrático no Mercosul (1998)”.

“Sugerem que as partes a continuem a aprofundar o diálogo sobre as questões nacionais, dentro do quadro das instituições democráticas e do Estado de direito, como tem sido promovido pelo presidente Nicolás Maduro nas últimas semanas, com todos os setores da sociedade, incluindo parlamentares, prefeitos e governadores de todos os partidos políticos representados. Finalmente, expressam suas sinceras condolências às famílias das vítimas fatais, resultado dos graves distúrbios causados, e confiam totalmente que o governo venezuelano não descansará no esforço para manter a paz e plenas garantias para todos os cidadãos”.

Os cinco patetas que dividem o fiasco do Mercosul acabam de operar um milagre e tanto. Pela primeira vez, uma declaração conjunta foi aprovada sem que se perdesse tempo com reuniões, debates, sugestões de acréscimos, propostas de cortes e outras miudezas.

Pela primeira vez, um documento que traduz o ponto de vista de um punhado de países foi divulgado sem rubricas nem assinaturas. Pela primeira vez, continuam no baú dos segredos de Estado o nome do redator, a identidade dos envolvidos nos trabalhos de parto e o local de nascimento da peça histórica.

A gestação do texto reforça a suspeita de que o Mercosul caiu na clandestinidade e resolveu agir nas sombras. Pelo prontuário dos parceiros, ninguém ficará surpreso se a entidade engrossar a lista das organizações criminosas.

 

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VENEZUELA: Manifestantes acusam mascarados baderneiros de estarem a serviço do chavismo

31/01/2014

às 17:38 \ Vasto Mundo

A destruição da Argentina

Novo ministro da Economia de Cristina Kirchner, Alex Kicillof, preserva o costume de atacar os empresários, em vez de se ocupar com as causas da inflação (Foto: Reuters)

O novo ministro da Economia de Cristina Kirchner, Alex Kicillof, preserva o costume de atacar os empresários, em vez de se ocupar com as causas da inflação (Foto: Reuters)

Editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo

A DESTRUIÇÃO DA ARGENTINA

Devastada de tempos em tempos por algum governo incompetente e populista, a economia argentina mais uma vez se esboroa, com inflação em disparada, problemas de abastecimento, produção estagnada, reservas cambiais quase no fim e quase nenhum acesso – ou nenhum, mesmo – ao financiamento internacional.

Nem originalidade se pode atribuir à presidente Cristina Kirchner e ao bando de ineptos ao seu redor, pelo menos quanto aos erros.

Há pouca novidade nos principais disparates cometidos em dois mandatos consecutivos.

Mais de uma vez, nos últimos 40 anos, o governo argentino produziu o quase milagre de esvaziar as prateleiras num país conhecido como grande produtor e exportador de alimentos.

E mais de uma vez esse país está a um passo de um desastre cambial, embora os preços agrícolas tenham sido muito bons, no mercado internacional, nos últimos anos.

Irresponsabilidade monetária e fiscal, ingerência nos preços, barreiras à exportação e à importação, interferência no câmbio e conflitos com o setor agropecuário, de longe o mais produtivo da economia, são marcas de vários governantes argentinos.

Em relação a esses pontos, nenhuma inovação nos últimos anos.

Se os Kirchners tiveram alguma originalidade foi em outras linhas de ação.

O primeiro, Néstor, marido de Cristina, juntou-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há uns dez anos, para criar uma estranha e desastrosa parceria entre Argentina e Brasil – uma aliança terceiro-mundista, naturalmente antiamericana e incompatível com qualquer projeto sério de inserção do Mercosul no mercado global. Essa parceria acabou favorecendo um crescente protecionismo do lado argentino, ruim para o Brasil, para as economias menores do bloco e para a indústria argentina, acomodada e cada vez menos competitiva.

Sucessora do marido, Cristina Kirchner manteve o padrão geral da gestão anterior, mas aperfeiçoou o estilo, adotando a falsificação de informações macroeconômicas, a começar pelo índice de inflação. Conseguiu para seu país, com isso, uma distinção pouco invejada e ainda mantida.

Prateleiras vazias em um supermercado de Buenos Aires, na Argentina. (Foto: Enrique Marcarian / Reuters)

Prateleiras vazias em um supermercado de Buenos Aires: tentar frear a inflação com controles e ameaças dá nisso  (Foto: Enrique Marcarian / Reuters)

Ao publicar os dados argentinos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) passou a acrescentar às tabelas notas com ressalvas sobre a credibilidade dos números.

Desmoralizado internacionalmente e pressionado pelo FMI, o governo da presidente Cristina Kirchner comprometeu-se a mudar as estatísticas oficiais, atrasou-se, foi censurado e anunciou um novo prazo.

