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Cristina Kirchner

18/12/2014

às 6:00 \ Disseram

O Brasil e os Ministérios

“Você não sabe como é difícil no Brasil.”

Dilma Rousseff, dirigindo-se à presidente argentina Cristina Kirchner, ao explicar que ainda não vai anunciar seus novos ministros por causa da dificuldade em formar um gabinete

09/12/2014

às 20:15 \ Vasto Mundo

ARGENTINA: A mentira da inflação oficial e outros contos-do-vigário do governo Cristina Kirchner

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Post publicado originalmente a 29 de março de 2013

Reportagem de Duda Teixeira, de Buenos Aires, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

Campeões-de-audiênciaO CONTO ARGENTINO

Cristina Kirchner faz com as estatísticas econômicas o mesmo que os seus militantes com os fatos históricos – uma manipulação grosseira da realidade. Quem sofre é o povo

A Argentina é um país onde o passado parece sempre mais auspicioso que o presente e o futuro. A falsificação da própria história é um traço da cultura nacional. O populista Juan Domingo Perón, que fez a desindustrialização forçada do país e o tomou dependente de importações pagas em dólares de produtos que vão de escovas de dentes a automóveis, é tido como grande inovador da economia.

Da sua mulher, Evita, não basta constatar que magnetizou as massas na Argentina como política, é preciso acreditar que ela também foi uma atriz de grandes méritos. Os kirchneristas representam muito bem essa característica e recorrem à manipulação do passado. A tentativa de enxertar no currículo do papa Francisco, um crítico do governo, um episódio de colaboração com a ditadura militar é só a mais recente dessas invenções.

Para esconder a ruína de seu desgoverno, Cristina Kirchner recorre à fabulação do presente tão intensamente quanto o faz em relação ao passado. As estatísticas econômicas oficiais viraram piada. A inflação anual oficial foi de apenas 10%. O valor real é 24%, com a projeção de bater em 30% no fim de 2013.

O ilusionismo kirchnerista é um desastre anunciado e um atentado à economia popular. Um argentino que acredite no governo e aceite a remuneração média dos investimentos em bancos, em tomo de 13%, poderá imaginar que está protegendo seu dinheiro da desvalorização. Está sendo depenado pela inflação real. Ao argentino está vedada até mesmo a fuga para o mercado imobiliário, opção preferencial em momentos de incerteza, já que as transações eram quase todas feitas em dólar.

A exemplo do que ocorre em Cuba, na Argentina ter dólar é impatriótico. Agora, a compra e a venda de imóveis têm de ser, por força de lei, em pesos. Como a maioria dos argentinos — escolados por décadas de regras econômicas voláteis — tem poupança em dólares, ser obrigado a convertê-los em pesos pelo câmbio oficial irreal equivale a ser roubado pelo governo. Por causa dessa imposição, a oferta supera em muito a procura e o valor das propriedades na Argentina está encolhendo. No último ano, a queda foi de 30%.

Como governos autoritários não precisam demonstrar coerência, a Argentina oficial sem inflação precisou recorrer ao congelamento de preços. A realidade é outra. E a realidade econômica morde. Obviamente, como se aprende no 1º ano da faculdade de economia, quando se congelam preços nos supermercados o consumo aumenta e, por uma incontornável lei econômica, pressiona a alta dos preços. É o que ocorre agora na Argentina.

 

Argentina: Cristina Kirchner defende inflação "oficial" muito inferior aos cálculos do mercado (Divulgação/Casa Rosada)

Argentina: Cristina Kirchner defende inflação “oficial” muito inferior aos cálculos do mercado (Foto: Divulgação / Casa Rosada)

O governo reagiu com a patética tentativa do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, de proibir que os supermercados publiquem ofertas nos jornais. Moreno jogou mais gasolina na fogueira: “Ficou mais difícil para os consumidores comparar preços. Como resultado, a concorrência entre os supermercados diminuiu, o que estimula a inflação”, diz o economista Juan Luis Bour, da Fundação de Investigações Econômicas Latino-americanas (Fiel), em Buenos Aires. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

04/12/2014

às 20:15 \ Vasto Mundo

A FALTA QUE FAZ A LIBERDADE DE IMPRENSA: reportagem crítica de VEJA ao governo Cristina Kirchner cai na web e milhares de leitores argentinos visitam o blog — para concordar com o que publicamos

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Post publicado originalmente a 17 de abril de 2013

campeões de audiência 02Amigas e amigos, o blog está sendo visitado por milhares de leitores da Argentina — até agora, mais de 30 mil –, atraídos por reportagem de VEJA mostrando as tramoias econômicas do governo da presidente Cristina Kirchner e reproduzida neste espaço no dia 29 de março.

