Blogs e Colunistas

Cristina Kirchner

24/05/2013

às 14:00 \ Vasto Mundo

Medo do governo de Cristina Kirchner faz argentinos recorrerem ao dólar. Vejam os números

Na Argentina, os dólares ficam embaixo do colchão (Foto: StockPhoto)

Na Argentina, os dólares ficam embaixo do colchão (Foto: StockPhoto)

3 de cada 5 dólares que os argentinos possuem não são declarados.

Com medo da inflação e do caos econômico do governo Cristina Kirchner, eles guardam esse dinheiro em contas no exterior, em cofres privados ou o escondem em casa

170 bilhões de dólares, o equivalente a 35% do PIB da Argentina, é o valor dessa reserva paralela.

Ela é quatro vezes maior que as reservas do Banco Central argentino, o Banco de la República. Na semana passada, Cristina prometeu que anistiaria quem repatriasse dólares não declarados mantidos no exterior

700.000 argentinos, ou 1,6% da população, alugam cofres particulares.

De cada cinco cofres do vizinho Uruguai, um está alugado para um cidadão argentino

(Texto publicado na seção “Panorama” da edição de VEJA que está nas bancas)

06/05/2013

às 17:12 \ Vasto Mundo

VÍDEO MUITO ILUSTRATIVO: Cristina Kirchner, tropeçando nas palavras, revela ignorância espantosa ao afirmar que diabetes é doença “de gente de alto poder aquisitivo”

Cristina Kirchner no lançamento do “Plano Argentina 2020″

Cristina Kirchner no lançamento do “Plano Argentina 2020″

Amigas e amigos, vejam no vídeo abaixo o baixo nível de informação, inadmissível em uma presidente de República, revelado pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em fala quando do lançamento, dias atrás, do Plano Argentina 2020, um programa de investimentos do Estado para os próximos anos, o que inclui saúde pública.

Lá pelas tantas, ao falar sobre o diabetes, a presidente, revelando ignorância espantosa, afirma:

– É uma enfermidade de gente de alto poder aquisitivo, porque são sedentários, porque comem muito, enfim, com o qual, óbvio… é para todos, não somente para quem tem dinheiro, mas digamos que a diabetes… sim… é uma enfermidade para gente com determinado poder aquisitivo.

Na verdade, em países como o Brasil (que tem 12 milhões de diabéticos) e a Argentina, o diabetes é justamente o oposto: é doença majoritariamente de pobre, como sabem os profissinais de saúde pública.

De pessoas que não raro comem muito mas, por falta de dinheiro, comem mal, com ênfase em massas, pão branco, bolachas doces e recheadas, salgadinhos, refrigerantes como a tubaína – uma montanha de alimentos industrializados de preços baixos, muita caloria e nada de fibras e proteínas. Alimentos que engordam sem nutrir da forma adequada.

Tanto é assim que a colega brasileira de Cristina, a presidente Dilma Rousseff, abordou o tratamento do diabetes e o acesso a medicamentos para tratá-lo como parte da “inclusão social” no Brasil, em discurso proferido na ONU há um ano e meio, que você pode consultar aqui.

Cristina lembra Lula em sua famosa fala lamentando que a Terra não seja quadrada

No vídeo, mostrando não estar informada nem a respeito de problemas a respeito dos quais ela própria deve cuidar-se, Cristina trava um difícil duelo com a pronúncia de “triglicérides”, uma das gorduras presentes no sangue que, tal como o colesterol, deve ser controlada, especialmente em pessoas acima dos 50 anos, se atrapalha com outra palavra, “liofilização”, e sua explicação de como age a luz solar na clorofila lembra Lula lamentando que a Terra não seja quadrada, porque o formato livraria o Brasil da poluição dos países industrializados.

Brincalhões argentinos montaram o vídeo de forma a inserir, após os tropeços da presidente, o famoso ataque de riso que Bill Clinton teve durante entrevista conjunta com o então presidente russo Boris Yieltsin, e o presidente Barack Obama rindo-se de alguma coisa.