Se o novo indicador for melhor, as contas do crescimento econômico deverão ser mais confiáveis, porque o deflator aplicado aos valores será mais realista. Mas essa mudança ainda é promessa. Por enquanto, vale o velho roteiro.

Segundo o governo, os preços ao consumidor subiram 10,9% em 2013. Segundo fontes independentes, a inflação deve ter superado 28%. Além de produzir números sem credibilidade, o governo continua tentando frear a inflação por meio de controles de preços e ameaças. A escassez é consequência normal desse tipo de política.

Segundo o secretário de Comércio Interior, Augusto Costa, faltam quase 50% dos produtos em alguns supermercados. O antecessor de Costa, Guillermo Moreno, costumava impor limites de preços por meio de ameaças, o mesmo recurso usado, com frequência, para proibir importações, principalmente de produtos brasileiros.

Moreno deixou o governo, mas a ingerência nos preços e o protecionismo foram mantidos. Também houve mudança no Ministério da Economia. O novo responsável, Alex Kicillof, preserva o costume de atacar os empresários, em vez de se ocupar com as causas da inflação.

Se empresários mal-intencionados causam a inflação, especuladores inimigos devem ser culpados pelos problemas cambiais. A desvalorização do peso nos últimos dias foi atribuída pelo chefe do Gabinete de Ministros, Jorge Capitanich, a interessados em quebrar o país para “ficar com seus recursos energéticos e naturais a preço de liquidação”.

Também o governo brasileiro tem usado esse discurso: a inflação e a crise da indústria são importadas. Se a culpa é dos outros, nada há para corrigir.

 

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29/01/2014

às 16:00 \ Política & Cia

J.R. GUZZO: “Não fui eu”

"A presidente Dilma daria um enorme passo adiante se deixasse entrar na própria cabeça a ideia de que um fracasso é apenas um fato, e não um julgamento moral" (Foto: Dida Sampaio / AE)

“A presidente Dilma daria um enorme passo adiante se deixasse entrar na própria cabeça a ideia de que um fracasso é apenas um fato, e não um julgamento moral” (Foto: Dida Sampaio / AE)

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

NÃO FUI EU

J. R. GuzzoNada como o fracasso para trazer à luz do sol alguns dos defeitos mais desagradáveis que o ser humano esconde nos subúrbios distantes da sua alma.

Diz-me como lidas com teus fracassos, e eu te direi quem és — eis aí o resumo da ópera, numa adaptação do velho provérbio sobre as más companhias. De fato, é quando as coisas complicam que fica mais fácil dividir o bom do mau caráter.

Personalidades construídas com material de primeira qualidade sabem que o fracasso, em si, não é fatal; é apenas o resultado dos erros de julgamento de todos os dias, e, portanto, deve ser enfrentado com a disposição de fazer mudanças, adquirir mais conhecimento, ouvir mais gente e assim por diante.

Mas sabem, também, que o fracasso pode ser um pecado mortal quando o seu autor não admite que fracassou, ou nega que tenha havido realmente um fracasso, ou, pior que tudo, põe a culpa do fracasso nos outros. Seu mandamento principal é uma frase muito ouvida nas salas de aula infantis: “Não fui eu”. São pessoas fáceis de encontrar. Um dos seus habitats é o governo.

A presidente Dilma Rousseff, por exemplo, não perde nenhuma oportunidade de dizer “não fui eu”. O ano de 2013, para ir direto ao assunto, foi uma droga. O PIB cresceu abaixo de 2,5% — quase metade do que o governo tinha prometido no começo do ano.

O saldo da balança comercial teve o pior resultado desde 2000, com uma queda de quase 90% em relação a 2012. Num tipo de molecagem contábil cada vez mais comum, registrou-se como “exportação” a venda de equipamento que nunca saiu do território nacional.

Em dólar, mesmo, não entrou um centavo no Brasil. Mas no papelório oficial consta o ingresso de quase 8 bilhões, sem os quais, aliás, teria havido déficit na balança de 2013. Outros truques parecidos fazem do Brasil um aluno promissor da Escola de Contabilidade Cristina Kirchner.

Pela primeira vez em dez anos, caíram as vendas de carros. O contribuinte pagou 1,7 trilhão de reais em impostos — a maior soma de todos os tempos. Os brasileiros gastaram cerca de 25 bilhões de dólares no exterior, quatro vezes mais do que os estrangeiros gastaram aqui — e qual a surpresa, quando ficou mais barato comprar um enxoval em Miami do que em Botucatu?