Num país em que a liberdade de imprensa está cada vez mais restrita pela prepotência do kirchnerismo, e em que poucos veículos de imprensa têm coragem de publicar verdades que o governo detesta, foi só ser publicada nota a respeito no site do tradicionalíssimo jornal La Nación (fundado em 1870) na segunda-feira, 15, que a reportagem se espalhou para todo lado: o próprio jornal voltou ao assunto no dia seguinte, e o tema foi reproduzido também no Yahoo argentino e, entre outros, no site urgente24.

Abaixo, uma amostra dos comentários de leitores argentinos que confirmam o retrato triste que VEJA fez da situação da Argentina, seu governo e sua economia, e elogiam a revista e o blog. Os leitores estão identificados com o nome com que se apresentaram e os textos são reproduzidos da forma como vieram. Alguns, num português canhestro, utilizaram o Google Tradutor para enviar suas mensagens.

Confiram:

Dito – “Lastimoso que la realidad de Argentina la conozcan mejor en el exterior que en el propio país… Estamos como cuando teníamos que escuchar radios de otros países para saber cómo iba la guerra de Malvinas…”

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Fabian — “lo que dice este articulo es totalmente cierto y cualquier argentino que aparezca aqui diciendo lo contrario es un amigo del gobierno que quiere seguir haciendo creer la mentira en la que nos tienen desde hace tiempo. La prueba son las innumerables empresas extranjeras que cerraron y se fueron, y ni hablar de las empresas argentinas que se fundieron!!!”

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Francisco — “Hola gente, soy argentino. Excelente nota, coincido 100 % con lo dicho por Valentina Ponce.
Por suerte en Argentina existe un periodismo que bajo altísima presión de los medios oficiales sigue mostrando las barbaridades que hace el gobierno K. El gobierno K está desesperado por demostrar de cualquier manera que la verdad mostrada y demostrada, documentada legalmente, es mentira. Existe una máquina de decir barbaridades, que permite obrar con prepotencia inusual a los mismos funcionarios políticos para imponer “su” verdad. Es como si estuvieran viviendo en Argentina y mirando la calidad de vida en Mónaco. A principio de semana se anunció el congelamiento de los precios de los combustibles por 6 meses. En las últimas 48 horas YPF (petrolera oficial) ya lo aumentó más del 10 %. Está prohibida la compra de moneda extranjera y se castiga al que la vende; por la peatonal Florida del centro porteño hay un vendedor cada tres metros que anuncia a viva voz la venta de dólares, euros, etc. Éstos son amigos K y no se los castiga. Espero, por ser ARGENTINO que pronto toda esta miseri y decadencia podamos dejarla atrás y volver al país civilizado que habíamos empezado a disfrutar.”

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Px — “Soy argentino, vivo en Argentina. CFK es la peor presidente desde el 1983. Es un gobierno de mafiosos, estafadores, asesinos. Nada de lo que yo pueda decir les va a dar una idea de lo mal que se vive. No espero nada, a esta altura. Quiero que se vayan del gobierno.”

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Mario — “Hola, la nota dice la verdad al 100%. Agradezco que nuestros vecinos los brasileros lean la verdadera realidad de lo nefasto que es este gobierno…la corrupcion es elevadisima, impunidad es una palabra habitual hoy en dia. Seguimos asi sin que nadie haga nada, Argentina lamentablemente esta siendo enferma de un Kancer que, sin la ayuda externa, no podremos salir… el problema que veo es que de a poco la region (sudamerica) se va contagiando del mismo mal…primero Venezuela, ahora Argentina, en poco tiempo Bolivia, despues Paraguay, Ecuador y vaya uno a saber que pasa… entiendo que Brazil esta fuera de este peligro por el momento pero no se olviden que lamentablemente seremos vecinos de por vida y, si una manzana se pudre, el cajon entero se pudre.
Un abrazo y ojala ustedes brasileros hagan algo coherente por la region.”