Confiram a performance admirável da Viúva da Casa Rosada:

02/05/2013

às 14:07 \ Vasto Mundo

BOLÍVIA: Firula jurídica bolivariana vai levar Morales a um terceiro mandato. A moda está pegando: Venezuela, Equador, agora a Bolívia, daqui a pouco a Argentina…

O salário mínimo da Bolívia equivale a 167 dólares (Foto: Herwig Prammer / Reuters)

Morales: seguindo a trilha "bolivariana", um terceiro mandato consecutivo a caminho (Foto: Herwig Prammer / Reuters)

Amigas e amigos do blog, a moda — melhor dizendo, a praga – está pegando.

Primeiro, foi o caudilho da Venezuela, Hugo Chávez , que, por meio de um plebiscito em que a oposição mal teve tempo de fazer campanha, conseguiu, em 2009, mudar a Constituição que ele próprio engendrara para possibilitar a reeleição do presidente (no caso, ele próprio) sem limite de vezes.

Tratou-se de mais uma das incontáveis malandragens do falecido inventor do “bolivarianismo” ou do “socialismo do século XXI” que — mesmo com superpoderes nas mãos –, perdera feio, dois anos antes, plebiscito anterior sobre o mesmo assunto e que incluía outras 32 alterações constitucionais.

Depois, chegou a vez de outro presidente “bolivariano”, Rafael Correa, do Equador. A Constituição só permite uma reeleição mas, como só foi aprovada em 2007, durante o primeiro mandato de Correa, o presidente obteve uma interpretação benévola da Carta, a primeira eleição não ficou valendo para a regra — e lá se foi ele para o terceiro mandato, em fevereiro passado. Um mandatozinho de SEIS anos.

A próxima será a ilustríssima senhora presidente da Argentina, a eterna viúva Cristina Kirchner. Já está tudo montado para mais esse passo do país vizinho para isso — se os argentinos, cada vez indo às ruas com mais disposição contra o governo autoritário, deixarem.

Lula não é santo. Namorou, com olhos compridos, um terceiro mandato, sim, senhores. Namorou a sério. Desistiu depois quer verificou em várias votações no Senado, sobretudo na derrubada da CPMF, que o governo tanto queria, não ter em hipótese alguma a maioria de três quintos para mudar a Constituição e permanecer 12 anos consecutivos no Planalto.

Saiu, naturalmente, como um grande democrata, que amaldiçoou FHC pela reeleição, desfrutou, depois, dela, e agora quer o mesmo para Dilma.

Em tempo: na Colômbia, cujo governo “de direita” nossos lulopetistas tanto desprezam, o popularíssimo presidente Álvaro Uribe, que com grande sucesso vinha vergando a espinha dos narcoterroristas das chamadaqs “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (Farc), tentou mudar a Constituição em 2010 para permanecer mais quatro anos no poder.

O Congresso rejeitou a emenda. Uribe elegeu o sucessor, seu ministro da Defesa, Juan Manuel Santos. Os dois hoje estão politicamente afastados.

Mas vejam, abaixo, o que fez o “cumpanhêro” bolivariano Evo Morales, que com certeza será eleito pela terceira vez no pleito deste ano. Alguém pode imaginar que o pobre Tribunal Constitucional da Bolívia, mencionado no texto, tenha alguma independência?

Reportagem publicada no site de VEJA

O Tribunal Constitucional da Bolívia aprovou nesta segunda-feira a candidatura ao terceiro mandato do atual presidente Evo Morales e de seu deu vice, Alvaro García, nas próximas eleições gerais do país, em 2014.

A medida permite que Morales possa se reeleger pela segunda vez consecutiva desde que chegou ao poder em 2005. A decisão provocou uma onda de protestos da oposição, que alegou que ela fere a Constituição do país, que autoriza apenas uma reeleição em mandatos consecutivos.
 Leia também: Bolívia leva disputa com o Chile à Corte Internacional de Justiça

 

 

‘Refundação’

Em defesa de seu posicionamento, o presidente do Tribunal, Ruddy Flores, disse que, após a publicação da Carta Magna de 2009, o país foi “refundado” como um Estado Plurinacional e, por isso, Morales estaria cumprindo apenas seu primeiro mandato dessa nova fase da Bolívia. “O mandato presidencial se computa desde a refundação”, disse.