A maior empresa do Brasil, a Petrobras, teve um desempenho calamitoso: em apenas um ano, de 2012 a 2013, foram destruídos 40 bilhões de reais do seu valor de mercado. O Brasil (que Lula, em 2006, proclamou “autônomo” em petróleo, e já pronto para “entrar na Opep”) importou 40 bilhões de dólares em petróleo e derivados em 2013.

A presidente, cada vez mais, dá a a impressão de estar passeando num outro planeta. Segundo Dilma, 2013 até que foi um ano bem bonzinho, e o que pode ter acontecido de ruim não foi culpa dela, e sim da “guerra psicológica” que teria sofrido.

Foram condenados, também, os “nervosinhos” — gente que, segundo o ministro Guido Mantega, fez cálculos pessimistas para as contas públicas de 2013. Veio, então, com uns miseráveis decimais acima das tais previsões — que, de qualquer forma, ficaram muito abaixo da meta prometida. Os juros foram a 10,5% ao ano, a inflação voltou a roncar e o Brasil pode perder o seu sagrado “grau de investimento” em 2014.

A estratégia econômica resume-se hoje a repetir a ladainha de sempre sobre o desemprego de “apenas 4,6%”, que na verdade parece ser de 7%, e o aumento de renda que levou “milhões de brasileiros” a sair da miséria e subir à “classe média”.

Chega a ser piada de humor negro misturar dados de desemprego no Brasil e em países do Primeiro Mundo, para vender a ilusão de que “estamos melhor que eles”. O que adianta isso, quando o abismo entre nosso bem-estar e o do mundo desenvolvido continua igual?

Da “subida social” dos brasileiros, então, é melhor nem falar. Falaro quê, quando o governo decidiu que faz parte da classe média todo cidadão que ganha de 291 reais por mês a 1019? A presidente quer que acreditemos no seguinte disparate: a pessoa entra na classe média se ganhar menos da metade do salário mínimo por mês; se ganhar 1020 reais, já fica rica.

A presidente Dilma daria um enorme passo adiante se deixasse entrar na própria cabeça a ideia de que um fracasso é apenas um fato, e não um julgamento moral. Ninguém se torna um ser humano melhor porque acerta, ou pior porque erra.

Mas no Brasil o que vale não é enfrentar o fracasso lutando pelo sucesso. Melancolicamente, o que funciona é negar a derrota e chamar a marquetagem para dar um jeito nas coisas. O resultado são anos como 2013.

03/01/2014

às 14:08 \ Vasto Mundo

Ilhas Malvinas/Falkland: Argentina desrespeita vontade esmagadora dos habitantes de continuarem sendo britânicos, expressa em referendo. O que quer o governo de Cristina? Outra guerra — para perder de novo?

Cidadãos das Malvinas/Falkland comemoram o resultado do referendo que os mantêm como cidadãos britânicos (Foto: Reuters)

Publicado em 12 de março de 2013

campeões de audiência 02Já era esperada, mas ainda assim não tem cabimento a reação do governo argentino ao referendo absolutamente livre realizado entre os habitantes das Ilhas Malvinas — ou Falkland, segundo os britânicos — para saber se eles eram ou não a favor de continuar sendo território ultramarino britânico.

Nada menos do que 99,8% dos eleitores votaram por manter a cidadania britânica. No total, 92% dos 1.672 habitantes aptos a votar participaram do referendo. Apenas três pessoas votaram contra.

O percentual parece o resultado daquelas eleições fajutas outrora realizadas por ditaduras árabes e africanas, em que sempre o ditador de plantão obtinha 99%, no mínimo, dos votos, mas, diferentemente delas, foi um exato espelho do que desejam os kelpers, habitantes das Malvinas/Falkland, em grande maioria descendentes de ingleses e escoceses, e, em pequeno percentual, de chilenos.

Embora não se conheça outra forma melhor, mais democrática e mais pacífica de resolver a quem pertence determinado pedaço de território do mundo que não seja consultando seus habitantes, o governo encrenqueiro da presidente Cristina Kirchner deu um jeito de descartar a manifestação dos moradores antes mesmo do anúncio oficial do referendo.

Considerou-o uma “tentativa britânica de manipular” e reiterou que “não acabará com a disputa pela soberania”.

A embaixadora argentina em Londres, Alicia Castro, qualificou o referendo de “uma manobra sem nenhum valor legal, pois não foi convocado nem supervisionado pelas Nações Unidas”.

Manipular, como, cara-pálida? Qualquer visitante das Falkland/Malvinas sabem que seus habitantes querem ver o governo argentino tão longe quanto possível. A consulta popular foi livre, correta e acompanhada por observadores internacionais, alguns deles latino-americanos.