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Mrs. Afrodita. — “Soy Argentina y lo dicho en este articulo es 100% real. Me da verguenza ajena mi pais corrupcion a gran escala en todas las esferas! Al final el presidente de Uruguay tenia razon, esta vieja es peor que el tuerto! Gracias por reflejar nuestra actualidad!”

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Tigrao – “En Argentina un grupo mafioso sustenta el poder político. Como son mafiosos utilizan métodos gansteriles para mantenerse en el poder, desde la manipulación de datos públicos, intimidación y represión a los disidentes utilizando diversas metodologías, compra de votos, prácticas populistas de distribución de fondos públicos, distorsión de los valores y premisas constitucionales y sobre todo el vaciamento permanente y constante de dinero público y proveniente de negociados corruptos, evadiéndolos a traves de paraísos fiscales. La falta de liderazgos dentro de la oposición allanan el camino fácil de estos delincuentes. Como consecuencia, la división social creó dos grupos antagónicos: los favorecidos contra el grupo que los sustenta. Gracias por ocuparse de los problemas argentinos, porque en nuestro país la libertad de prensa está restringida.”

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GAVINO — “…totalmente cierto Ricardo lo que escribis,.pero no hace falta que te lo diga, lo sabes. La mayoria de los que comentan en contra de esta nota son blogueros pagados a tal fin por el gobierno..”

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Sebastian – “Lamentablemente el daño que los KK hicieron a la sociedad tardará no menos de 20 años en revertise, y eso es si se hacen las cosas bien desde ahora… Lamentablemente, como no se dé un giro de 180°, Argentina es una causa perdida.”

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Aldo Escudero – “Muchas gracias por la nota. Refleja la realidad argentina. Una mafia llamada peronismo esta enquistada en el poder de Argentina desde hace décadas, y ha logrado pervertir el sistema democrático y republicano, de modo tal que por un mecanismo ilegal y corrupto, extraen fondos del presupuesto nacional, usandolo parte para un enriquecimiento personal y parte para financiar campañas políticas que pervierten a grandes masas populares, convirtiendolas en “clientes politicos”, acostrumbrandolos a recibir beneficios sin trabajar, y sumergiendolos en la ignorancia y la miseria, ya que tampoco acceden a una educacion que les permita decidir libremente su futuro. Peron decia ‘zapatillas si, libros no’”.

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Tabano – “Oi Galera! Es asim. Pero muchos argentinos no compartimos en absoluto su gestión, su visión de país, ni su proyecto absolutista. No nos juzguen a todos por la idiotez de algunos! Um forte abraço pra os irmãos do Brasil! Un fuerte abrazo también para ti y para el pueblo hermano de Argentina. Su país y su pueblo son mucho más grandes que los políticos.”

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Roberto — “Esto que esta en esta nota es 100% verdad. Argentina se parece cada dia mas a nuestra madre patria Venezuela.
Gracias y un afectuoso saludo desde Argentina.”

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Ama – “Estamos muy mal Yo no confio en vos CRISTINA!!!”Eu NO confio em voce CRISTINA!!!”

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Valentina Ponce — “Muy buen articulo. Los felicito por la mirada de la realidad de mi pais. Por otro lado, como argentina estoy de acuerdo con los comentarios de mis compatriotas. Pero me gustaria agregar un par de variables a la situacion: educacion y trabajo. 10 años de asistencialismo KK mediante Planes de ayuda economica, deja como herencia dos generaciones de ignorantes y vagos. La ignorancia de los derechos basicos los vivimos diariamente con por ejemplo los cortes de ruta o la toma ilegal de tierra y la vagancia de los que no trabajan porque el estado les paga un subsidio … por no trabajar. Aun cuando en las proximas elecciones el movimiento KK se retire del gobierno, el daño ya esta hecho. Triste realidad.”

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Eugenia — “Sou Argentina, a semana passada eu estive em Brasil e foi triste demais ouvir palavras muito fortes sobre meu pais. Nossa situacon e terrible… sento muita mágoa…”

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José Ignacio Bettolli — “Como argentino, me duele la nota,que por cierto describe con claridad nuestra realidad.
Es lamentable que un país con la potencialidad del nuestro esté siendo llevado al desastre por una banda de ladrones y corruptos que se han enriquecido a costillas del pueblo.”