Segundo Flores, o órgão decidiu em favor da postulação do atual presidente em resposta a uma consulta feita pelo Parlamento a pedido do partido governista.
Herdeiro da agenda bolivariana, Evo Morales defende a não computação do seu primeiro período como presidente (2006-2010) desde 2009, quando foi reeleito. Segundo ele, esse mandato não completou o período legal de cinco anos, uma vez que foi encurtado para apenas um, pois aconteceu antes da nova Constituição do país.
Se for reeleito, Morales governará a Bolívia até o ano de 2019 e se transformará no presidente boliviano a permanecer mais tempo no poder.
(Com agências EFE e Reuters)

20/04/2013

às 10:06 \ Disseram

Cristina Kirchner: “É cada panaca que fala ao microfone”

“É cada panaca que fala ao microfone”

Cristina Kirchner, presidente da Argentina, em recado ao colega uruguaio José Mujica, que no mês passado a chamou de velha, sem saber que a fala estava sendo transmitida ao vivo pela internet

17/04/2013

às 20:34 \ Vasto Mundo

A FALTA QUE FAZ A LIBERDADE DE IMPRENSA: reportagem crítica de VEJA ao governo Cristina Kirchner cai na web e milhares de leitores argentinos visitam o blog — para concordar com o que publicamos

(CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)

(CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)

Amigas e amigos, o blog está sendo visitado por milhares de leitores da Argentina — até agora, mais de 30 mil –, atraídos por reportagem de VEJA mostrando as tramoias econômicas do governo da presidente Cristina Kirchner e reproduzida neste espaço no dia 29 de março.

Num país em que a liberdade de imprensa está cada vez mais restrita pela prepotência do kirchnerismo, e em que poucos veículos de imprensa têm coragem de publicar verdades que o governo detesta, foi só ser publicada nota a respeito no site do tradicionalíssimo jornal La Nación (fundado em 1870) na segunda-feira, 15, que a reportagem se espalhou para todo lado: o próprio jornal voltou ao assunto no dia seguinte, e o tema foi reproduzido também no Yahoo argentino e, entre outros, no site urgente24.

Abaixo, uma amostra dos comentários de leitores argentinos que confirmam o retrato triste que VEJA fez da situação da Argentina, seu governo e sua economia, e elogiam a revista e o blog. Os leitores estão identificados com o nome com que se apresentaram e os textos são reproduzidos da forma como vieram. Alguns, num português canhestro, utilizaram o Google Tradutor para enviar suas mensagens.

Confiram:

Dito – “Lastimoso que la realidad de Argentina la conozcan mejor en el exterior que en el propio país… Estamos como cuando teníamos que escuchar radios de otros países para saber cómo iba la guerra de Malvinas…”

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Fabian — “lo que dice este articulo es totalmente cierto y cualquier argentino que aparezca aqui diciendo lo contrario es un amigo del gobierno que quiere seguir haciendo creer la mentira en la que nos tienen desde hace tiempo. La prueba son las innumerables empresas extranjeras que cerraron y se fueron, y ni hablar de las empresas argentinas que se fundieron!!!”

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Francisco — “Hola gente, soy argentino. Excelente nota, coincido 100 % con lo dicho por Valentina Ponce.
Por suerte en Argentina existe un periodismo que bajo altísima presión de los medios oficiales sigue mostrando las barbaridades que hace el gobierno K. El gobierno K está desesperado por demostrar de cualquier manera que la verdad mostrada y demostrada, documentada legalmente, es mentira. Existe una máquina de decir barbaridades, que permite obrar con prepotencia inusual a los mismos funcionarios políticos para imponer “su” verdad. Es como si estuvieran viviendo en Argentina y mirando la calidad de vida en Mónaco. A principio de semana se anunció el congelamiento de los precios de los combustibles por 6 meses. En las últimas 48 horas YPF (petrolera oficial) ya lo aumentó más del 10 %. Está prohibida la compra de moneda extranjera y se castiga al que la vende; por la peatonal Florida del centro porteño hay un vendedor cada tres metros que anuncia a viva voz la venta de dólares, euros, etc. Éstos son amigos K y no se los castiga. Espero, por ser ARGENTINO que pronto toda esta miseri y decadencia podamos dejarla atrás y volver al país civilizado que habíamos empezado a disfrutar.”

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Px — “Soy argentino, vivo en Argentina. CFK es la peor presidente desde el 1983. Es un gobierno de mafiosos, estafadores, asesinos. Nada de lo que yo pueda decir les va a dar una idea de lo mal que se vive. No espero nada, a esta altura. Quiero que se vayan del gobierno.”