Quanto a ser uma “manobra” sem “nenhum valor legal”, é evidente que a Grã-Bretanha não poderia pedir à ONU que interviesse em sua soberania e organizasse um referendo num território que é seu há 180 anos. Por acaso será a ONU a responsável pelo plebiscito que, no ano que vem, decidirá se a Escócia prosseguirá ou não sendo parte do Reino Unido?

O primeiro-ministro David Cameron, como é lógico, reagiu satisfeito ao resultado, dizendo que “os habitantes das Falklands não podiam falar de maneira mais clara. Querem continuar sendo britânicos e todo o mundo, incluindo a Argentina, deveria respeitar este ponto de vista”.

Diante do falar grosso que já levou a Argentina a uma derrota esmagadora na guerra de 1982 contra o Reino Unido, Cameron lembrou: “As Ilhas Falkland podem estar a milhares de milhas de distância, mas são britânicas até a medula e isto é o que desejam continuar sendo. As pessoas têm de saber que sempre estaremos aqui para defendê-las”.

Situadas a pouco mais de 400 quilômetros das costas argentinas e a 12.700 quilômetros de Londres, as Malvinas/Falkland eram inicialmente desabitadas e já foram reivindicadas por cinco diferentes países. Estão sob controle britânico desde 1833. A Argentina só teve soberania sobre as ilhas durante três anos.

Leia também: Governador das Malvinas responde à provocação argentina

Saiba mais: Malvinas serão nossas em 20 anos, diz chanceler argentino

Logística - O referendo, que ocorreu em um inóspito território de 12.000 quilômetros quadrados, foi um desafio logístico. Cerca de 80% dos 2.563 residentes do arquipélago vivem na capital Port Stanley, mas muitas centenas habitam zonas distantes, em áreas criadoras de ovelhas ou vilarejos remotos.

Para que todos votassem, foram abertos quatro colégios eleitorais fixos (um em Stanley e outros três em vilas) e urnas foram levadas pelas ilhas de avião ou em veículos com tração nas quatro rodas. Observadores internacionais, alguns deles da América do Sul, acompanharam a votação.

O governo argentino disse claramente que o referendo não encerra questão alguma sobre as Malvinas/Falkland e que “em 20 anos” as ilhas deixarão de ser britânicas. Será que pensam em uma nova guerra — para perder de novo?

30/12/2013

às 14:14 \ Vasto Mundo

A FALTA QUE FAZ A LIBERDADE DE IMPRENSA: reportagem crítica de VEJA ao governo Cristina Kirchner cai na web e milhares de leitores argentinos visitam o blog — para concordar com o que publicamos

(CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)

(CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)

Publicado originalmente em 17 de abril de 2013

campeões de audiência 02Amigas e amigos, o blog está sendo visitado por milhares de leitores da Argentina — até agora, mais de 30 mil –, atraídos por reportagem de VEJA mostrando as tramoias econômicas do governo da presidente Cristina Kirchner e reproduzida neste espaço no dia 29 de março.

Num país em que a liberdade de imprensa está cada vez mais restrita pela prepotência do kirchnerismo, e em que poucos veículos de imprensa têm coragem de publicar verdades que o governo detesta, foi só ser publicada nota a respeito no site do tradicionalíssimo jornal La Nación (fundado em 1870) na segunda-feira, 15, que a reportagem se espalhou para todo lado: o próprio jornal voltou ao assunto no dia seguinte, e o tema foi reproduzido também no Yahoo argentino e, entre outros, no site urgente24.

Abaixo, uma amostra dos comentários de leitores argentinos que confirmam o retrato triste que VEJA fez da situação da Argentina, seu governo e sua economia, e elogiam a revista e o blog. Os leitores estão identificados com o nome com que se apresentaram e os textos são reproduzidos da forma como vieram. Alguns, num português canhestro, utilizaram o Google Tradutor para enviar suas mensagens.

Confiram:

Dito – “Lastimoso que la realidad de Argentina la conozcan mejor en el exterior que en el propio país… Estamos como cuando teníamos que escuchar radios de otros países para saber cómo iba la guerra de Malvinas…”

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Fabian — “lo que dice este articulo es totalmente cierto y cualquier argentino que aparezca aqui diciendo lo contrario es un amigo del gobierno que quiere seguir haciendo creer la mentira en la que nos tienen desde hace tiempo. La prueba son las innumerables empresas extranjeras que cerraron y se fueron, y ni hablar de las empresas argentinas que se fundieron!!!”