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Albe19 – “Soy argentino y no necesite el traductor Google y para entender la nota porque manejo el idoma. Lo peor del país son los que se creen lo que cualquier periodista dice en contra del gobierno porque solo porque si…”

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Emilio — “El cáncer argentino se llama peronismo que siempre represento a la mafia enquistada en el poder de la mano de sindicatos que (unico lugar en el mundo) son peronistas o sea oficialistas si el gobierno es peronista y paran todos los dias al pais si son de otro signo partidario, asi estamos”

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DonAlfredo — “Buena lectura. A veces el soberano (o povo) se equivoca. En toda Latinoamérica pasa. Votamos a mentirosos compulsivos. Votamos a mesianicos que reciben mensajes de pajaritos (passarinhos). Votamos a personas, no votamos equipos. Y así terminamos con miles de problemas. Ahora en Argentina, estamos en serios problemas… pero también somos un país con potencial en ese 46% que no votó al actual gobierno. El tiempo dirá. Saludos”

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Millionario –”Excelente nota. Mejor infografía!!! Así nos ven afuera… tal cual somos.”

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Ignacio — “En argentina el precio de las propiedades esta en dolares porque el peso no tiene valor, perdio la mitad de su valor en 15 meses, con lo que si alguien vendio su casa hace um ano y confio en el peso ahora se podra comprar un 60% de la casa!!! Quien quiere pesos asi???”

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Mati18 — “Soy argentino y pude leer x el traductor de google, lo peor de la situaacion en mi pais es q hay gente q cree en el relato de la presidente, muy buena nota!”

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Carla — “Muy bueno el artículo. Soy argentina y es muy frustrante tener que vivir tanta impunidad de una mujer con conflicto de inferioridad. El 18/04 vamos a hacer una protesta masiva en todo el país, en contra de esta desgraciada. Invitamos a los medios brasileños. Les recomiendo una pagina argentina que habla de la realidad de nuestro país. http://www.relatodelpresente.com”

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Juan – “La mayoría de lo que dice el artículo es verdad. Y sólo se refiere a lo económico, lo demás (inseguridad, salud, educación, deuda interna social, desmantelación de prensa libre y sobre todo corrupción) es algo que aplasta y divide actualmente a la Argentina prácticamente en dos polos contrarios. Desde afuera nos ven (acertadamente) como una patética obra teatral tragi-cómica. Desde adentro, es peor. Buen artículo y excelente retrato de Cristina. Saludos desde Argentina. El 18 de Abril habrá manifestación popular por todo lo mencionado.”

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Javier – 04/04/2013 às 17:38 — “Hola, soy otro argentino que aprueba 100% lo expuesto en esta nota. Lamentablemente aca lo llmamos “relato” donde el gobierno nos cuenta su propia version de los hechos armado a su medida politica. Lamentablemente la ciudad y la provincia de buenos aires desde hace dos dias esta padeciendo la catastrofe de las inundaciones. El gran porcentaje de ayuda es gracias a las donaciones de los ciudadanos. Hay ausencia de estado, tanto para hacer obras preventivas como para elaborar un plan de emergencia sanitaria. Hay mucho desconformismo debido a la presencia en zonas afectadas de politicos oportunistas que se presentan a mostrarse para la foto, para ganar la opinion publica, recordemos que en octubre hay elecciones legislativas donde el gobierno nacional se juega la renovacion de bancas de diputados los cuales le ayudarian a modificar la constitucion para un tercer mandato. Muchos se atreven a comparar este gobierno con gobiernos militares, por su forma de autoritarismo y prepotencia como de ciertos manejos de fondos publicos y manejo de la informacion.