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Mario — “Hola, la nota dice la verdad al 100%. Agradezco que nuestros vecinos los brasileros lean la verdadera realidad de lo nefasto que es este gobierno…la corrupcion es elevadisima, impunidad es una palabra habitual hoy en dia. Seguimos asi sin que nadie haga nada, Argentina lamentablemente esta siendo enferma de un Kancer que, sin la ayuda externa, no podremos salir… el problema que veo es que de a poco la region (sudamerica) se va contagiando del mismo mal…primero Venezuela, ahora Argentina, en poco tiempo Bolivia, despues Paraguay, Ecuador y vaya uno a saber que pasa… entiendo que Brazil esta fuera de este peligro por el momento pero no se olviden que lamentablemente seremos vecinos de por vida y, si una manzana se pudre, el cajon entero se pudre.
Un abrazo y ojala ustedes brasileros hagan algo coherente por la region.”

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Mrs. Afrodita. — “Soy Argentina y lo dicho en este articulo es 100% real. Me da verguenza ajena mi pais corrupcion a gran escala en todas las esferas! Al final el presidente de Uruguay tenia razon, esta vieja es peor que el tuerto! Gracias por reflejar nuestra actualidad!”

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Tigrao – “En Argentina un grupo mafioso sustenta el poder político. Como son mafiosos utilizan métodos gansteriles para mantenerse en el poder, desde la manipulación de datos públicos, intimidación y represión a los disidentes utilizando diversas metodologías, compra de votos, prácticas populistas de distribución de fondos públicos, distorsión de los valores y premisas constitucionales y sobre todo el vaciamento permanente y constante de dinero público y proveniente de negociados corruptos, evadiéndolos a traves de paraísos fiscales. La falta de liderazgos dentro de la oposición allanan el camino fácil de estos delincuentes. Como consecuencia, la división social creó dos grupos antagónicos: los favorecidos contra el grupo que los sustenta. Gracias por ocuparse de los problemas argentinos, porque en nuestro país la libertad de prensa está restringida.”

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GAVINO — “…totalmente cierto Ricardo lo que escribis,.pero no hace falta que te lo diga, lo sabes. La mayoria de los que comentan en contra de esta nota son blogueros pagados a tal fin por el gobierno..”

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Sebastian – “Lamentablemente el daño que los KK hicieron a la sociedad tardará no menos de 20 años en revertise, y eso es si se hacen las cosas bien desde ahora… Lamentablemente, como no se dé un giro de 180°, Argentina es una causa perdida.”

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Aldo Escudero – “Muchas gracias por la nota. Refleja la realidad argentina. Una mafia llamada peronismo esta enquistada en el poder de Argentina desde hace décadas, y ha logrado pervertir el sistema democrático y republicano, de modo tal que por un mecanismo ilegal y corrupto, extraen fondos del presupuesto nacional, usandolo parte para un enriquecimiento personal y parte para financiar campañas políticas que pervierten a grandes masas populares, convirtiendolas en “clientes politicos”, acostrumbrandolos a recibir beneficios sin trabajar, y sumergiendolos en la ignorancia y la miseria, ya que tampoco acceden a una educacion que les permita decidir libremente su futuro. Peron decia ‘zapatillas si, libros no’”.

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Tabano – “Oi Galera! Es asim. Pero muchos argentinos no compartimos en absoluto su gestión, su visión de país, ni su proyecto absolutista. No nos juzguen a todos por la idiotez de algunos! Um forte abraço pra os irmãos do Brasil! Un fuerte abrazo también para ti y para el pueblo hermano de Argentina. Su país y su pueblo son mucho más grandes que los políticos.”

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Roberto — “Esto que esta en esta nota es 100% verdad. Argentina se parece cada dia mas a nuestra madre patria Venezuela.
Gracias y un afectuoso saludo desde Argentina.”

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Ama – “Estamos muy mal Yo no confio en vos CRISTINA!!!”Eu NO confio em voce CRISTINA!!!”

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Valentina Ponce — “Muy buen articulo. Los felicito por la mirada de la realidad de mi pais. Por otro lado, como argentina estoy de acuerdo con los comentarios de mis compatriotas. Pero me gustaria agregar un par de variables a la situacion: educacion y trabajo. 10 años de asistencialismo KK mediante Planes de ayuda economica, deja como herencia dos generaciones de ignorantes y vagos. La ignorancia de los derechos basicos los vivimos diariamente con por ejemplo los cortes de ruta o la toma ilegal de tierra y la vagancia de los que no trabajan porque el estado les paga un subsidio … por no trabajar. Aun cuando en las proximas elecciones el movimiento KK se retire del gobierno, el daño ya esta hecho. Triste realidad.”