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Francisco — “Hola gente, soy argentino. Excelente nota, coincido 100 % con lo dicho por Valentina Ponce.
Por suerte en Argentina existe un periodismo que bajo altísima presión de los medios oficiales sigue mostrando las barbaridades que hace el gobierno K. El gobierno K está desesperado por demostrar de cualquier manera que la verdad mostrada y demostrada, documentada legalmente, es mentira. Existe una máquina de decir barbaridades, que permite obrar con prepotencia inusual a los mismos funcionarios políticos para imponer “su” verdad. Es como si estuvieran viviendo en Argentina y mirando la calidad de vida en Mónaco. A principio de semana se anunció el congelamiento de los precios de los combustibles por 6 meses. En las últimas 48 horas YPF (petrolera oficial) ya lo aumentó más del 10 %. Está prohibida la compra de moneda extranjera y se castiga al que la vende; por la peatonal Florida del centro porteño hay un vendedor cada tres metros que anuncia a viva voz la venta de dólares, euros, etc. Éstos son amigos K y no se los castiga. Espero, por ser ARGENTINO que pronto toda esta miseri y decadencia podamos dejarla atrás y volver al país civilizado que habíamos empezado a disfrutar.”

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Px — “Soy argentino, vivo en Argentina. CFK es la peor presidente desde el 1983. Es un gobierno de mafiosos, estafadores, asesinos. Nada de lo que yo pueda decir les va a dar una idea de lo mal que se vive. No espero nada, a esta altura. Quiero que se vayan del gobierno.”

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Mario — “Hola, la nota dice la verdad al 100%. Agradezco que nuestros vecinos los brasileros lean la verdadera realidad de lo nefasto que es este gobierno…la corrupcion es elevadisima, impunidad es una palabra habitual hoy en dia. Seguimos asi sin que nadie haga nada, Argentina lamentablemente esta siendo enferma de un Kancer que, sin la ayuda externa, no podremos salir… el problema que veo es que de a poco la region (sudamerica) se va contagiando del mismo mal…primero Venezuela, ahora Argentina, en poco tiempo Bolivia, despues Paraguay, Ecuador y vaya uno a saber que pasa… entiendo que Brazil esta fuera de este peligro por el momento pero no se olviden que lamentablemente seremos vecinos de por vida y, si una manzana se pudre, el cajon entero se pudre.
Un abrazo y ojala ustedes brasileros hagan algo coherente por la region.”

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Mrs. Afrodita. — “Soy Argentina y lo dicho en este articulo es 100% real. Me da verguenza ajena mi pais corrupcion a gran escala en todas las esferas! Al final el presidente de Uruguay tenia razon, esta vieja es peor que el tuerto! Gracias por reflejar nuestra actualidad!”

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Tigrao – “En Argentina un grupo mafioso sustenta el poder político. Como son mafiosos utilizan métodos gansteriles para mantenerse en el poder, desde la manipulación de datos públicos, intimidación y represión a los disidentes utilizando diversas metodologías, compra de votos, prácticas populistas de distribución de fondos públicos, distorsión de los valores y premisas constitucionales y sobre todo el vaciamento permanente y constante de dinero público y proveniente de negociados corruptos, evadiéndolos a traves de paraísos fiscales. La falta de liderazgos dentro de la oposición allanan el camino fácil de estos delincuentes. Como consecuencia, la división social creó dos grupos antagónicos: los favorecidos contra el grupo que los sustenta. Gracias por ocuparse de los problemas argentinos, porque en nuestro país la libertad de prensa está restringida.”

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GAVINO — “…totalmente cierto Ricardo lo que escribis,.pero no hace falta que te lo diga, lo sabes. La mayoria de los que comentan en contra de esta nota son blogueros pagados a tal fin por el gobierno..”

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Sebastian – “Lamentablemente el daño que los KK hicieron a la sociedad tardará no menos de 20 años en revertise, y eso es si se hacen las cosas bien desde ahora… Lamentablemente, como no se dé un giro de 180°, Argentina es una causa perdida.”

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Aldo Escudero – “Muchas gracias por la nota. Refleja la realidad argentina. Una mafia llamada peronismo esta enquistada en el poder de Argentina desde hace décadas, y ha logrado pervertir el sistema democrático y republicano, de modo tal que por un mecanismo ilegal y corrupto, extraen fondos del presupuesto nacional, usandolo parte para un enriquecimiento personal y parte para financiar campañas políticas que pervierten a grandes masas populares, convirtiendolas en “clientes politicos”, acostrumbrandolos a recibir beneficios sin trabajar, y sumergiendolos en la ignorancia y la miseria, ya que tampoco acceden a una educacion que les permita decidir libremente su futuro. Peron decia ‘zapatillas si, libros no’”.

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Tabano – “Oi Galera! Es asim. Pero muchos argentinos no compartimos en absoluto su gestión, su visión de país, ni su proyecto absolutista. No nos juzguen a todos por la idiotez de algunos! Um forte abraço pra os irmãos do Brasil! Un fuerte abrazo también para ti y para el pueblo hermano de Argentina. Su país y su pueblo son mucho más grandes que los políticos.”