Estamos lejos de ser una dictadura, pero en lineas generales un 80% de los medios estan controlados por el estado por amigos que los han adquirido estos ultimos tiempos o por otros que se vuelcan a ellos por la pauta publicitaria que se otorga no por cantidad de audiencia sino por afinidad y comentarios favorables al gobierno.
(…)
Saludos”

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Angel – 03/04/ — “Otra decada perdida, inflacion ..inseguridad juridica..corrupcion ..tipo de cambio ficticio…crearon un relato y crearon resentimiento social…la crisis se acerca como cada diez anios…”

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09/11/2014

às 15:00 \ Vasto Mundo

Miguel Otero, dono do último jornal de oposição da Venezuela: “O Brasil está caminhando rumo ao populismo autoritário, cujos líderes querem perpetuar-se no poder”

(Foto: Gabriel Osorio/Archivolatino)

Impedido pelo governo de comprar papel, Miguel Henrique Otero, dono e editor do El Universal, alerta que o Brasil pode estar indo pelo mesmo caminho da Venezuela (Foto: Gabriel Osorio/Archivolatino)

“BOLSA HOJE, FOME AMANHÔ

O jornalista venezuelano vê nos planos de controle da imprensa no Brasil o mesmo padrão do chavismo e diz que manter os pobres dependentes é ruinoso, mas essencial ao populismo

Entrevista a Nathalia Watkins publicada em edição impressa de VEJA

O jornal venezuelano El Nacional é o último de alcance literalmente nacional a resistir à repressão do governo de Nicolás Maduro. Sem autorização para comprar bobinas de papel, o jeito foi reduzir o número de páginas e contar com a solidariedade de jornais estrangeiros. A matéria-prima, contudo, acaba no fim do ano e o diário corre o risco de fechar.

Seu proprietário e editor, Miguel Henrique Otero, de 67 anos, resiste bravamente. O estrangulamento imposto pelo chavismo por meio da restrição à compra de papel e de ações judiciais derrubou a tiragem dominical do jornal, fundado pelo avô de Otero em 1943, de 250 000 para 100 000 exemplares. Otero comanda a publicação desde 1988. Se tiver de fechar as portas, será o golpe final na liberdade de expressão no país.

O senhor vê semelhanças entre os caminhos trilhados pelo governo petista no Brasil e pelo chavismo na Venezuela?

Sim. O Brasil está seguindo a tendência de uma parcela da América Latina de caminhar em direção ao populismo autoritário. Esse modelo começa confrontando o setor privado e logo passa a transbordar rumo à liberdade de expressão e aos direitos humanos.

O populismo autoritário também tem como característica a intenção dos seus líderes de perpetuar-se no poder. Para isso, eles modificam as leis, de preferência a Constituição como um todo, para evitar a alternância de poder. Na Venezuela, por exemplo, Chávez acabou com o limite de mandatos para presidente.

Outra forma de conseguir isso é garantir o apoio popular, o que é obtido com políticas que distribuem à população comida e dinheiro. O problema é que essa política não gera riqueza. Com os benefícios, o povo pode até momentaneamente acreditar que sua condição melhorou, mas o fato é que permanecerá pobre, porque não terá boas opções de emprego e a economia ficará estagnada.

Nas estatísticas, eles deixam de ser considerados pobres porque recebem salário ou ajuda financeira adicional, mas a longo prazo a ascensão social é nula. É o que na Venezuela chamamos de “comida hojefome amanhã“. Para esses governantes, manter a população na pobreza é importante porque isso lhes garante a sustentação política de que precisam.

No Brasil, essa lógica ficou muito clara. No Norte, onde estão muitos dos beneficiários do Bolsa Família, o apoio ao governo é forte. No Sul, onde há uma classe média em expansão e a economia é mais produtiva, as pes- soas votaram no candidato da oposição. Fica claro que grande parte da população brasileira está condenada a ser mantida na pobreza, no que poderiam chamar de “bolsa hojefome amanhã“.

Qual é a origem desse modelo populista e autoritário?

Sem dúvida, a inspiração é o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez. Mas ele não veio do nada. Chávez é uma criação do Foro de São Paulo (o encontro de partidos e organizações de esquerda da América Latina que surgiu em 1990 de uma conversa entre o ex-presidente Lula e o ditador cubano Fidel Castro). No fundo, é a ideologia castrista de supressão das liberdades individuais não mais pela revolução armada, mas por eleições.

Pode parecer legítimo, mas não é. Quando estão na iminência de perder o pleito, eles trapaceiam, violam os resultados e exigem reformas políticas boas apenas para eles. São persistentes. Na reforma constitucional tentada por Chávez em 2007, o presidente perdeu, mas logo conseguiu o que queria de outra forma (em 2009, Chávez fez aprovar a reeleição indefinida, que havia sido rejeitada antes, em referendo).