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Eugenia — “Sou Argentina, a semana passada eu estive em Brasil e foi triste demais ouvir palavras muito fortes sobre meu pais. Nossa situacon e terrible… sento muita mágoa…”

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José Ignacio Bettolli — “Como argentino, me duele la nota,que por cierto describe con claridad nuestra realidad.
Es lamentable que un país con la potencialidad del nuestro esté siendo llevado al desastre por una banda de ladrones y corruptos que se han enriquecido a costillas del pueblo.”

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Albe19 – “Soy argentino y no necesite el traductor Google y para entender la nota porque manejo el idoma. Lo peor del país son los que se creen lo que cualquier periodista dice en contra del gobierno porque solo porque si…”

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Emilio — “El cáncer argentino se llama peronismo que siempre represento a la mafia enquistada en el poder de la mano de sindicatos que (unico lugar en el mundo) son peronistas o sea oficialistas si el gobierno es peronista y paran todos los dias al pais si son de otro signo partidario, asi estamos”

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DonAlfredo — “Buena lectura. A veces el soberano (o povo) se equivoca. En toda Latinoamérica pasa. Votamos a mentirosos compulsivos. Votamos a mesianicos que reciben mensajes de pajaritos (passarinhos). Votamos a personas, no votamos equipos. Y así terminamos con miles de problemas. Ahora en Argentina, estamos en serios problemas… pero también somos un país con potencial en ese 46% que no votó al actual gobierno. El tiempo dirá. Saludos”

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Millionario –”Excelente nota. Mejor infografía!!! Así nos ven afuera… tal cual somos.”

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Ignacio — “En argentina el precio de las propiedades esta en dolares porque el peso no tiene valor, perdio la mitad de su valor en 15 meses, con lo que si alguien vendio su casa hace um ano y confio en el peso ahora se podra comprar un 60% de la casa!!! Quien quiere pesos asi???”

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Mati18 — “Soy argentino y pude leer x el traductor de google, lo peor de la situaacion en mi pais es q hay gente q cree en el relato de la presidente, muy buena nota!”

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Carla — “Muy bueno el artículo. Soy argentina y es muy frustrante tener que vivir tanta impunidad de una mujer con conflicto de inferioridad. El 18/04 vamos a hacer una protesta masiva en todo el país, en contra de esta desgraciada. Invitamos a los medios brasileños. Les recomiendo una pagina argentina que habla de la realidad de nuestro país. http://www.relatodelpresente.com”

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Juan – “La mayoría de lo que dice el artículo es verdad. Y sólo se refiere a lo económico, lo demás (inseguridad, salud, educación, deuda interna social, desmantelación de prensa libre y sobre todo corrupción) es algo que aplasta y divide actualmente a la Argentina prácticamente en dos polos contrarios. Desde afuera nos ven (acertadamente) como una patética obra teatral tragi-cómica. Desde adentro, es peor. Buen artículo y excelente retrato de Cristina. Saludos desde Argentina. El 18 de Abril habrá manifestación popular por todo lo mencionado.”

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Javier – 04/04/2013 às 17:38 — “Hola, soy otro argentino que aprueba 100% lo expuesto en esta nota. Lamentablemente aca lo llmamos “relato” donde el gobierno nos cuenta su propia version de los hechos armado a su medida politica. Lamentablemente la ciudad y la provincia de buenos aires desde hace dos dias esta padeciendo la catastrofe de las inundaciones. El gran porcentaje de ayuda es gracias a las donaciones de los ciudadanos. Hay ausencia de estado, tanto para hacer obras preventivas como para elaborar un plan de emergencia sanitaria. Hay mucho desconformismo debido a la presencia en zonas afectadas de politicos oportunistas que se presentan a mostrarse para la foto, para ganar la opinion publica, recordemos que en octubre hay elecciones legislativas donde el gobierno nacional se juega la renovacion de bancas de diputados los cuales le ayudarian a modificar la constitucion para un tercer mandato. Muchos se atreven a comparar este gobierno con gobiernos militares, por su forma de autoritarismo y prepotencia como de ciertos manejos de fondos publicos y manejo de la informacion.