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Roberto — “Esto que esta en esta nota es 100% verdad. Argentina se parece cada dia mas a nuestra madre patria Venezuela.
Gracias y un afectuoso saludo desde Argentina.”

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Ama – “Estamos muy mal Yo no confio en vos CRISTINA!!!”Eu NO confio em voce CRISTINA!!!”

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Valentina Ponce — “Muy buen articulo. Los felicito por la mirada de la realidad de mi pais. Por otro lado, como argentina estoy de acuerdo con los comentarios de mis compatriotas. Pero me gustaria agregar un par de variables a la situacion: educacion y trabajo. 10 años de asistencialismo KK mediante Planes de ayuda economica, deja como herencia dos generaciones de ignorantes y vagos. La ignorancia de los derechos basicos los vivimos diariamente con por ejemplo los cortes de ruta o la toma ilegal de tierra y la vagancia de los que no trabajan porque el estado les paga un subsidio … por no trabajar. Aun cuando en las proximas elecciones el movimiento KK se retire del gobierno, el daño ya esta hecho. Triste realidad.”

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Eugenia — “Sou Argentina, a semana passada eu estive em Brasil e foi triste demais ouvir palavras muito fortes sobre meu pais. Nossa situacon e terrible… sento muita mágoa…”

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José Ignacio Bettolli — “Como argentino, me duele la nota,que por cierto describe con claridad nuestra realidad.
Es lamentable que un país con la potencialidad del nuestro esté siendo llevado al desastre por una banda de ladrones y corruptos que se han enriquecido a costillas del pueblo.”

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Albe19 – “Soy argentino y no necesite el traductor Google y para entender la nota porque manejo el idoma. Lo peor del país son los que se creen lo que cualquier periodista dice en contra del gobierno porque solo porque si…”

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Emilio — “El cáncer argentino se llama peronismo que siempre represento a la mafia enquistada en el poder de la mano de sindicatos que (unico lugar en el mundo) son peronistas o sea oficialistas si el gobierno es peronista y paran todos los dias al pais si son de otro signo partidario, asi estamos”

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DonAlfredo — “Buena lectura. A veces el soberano (o povo) se equivoca. En toda Latinoamérica pasa. Votamos a mentirosos compulsivos. Votamos a mesianicos que reciben mensajes de pajaritos (passarinhos). Votamos a personas, no votamos equipos. Y así terminamos con miles de problemas. Ahora en Argentina, estamos en serios problemas… pero también somos un país con potencial en ese 46% que no votó al actual gobierno. El tiempo dirá. Saludos”

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Millionario –”Excelente nota. Mejor infografía!!! Así nos ven afuera… tal cual somos.”

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Ignacio — “En argentina el precio de las propiedades esta en dolares porque el peso no tiene valor, perdio la mitad de su valor en 15 meses, con lo que si alguien vendio su casa hace um ano y confio en el peso ahora se podra comprar un 60% de la casa!!! Quien quiere pesos asi???”

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Mati18 — “Soy argentino y pude leer x el traductor de google, lo peor de la situaacion en mi pais es q hay gente q cree en el relato de la presidente, muy buena nota!”

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Carla — “Muy bueno el artículo. Soy argentina y es muy frustrante tener que vivir tanta impunidad de una mujer con conflicto de inferioridad. El 18/04 vamos a hacer una protesta masiva en todo el país, en contra de esta desgraciada. Invitamos a los medios brasileños. Les recomiendo una pagina argentina que habla de la realidad de nuestro país. http://www.relatodelpresente.com”

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Juan – “La mayoría de lo que dice el artículo es verdad. Y sólo se refiere a lo económico, lo demás (inseguridad, salud, educación, deuda interna social, desmantelación de prensa libre y sobre todo corrupción) es algo que aplasta y divide actualmente a la Argentina prácticamente en dos polos contrarios. Desde afuera nos ven (acertadamente) como una patética obra teatral tragi-cómica. Desde adentro, es peor. Buen artículo y excelente retrato de Cristina. Saludos desde Argentina. El 18 de Abril habrá manifestación popular por todo lo mencionado.”