O uso da democracia para acabar com a democracia foi a estratégia comum dos populistas na Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia e Argentina.

Por essa lógica, quais seriam, a seu ver, os próximos passos do populismo no Brasil?

Provavelmente, dentro de quatro anos, o Brasil mudará a Constituição para permitir a reeleição de Dilma Rousseff, que usará a ameaça da volta de Lula para conseguir o que pretende. A perpetuação no poder é parte integrante do modelo populista totalitário, mesmo que isso não possa ser feito descaradamente.

Cristina Kirchner, na Argentina, não teve como disputar uma terceira eleição, mas o poder, que já foi do marido, Néstor, se depender dela, será passado ao filho, Máximo Kirchner. O Brasil, por ser um país continental, talvez pareça mais resistente ao populismo autoritário, mas o que se constata no seu país não é nada animador.

Quais são as características comuns aos governos que, a exemplo da Venezuela, namoram com o modelo do populismo totalitário?

A principal é reprimir a liberdade de expressão. Esses regimes simplesmente não podem sobreviver com imprensa livre. A verdade é tóxica para eles. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

24/10/2014

às 6:00 \ Disseram

Menos atenção à violência

“A integridade [das pessoas] é um tema que tem muito marketing.”

Cristina Kirchner, presidente da Argentina, em discurso sobre endurecimento do código penal; para ela, a violência recebe atenção demais

09/08/2014

às 0:00 \ Disseram

A culpa é do Brasil?

“O Brasil tem crescimento previsto de 1,3% em 2014 e é o nosso principal sócio comercial.”

Cristina Kirchner, presidente argentina, ao nomear o Brasil uma das causas da crise econômica pela qual seu país passa atualmente

02/08/2014

às 0:20 \ Vasto Mundo

A charge de SPONHOLZ: Cristina, “reina” de la Argentina

a charge cristina kirchner

30/07/2014

às 0:00 \ Disseram

As “especulações” a respeito da Argentina

“O problema que atinge hoje a Argentina é uma ameaça não só a um país irmão, atinge a todo o sistema financeiro internacional. Não podemos aceitar que a ação de alguns poucos especuladores coloquem em risco a estabilidade e o bem-estar de países inteiros.”

Dilma Rousseff, durante encontro com os presidentes do Mercosul, em Caracas, na Venezuela, em apoio ao país de Cristina Kirchner, que pode dar calote a credores nesta quarta-feira

17/07/2014

às 19:30 \ Política & Cia

Banco dos Brics é uma boa ideia. Pena que Dilma haja estendido tapete vermelho ao tirano Putin, da Rússia, no momento em que ele está isolado internacionalmente — por boas razões

(Foto: Agência Brasil)

Dilma com Putin em Brasília na segunda-feira: tapete vermelho para o presidente russo no exato momento em que ele recebe sanções dos EUA e da Europa (Foto: Agência Brasil)

Apesar de um considerável tom anti-Ocidente, é uma iniciativa inteligente e ousada a criação do Banco dos Brics — sigla do grupo de grandes países em desenvolvimento que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Como se sabe, a instituição, anunciada anteontem na sexta reunião de cúpula do grupo, em Fortaleza, terá um capital de 50 bilhões de dólares, destinados a financiar projetos de infraestrutura e a serem desembolsados igualmente pelos sócios ao longo de dois anos, mais um colchão de reservas de 100 bilhões de dólares para fazer frente a eventuais crises cambiais.

Essas reservas, cujo montante poderá ser aumentado e cujo mecanismo de formação não foi anuncado em detalhes, não são suficientes para enfrentar crises de grande monta, mas sem dúvida constituem uma boa ideia e um bom começo.

A suposta “derrota” do governo brasileiro, e da presidente Dilma em particular, por não haver emplacado a presidência da entidade é muito mais fofoca de mídia do que algo com qualquer fundamento na realidade. A presidência será rotativa, cabendo o primeiro mandato à Índia — que, afinal de contas, foi quem teve a ideia do banco — e, ademais, o Brasil ficou com a presidência do Conselho de Administração.