Estamos lejos de ser una dictadura, pero en lineas generales un 80% de los medios estan controlados por el estado por amigos que los han adquirido estos ultimos tiempos o por otros que se vuelcan a ellos por la pauta publicitaria que se otorga no por cantidad de audiencia sino por afinidad y comentarios favorables al gobierno.
(…)
Saludos”

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Angel – 03/04/ — “Otra decada perdida, inflacion ..inseguridad juridica..corrupcion ..tipo de cambio ficticio…crearon un relato y crearon resentimiento social…la crisis se acerca como cada diez anios…”

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17/04/2013

às 16:24 \ Vasto Mundo

Uma boa notícia: o “bolivarianismo” será varrido do mapa no Paraguai na eleição de domingo

Junho de 2012: em Mendoza, Argentina, Cristina Kirchner (centro), como anfitriã, anuncia a decisão do Mercosul de suspender o Paraguai e de admitir a Venezuela no grupo (Foto: Agência Brasil)

Democratas da América Latina, alegrem-se. Além do golpe duríssimo que sofreu em sua própria “pátria”, a Venezuela, onde metade do país votou contra o herdeiro do caudilho Hugo Chávez, o “socialismo do século XXI” e do “bolivarianismo” vai sumir do mapa em outro país até há pouco alinhado com os países latino-americanos “inimigos do imperialimo”, o Paraguai.

De fato, nas eleições do próximo domingo, 21, os dois candidatos que disparam na liderança das pesquisas de opinião são de partidos tradicionais: o empresário conservador Horacio Cartes, do velho Partido Colorado que governou por mais de 100 anos o Paraguai — durante a maior parte do tempo ditatorialmente –, e o advogado, ex-senador e ex-ministro Efraín Alegre, do Partido Liberal Radical Autêntico.

O ex-presidente “bolivariano” Fernando Lugo, ex-bispo católico pai de filhos afastado pelo Congresso paraguaio no ano passado, nem concorre mais ao governo: disputa uma cadeira no Senado por uma certa Frente Guasu, cujo aspirante presidencial mal sai de 1% dos votos.O vice que o substituiu e vai passar a faixa ao sucessor, Frederico Franco, é do mesmo Partido Liberal de Alegre.

O antigo partido de Lugo, a coligação de esquerda Aliança Patriótica pela Mudança, nem existe mais. E o candidato de outra frente de esquerda, o apresentador de televisão Mario Ferreiro, não ligado a Lugo, aparece muito distante dos candidatos tradicionais.

Horacio Cartes e Efrain Alegre, os dois favoritos são de partidos tradicionais, inteiramente distantes do "bolivarianismo" (Fotos: MercoPress :: EFE)

Horacio Cartes e Efrain Alegre, os dois favoritos são de partidos tradicionais, inteiramente distantes do "bolivarianismo" (Fotos: MercoPress :: EFE)

O impeachment de Lugo, embora transcorrido de acordo com os mandamentos constitucionais do Paraguai, não foi aceito pelos governos dos demais países do Mercosul — Brasil, Argentina e Uruguai.

Numa manobra articulada pela presidente argentina Cristina Kirchner, à qual se associou alegremente a presidente Dilma Rousseff, os respectivos governos consideraram que houve um “golpe” contra Lugo e, numa reunião em Mendoza (Argentina), em junho do ano passado, suspenderam o Paraguai do grupo.

A manobra destinou-se a permitir que o regime autoritário da Venezuela driblasse a “cláusula democrática” do Mercosul e fosse admitida no grupo, uma vez que o Senado do Paraguai — que deveria aprovar a adesão venezuelana — recusava-se a aceitá-la devido às características do chavismo.

A cláusula democrática, que segue norma da mesma índole da União Europeia, foi concebida nos anos 80 pelos então presidentes do Brasil, José Sarney, e da Argentina, Raúl Alfonsín, visando não permitir que regimes ditatoriais se associassem ao Mercosul.

A suspensão do Paraguai deve vigorar até a conclusão da eleição presidencial. E o Paraguai que retornará ao grupo será muito diferente do país “bolivariano” do bispo Lugo.