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Javier – 04/04/2013 às 17:38 — “Hola, soy otro argentino que aprueba 100% lo expuesto en esta nota. Lamentablemente aca lo llmamos “relato” donde el gobierno nos cuenta su propia version de los hechos armado a su medida politica. Lamentablemente la ciudad y la provincia de buenos aires desde hace dos dias esta padeciendo la catastrofe de las inundaciones. El gran porcentaje de ayuda es gracias a las donaciones de los ciudadanos. Hay ausencia de estado, tanto para hacer obras preventivas como para elaborar un plan de emergencia sanitaria. Hay mucho desconformismo debido a la presencia en zonas afectadas de politicos oportunistas que se presentan a mostrarse para la foto, para ganar la opinion publica, recordemos que en octubre hay elecciones legislativas donde el gobierno nacional se juega la renovacion de bancas de diputados los cuales le ayudarian a modificar la constitucion para un tercer mandato. Muchos se atreven a comparar este gobierno con gobiernos militares, por su forma de autoritarismo y prepotencia como de ciertos manejos de fondos publicos y manejo de la informacion.

Estamos lejos de ser una dictadura, pero en lineas generales un 80% de los medios estan controlados por el estado por amigos que los han adquirido estos ultimos tiempos o por otros que se vuelcan a ellos por la pauta publicitaria que se otorga no por cantidad de audiencia sino por afinidad y comentarios favorables al gobierno.
(…)
Saludos”

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Angel – 03/04/ — “Otra decada perdida, inflacion ..inseguridad juridica..corrupcion ..tipo de cambio ficticio…crearon un relato y crearon resentimiento social…la crisis se acerca como cada diez anios…”

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07/12/2013

às 18:00 \ Política & Cia

A Rainha Má e suas Fábulas Fabulosas

"E o espelho foi assentado pra convencer a Rainha Nociva de que ela não é tão bisca quanto pensa que é, embora boa bisca não seja" (Imagem: Disney)

“E o espelho foi assentado pra convencer a Rainha Nociva de que ela não é tão bisca quanto pensa que é, embora boa bisca não seja” (Imagem: Disney)

Por Neil esopo Ferreira, publicado no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo

A RAINHA MÁ E SUAS FÁBULAS FABULOSAS

Neil Ferreira

Se você espera um final educativo como nas fábulas que conhecemos, pode tirar o unicórnio da chuva, aqui nada há de educativo. Começa com um afano: afanei do Millôr o título “Fábulas Fabulosas”,

“— Espelho espelho meu, existe alguma Rainha Má mais Rainha Maldosa do que eu ?” Ao que o espelho responde : “— Existe, minha Rainha Péssima”. O espelho finge que a bajula, mentindo que há piores do que ela. Não há.

No DataFalha, a Rainha Malíssima Malfeitora ganharia o trono no primeiro turno; correto, ganharia. Vivemos no país do quanto pior melhor. Se ela é a pior, melhor.

Nem La Loca de Buenos Aires é pior do que ela. Nem Genoino e seu “principio de infarto”, lenda urbana mais que desmentida, que renunciou ao cargo de deputado mas não sei se renunciou à aposentadoria de mais de 26 mil dinheiros e mordomias como o camarote de luxo no Hospital Circo Libanês.

A “grave doença” quadradamente desmentida pela junta médica independente que o examinou, e não a “runta” de esculápios cubanos não revalidados, foi diagnosticada como “stress psicológico”.

Talvez isso seja 00_171, com licença pra corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Se “stress psicológico” for o que penso que é, qualquer um de nós que enfrenta a corrupção desse governo, os impostos que a sustentam e o trânsito enlouquecedor, está apto a exigir igual benefício.

Você receberá milionários dois mínimos por mês, muito longe das 26 mil pilas dos heróis da Pátria, que metem nos bolsos os resultados do vergonhoso “Marketing Dos Mártires”.

O espelho teria tido participação intelectual no assassinato de alguém de muita importância, não tenho peito de sair falando o nome do de cujus. Num vi nada num çei di nada, afanei mais esta e seu sutaque castiço.

(“Sutaque”, do Lelélião: sotaque; Novílingua, ex.: “Noço mudelo de privataria é menas privataria du quê u delis”).

Você sabe quem é o espelho; era dono do notório Corsinha preto que ia do ABC a Sumpólo, supostamente levando bufunfa viva não sei pra quem . (Sei) e me faço de sonso. É alto quadro do PC – Partido do Caixa (caixa dois, três, quatro).

Disse o espelho “— Há ‘o’ Rainha, mandante do MST”, que não é “a” Rainha, mas é tão mau quanto a Rainha. Mandou invadir 25 propriedades para protestar contra a prisão do Vice-Chefão da Quadrilha, condenado e sentenciado.

Pega uma cana 5 estrelas, com assessora de imprensa que assina matérias super favoráveis a ele no Estadão, dá entrevista a toda hora, é o ai Jesus da Mônica Bérgamo, da Falha de S.Paulo.

O Poderoso Chefão de Todos os Chefões, estamos José Serra (carecas) de saber, é aquele cuja exceção no banco dos réus fez do Julgamento do Mensalão um “Julgamento de Exceção”, como os réus condenados e sentenciados não se cansam de afirmar.