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Na primeira fileira, da esquerda para a direita, em seguida à presidente Cristina Kirchner, os dirigentes dos cinco países-sócios: Rússia, Índia, Brasil, China e África do Sul. Fechando a fila, Evo Morales, da Bolívia. O gesto em direção à América do Sul foi político — não se sabe se e quando o novo banco irá trabalhar com países da região (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O fato de a gigantesca Xangai, na China, ter sido escolhida para sede do banco não reflete mais do que a evidência de que o colosso chinês, com seu Produto Nacional Bruto de 9,2 trilhões de dólares, era o destinatário inevitável da nova entidade. Se não a China, quem seria? A África do Sul, com seu PIB de 350 bi?

O convite para que governos sul-americanos — vários deles “bolivarianos”, a começar pelo desgoverno delirante de Nicolás Maduro na Venezuela — participassem de parte da cúpula dos Brics é um gesto político, uma canelada a mais que o o governo lulopetista do Brasil, autor da iniciativa do convite, quis assestar nos Estados Unidos, país com o qual a relação atual é “morna”, segundo a própria presidente Dilma.

Não se sabe se o gesto político terá consequências práticas, como um socorro da nova instituição à Argentina de Cristina Kirchner, à beira de não conseguir honrar compromissos internacionais. A óbvia prioridade do novo banco é impulsionar projetos nos cinco sócios — e mesmo para isso o dinheiro, os 50 bilhões de dólares, é curto.

O que chateia os democratas nisso tudo é o governo do Brasil haver permitido que o impacto da iniciativa ajudasse a retirar o autoritário presidente russo Vladimir Putin da situação de semipária internacional.

O lançamento do banco e o tapete vermelho estendido por Dilma a Putin ocorreram no exato e preciso momento em que a Rússia sofria sanções dos EUA e da União Europeia em represália à anexação do ex-território ucraniano da Crimeia e por, debaixo dos panos, mas notoriamente, ajudar os rebeldes ucranianos de etnia e cultura russas que querem juntar mais um pedaço do país à soberania russa.

Não bastasse isso, há evidências de que Putin, por meio de seus aliados na Ucrânia, tem as mãos sujas de sangue pela derrubada de um jato da Malaysia Airlines que matou 298 pessoas próximo à fronteira ucraniano-russa.

Dilma também não se manifestou, nem em conversas à parte com Putin, sobre as crescentes violações dos direitos humanos na Rússia.

13/07/2014

às 18:40 \ Política & Cia

AMARELAS: O Brasil deve esquecer o Mercosul, deixar a Argentina de lado e fazer, sozinho, um acordo de livre comércio com a União Europeia

(Foto: Lailson Santos)

(Foto: Lailson Santos)

O BRASIL DEVE SEGUIR SOZINHO

O economista e ex-diretor da área internacional da Fiesp diz que é hora de deixar a enrolada e endividada Argentina de lado e fazer um acordo de livre-comércio com a União Europeia

Entrevista a Duda Teixeira publicada em edição impressa de VEJA

Por nove anos, o economista Roberto Giannetti da Fonseca foi diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entidade que representa 41% do setor industrial nacional. Até o ano passado, quando deixou o cargo, trabalhou dentro dessa instituição para que o Brasil se abrisse para o mercado internacional.

Aos 64 anos, ele agora se dedica a sua consultoria econômica, a Kaduna. “Por causa da decisão de priorizar o Mercosul, o Brasil ficou muito dependente das exportações para a Argentina”, diz o economista. Para Giannetti, com o país vizinho à beira de um novo calote na dívida externa, fica claro quanto o Brasil se arrisca em não reduzir essa dependência.

A Argentina tem até o fim deste mês para pagar uma dívida com credores estrangeiros. Qual é o risco de o país dar o calote?

É bastante alto. A Argentina caiu em uma armadilha jurídica. No contrato de reestruturação da dívida, feito alguns anos atrás, há uma cláusula muito importante. Ela determina que os credores que aceitaram receber o valor da dívida com desconto devem ter um tratamento igual ao dos demais credores.

A questão é que uma parte menor dos credores, que ficou com 8% do montante, obteve na Justiça americana o direito de receber os títulos pelo seu valor de face, ou seja, 100%. Se os outros, que aceitaram receber menos, agora também entrarem na Justiça, a Argentina terá de pagar o valor integral. Isso representaria uma dívida total de 100 bilhões de dólares, muito mais do que os 28 bilhões de dólares de reserva internacional que o país tem.