07/04/2013

às 19:00 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: Sobre “velhas”, “caolhos” e ofensas — ou não

A declaração foi infeliz, pois não se deve pegar pesado com uma senhora idosa (Foto: El Pais)

O chanceler argentino reclamou que Mujica (foto) ofendeu o falecido ex-presidente Néstor Kirchner -- mas se esqueceu de que ofensa, se houve, foi contra a viúva, a presidente Cristina Kirchner (Foto: El Pais)

Por Carlos Brickmann

OLHOS NOS OLHOS

Crise brava entre dois vizinhos: o presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, sem perceber que o microfone estava ligado, comentou, a respeito da presidente argentina Cristina Kirchner, que “essa velha é pior que o caolho”.

O caolho é o falecido presidente Néstor Kirchner, marido de Cristina.

E esta foi só a primeira falha diplomática.

Em seguida, o chanceler argentino, Hector Timmerman, partiu para nova gafe: considerou “inaceitável que comentários que ofendem a memória de uma pessoa falecida, que não pode replicar nem defender-se, tenham sido feitos por alguém a quem o dr. Kirchner considerava seu amigo”.

Só que Pepe Mujica não ofendeu a memória de ninguém: disse que Néstor Kirchner era caolho, e Néstor Kirchner era caolho mesmo. Caolho, no caso de Kirchner, não é ofensa, é descrição.

Mujica poderia ter dito que o ex-presidente argentino tinha olhos atraentes, já que um atraía o outro; ou que se esforçava tanto para abarcar a realidade que cada olho buscava uma ponta do cenário. Mas preferiu a linguagem coloquial, embora absolutamente precisa. Teria sido indelicado, havemos de convir, se o chamasse de “aquele vesguinho”.

Já a terceira falha diplomática não tem perdão – nem do lado argentino, nem do lado uruguaio. O chanceler argentino reclamou apenas das referências a Néstor Kirchner, esquecendo-se de que o alvo dos comentários de Mujica era a atual presidente, Cristina. Deveria tê-la defendido, claro.

E Mujica foi muito grosso: qualquer cavalheiro sabe que não se deve pegar pesado com uma senhora idosa.

Compromisso compromissado

Discurso da presidente Dilma Rousseff em Fortaleza, Ceará, sobre a prioridade à educação:

– Eu queria dizer para vocês, nesta noite, aqui no Ceará, em Fortaleza e nessa escola, o compromisso forte, o compromisso que é um compromisso que eu diria o maior compromisso do meu governo. Porque é que o compromisso com a educação tem que ser o maior compromisso de um governo.

Prioridade do compromisso

Tudo tem de ser feito degrau a degrau, etapa por etapa.

Por exemplo, antes de aprender a escrever, os estudantes têm de aprender a falar.

06/04/2013

às 19:00 \ Vasto Mundo

VÍDEO (para rir ou chorar): o presidente do Uruguai dizendo que a colega argentina Cristina Kirchner, “essa velha”, é “pior” do que “o vesgo” (o ex-presidente Néstor Kirchner)

O caso aconteceu na sexta-feira, rendeu um incidente diplomático entre o Uruguai e a Argentina, como já foi muito divulgado, mas vale a pena ver o pedaço do vídeo que deu origem a tudo.

Durante um encontro com Mario Pereyra, prefeito da cidade de Sarandi, no norte do Uruguai, próximo à fronteira com o Brasil, o presidente uruguaio José Mujica, sem saber que o microfone de gravação estava aberto, revelou-se o sujeito simples, direto e sem papas na língua que acabou conquistando os eleitores na disputa presidencial de 2009 no país — e atropelou as normas diplomáticas.

Referiu-se à presidente Cristina Kirchner como “a velha”e a seu marido e antecessor no cargo, o falecido Néstor Kirchner, como “o vesgo” (Kirchner era estrábico), opinou que Cristina é “pior” do que o marido e por aí vai.

Dependendo do ponto de vista de cada leitor, são declarações para rir, pela ironia e pelo fundo de verdade do que diz Mujica, ou de chorar, por se constatar o nível do “debate” entre vizinhos importantes.