O Vice-Chefão vai trabalhar no hotel 5 Saint Peters (não vai mais), onde passará o dia, comerá e beberá do bom e do melhor e fumará charutos Cohiba de 30 dólares a baforada fedida — não sei se terá toda essa mordomia na cana que vai ter que puxar, acho que terá.

Presos sem pedigree, não mensaleiros, exibem cartazes tipo: “Queremos Prisão Padrão Mensalão!”

Fernandinho Beira-Mar e Marcola também exigem Padrão Mensalão; nos seus embargos infringentes alegam que a Isonomia está na Constituição.

Beira-Mar é honesto traficante da puríssima Snow White e da prisão garante a qualidade da mercadoria. Marcola, intelectual, empresário que dá de dez no Eike, C.E.O do PCC, do qual é criador, e agudo crítico das forças oficiais “— Essas forças são fracas”, afirma; está certo, digo eu.

O espelho foi assentado pra convencer a Rainha Nociva de que ela não é tão bisca quanto pensa que é, embora boa bisca não seja. Querem baixar sua bola em matéria de malfeitorias porque sabem que quanto pior melhor.

"E o Capo di tutti capo é aquele cuja exceção no banco dos réus fez do Julgamento do Mensalão um 'Julgamento de Exceção'” (Foto: Gustavo Miranda / O Globo)

“E o Capo di tutti capo é aquele cuja exceção no banco dos réus fez do Julgamento do Mensalão um ‘Julgamento de Exceção’” (Foto: Gustavo Miranda / O Globo)

Sendo ela a pior, é a melhor e aí ambiciona passar uma rasteira no Poderoso Chefão Mensaleiro. No pasará!

Não há bisca mais bisca do que essa, que provou sua presença nas “Diretas Já” com foto tão fajuta que parecia os dossiês fajutos, pegos no pulo, fajutados pra sujar FHC , dona Ruth e Serra.

Pra mim o Chefão de Todos os Chefões breganhou sua alma com o Barzabu, em troca das fortunas política e da cantante e sonante. Fala-se em bilhões; dizem que nada de braçada na sua banheira expropriada do Tio Patinhas.

A Rainha Maligna cresceu mamando nas Fábulas Fabulosas d´antanho: “Nunca antes na história deçepaíz”, “Lulinha Paz e Amor”, “Fome Zero”, “Mensalão num ingistiu”, “Num çei di nada num vi nada”. E as recentes, da sua lavra: “Seis Mil Creches”, “16% de redução na conta da luz”, “Mãe do Pac”, “Minha casa minha vida” (parece que está dando a casa dela de presente), “Inflação sob controle”, “Pibinho de 0,9% sobe pra 2,5%”, depois sobe pra 1,5%, e sobe pra 1%, tudo palpite do Mago MerlínTega e suas poções (des)encantadas.

“— Numa eleição pode-se fazer o Diabo”, a Bruxa Rainha MáLigna ensinou e está fazendo. Você liga a tv e lá está ela crocitando blá blá blá. Os Crasse-Merdistas Emergentes a engolem com sofreguidão, temperada com o Bolsa família; votam nela e a elegem.

Rainha Má Luca Apaixonada – Por – Si – Mesma (só ela pra se apaixonar por ela mesma) berra para os 45 milhões que não votaram nela: “—Vocês vão ter que me engolir”.

“— Essa não! Essa é minha!” grita Zagalo com toda razão.

E os 45 milhões que não votaram e nem votarão nela, estão aí, 45.000.000.0 (2) Perdidos Numa Noite Suja, saravá Plínio Marcos.

01/12/2013

às 15:30 \ Vasto Mundo

Efeito Orloff?

Dilma e Cristina, seguindo um (bom?) conselho: mudar para permanecer igual -- e vice-versa (Foto: AP)

Dilma e Cristina, seguindo um (bom?) conselho: mudar para permanecer igual — e vice-versa (Foto: AP)

Do blog Política & Economia Na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros

EFEITO ORLOFF?

Preste-se atenção: pressionada pelas urnas e pela insatisfação do empresariado, a presidente Cristina Kirchner, da Argentina, trocou a base de sua equipe econômica.

Informações procedentes de Buenos Aires indicam que o radicalismo anterior será atenuado, aos poucos. Vai mudar alguma coisa, nem que seja, como ensinava o príncipe Salinas, personagem de O Leopardo, de Lampedusa, “para as coisas permanecerem como estão”.

Enquanto isto, em um país mais tropical que a Argentina, estão crescendo as pressões para que a política econômica volte aos eixos do primeiro governo Lula, por sua vez uma continuidade da última fase do segundo governo FHC.

 

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