Vejam o vídeo e, abaixo, a tradução do trecho que nele aparece:

O QUE DIZ MUJICA NO VÍDEO:

“… é que para conseguir alguma coisa na Argentina é preciso curvar-se um pouco ao Brasil. Essa velha é pior do que o vesgo. É pior se (incompreensível). O vesgo era mais político, essa é mais teimosa. Não sabe o que está fazendo (incompreensível) (…) Mas a um papa argentino que já tem 77 anos vai explicar o que é um mapa [referência às Ilhas Falkland/Malvinas, território britânico reivindicado pela Argentina]. O que é um mate [referência ao chimarrão, hábito nacional argentino e de boa parte do sul da América do Sul]… uma garrafa térmica [para a água quente destinada a preparar o chimarrão]…

 

06/04/2013

às 11:07 \ Disseram

“A velha é pior que o vesgo”

“A velha é pior que o vesgo”

José Mujica, presidente do Uruguai, comparando a colega Cristina Kirchner a Néstor, seu marido e antecessor no governo da Argentina. Mujica não se deu conta que o microfone estava ligado durante uma entrevista coletiva

29/03/2013

às 16:00 \ Vasto Mundo

ARGENTINA: A mentira da inflação oficial e outros contos-do-vigário do governo Cristina Kirchner

(CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)

Reportagem de Duda Teixeira, de Buenos Aires, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

O CONTO ARGENTINO

Cristina Kirchner faz com as estatísticas econômicas o mesmo que os seus militantes com os fatos históricos – uma manipulação grosseira da realidade. Quem sofre é o povo

A Argentina é um país onde o passado parece sempre mais auspicioso que o presente e o futuro. A falsificação da própria história é um traço da cultura nacional. O populista Juan Domingo Perón, que fez a desindustrialização forçada do país e o tomou dependente de importações pagas em dólares de produtos que vão de escovas de dentes a automóveis, é tido como grande inovador da economia.

Da sua mulher, Evita, não basta constatar que magnetizou as massas na Argentina como política, é preciso acreditar que ela também foi uma atriz de grandes méritos. Os kirchneristas representam muito bem essa característica e recorrem à manipulação do passado. A tentativa de enxertar no currículo do papa Francisco, um crítico do governo, um episódio de colaboração com a ditadura militar é só a mais recente dessas invenções.

Para esconder a ruína de seu desgoverno, Cristina Kirchner recorre à fabulação do presente tão intensamente quanto o faz em relação ao passado. As estatísticas econômicas oficiais viraram piada. A inflação anual oficial foi de apenas 10%. O valor real é 24%, com a projeção de bater em 30% no fim de 2013.

O ilusionismo kirchnerista é um desastre anunciado e um atentado à economia popular. Um argentino que acredite no governo e aceite a remuneração média dos investimentos em bancos, em tomo de 13%, poderá imaginar que está protegendo seu dinheiro da desvalorização. Está sendo depenado pela inflação real. Ao argentino está vedada até mesmo a fuga para o mercado imobiliário, opção preferencial em momentos de incerteza, já que as transações eram quase todas feitas em dólar.

A exemplo do que ocorre em Cuba, na Argentina ter dólar é impatriótico. Agora, a compra e a venda de imóveis têm de ser, por força de lei, em pesos. Como a maioria dos argentinos — escolados por décadas de regras econômicas voláteis — tem poupança em dólares, ser obrigado a convertê-los em pesos pelo câmbio oficial irreal equivale a ser roubado pelo governo. Por causa dessa imposição, a oferta supera em muito a procura e o valor das propriedades na Argentina está encolhendo. No último ano, a queda foi de 30%.

Como governos autoritários não precisam demonstrar coerência, a Argentina oficial sem inflação precisou recorrer ao congelamento de preços. A realidade é outra. E a realidade econômica morde. Obviamente, como se aprende no 1º ano da faculdade de economia, quando se congelam preços nos supermercados o consumo aumenta e, por uma incontornável lei econômica, pressiona a alta dos preços. É o que ocorre agora na Argentina.

 

Argentina: Cristina Kirchner defende inflação "oficial" muito inferior aos cálculos do mercado (Divulgação/Casa Rosada)

Argentina: Cristina Kirchner defende inflação "oficial" muito inferior aos cálculos do mercado (Foto: Divulgação / Casa Rosada)

O governo reagiu com a patética tentativa do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, de proibir que os supermercados publiquem ofertas nos jornais. Moreno jogou mais gasolina na fogueira: “Ficou mais difícil para os consumidores comparar preços. Como resultado, a concorrência entre os supermercados diminuiu, o que estimula a inflação”, diz o economista Juan Luis Bour, da Fundação de Investigações Econômicas Latino-americanas (Fiel), em Buenos Aires. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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