O que pode ser feito, então?

A única saída é negociar com aqueles que aceitaram o desconto e tentar retirar a cláusula. Ao mesmo tempo, é necessário convencer os outros fundos, chamados de abutres, a aceitar o valor de face, mas em um prazo mais longo.

O que aconteceria se a Argentina desse o calote?

Se o calote for inevitável, os argentinos estarão diante de uma crise da maior gravidade. Eles ficarão isolados do resto do mundo. Será uma situação caótica. Qualquer propriedade do Estado argentino no exterior – imóveis, navios e contas bancárias – poderá ser penhorada para pagar aos fundos abutres.

A comunidade internacional, porém, se esforçará para evitar esse cenário. Deve haver uma nova renegociação, com a ajuda do FMI (Fundo Monetário Internacional) e de outras instituições. Para isso, a Argentina tem de se sentar à mesa sem arrogância, com humildade.

A palavra “abutre” não é exagerada?

Pode ser, mas a analogia não deixa de fazer sentido. Esses fundos compram títulos de dívida de países ou empresas em dificuldades por uma fração da cifra original. Depois, entram na Justiça e tentam ganhar o valor integral do devedor, arrancando o seu fígado. Pode-se não gostar deles, mas a realidade é que não há nada de novo nisso. Fundos mais agressivos existem em qualquer mercado.

O erro por parte da gestão dos presidentes Néstor e Cristina Kirch­ner foi acreditar que eles não seriam um problema no futuro. Houve um certo descaso. O governo argentino deveria ter negociado antes com os administradores desses fundos e minimizado as dificuldades. Era algo que podia ter sido evitado.

Qual seria a consequência, para o Brasil, de um calote argentino?

As consequências não seriam financeiras, já que os investidores sabem muito bem diferenciar um país do outro. Os efeitos negativos ocorreriam mais no âmbito comercial. O mercado interno argentino está em franco declínio e é o destino de mais de 20% das nossas exportações de manufaturados, como peças de automóveis, sapatos e eletrodomésticos.

Sem reservas em dólar, ou seja, se der o calote, a Argentina não terá como pagar esses bens. O volume do nosso comércio com a Argentina então cairia bastante. A perda em exportação de manufaturados pode chegar a 5 bilhões de dólares por ano.

No mês passado, o Brasil alterou o acordo automotivo com a Argentina. Antes, podíamos exportar sem imposto 1,95 dólar em carros e peças para cada dólar importado. Agora, ficou em 1,5 dólar para cada dólar importado. Ou seja, ficou mais caro exportar. Foi uma decisão acertada?

Qualquer acordo é melhor do que nada. Mas, se a crise chegar, nem essa ajuda terá efeito. Eles não terão como pagar o que importam de qualquer jeito.

Dar ênfase demais ao comércio com a Argentina foi um erro?

Certamente. Preso ao Mercosul, o Brasil deixou de assinar acordos de livre-comércio com outros países. Exportar 20% dos manufaturados para um país instável como o dos nossos vizinhos é muito arriscado. Se nossa economia fosse mais aberta, estaríamos exportando esse valor para países como Japão, Estados Unidos, Canadá ou para a Europa.

O Mercosul negocia um tratado de livre-comércio com a União Europeia há catorze anos, mas a Argentina sempre atrapalha as conversas. Qual é a probabilidade de esse país embolar o jogo novamente?

Os argentinos sempre surpreendem na última hora. Deixam a negociação seguir para avaliar até onde o Brasil é capaz de chegar. Então, quando tudo está bem adiantado, dizem que não aceitam o que foi colocado na mesa. Em 2004, o Brasil chegou muito perto de fechar com a União Europeia, mas aí houve o boicote da indústria argentina, que reclamou do risco de ter tarifas reduzidas em relação aos concorrentes europeus. Houve uma sabotagem em um momento decisivo.

Foi uma pena porque, enquanto o Mercosul fracassou, o México já havia feito um acordo com a União Europeia quatro anos antes. O Chile concluiu o seu em 2003. O tratado com a Colômbia e o Peru entrou em vigor no ano passado. O elevado desempenho da economia desses países atualmente é resultado direto desses tratados. O Mercosul, contudo, foi na contramão e preferiu ficar isolado.

Pelas regras do Mercosul, o bloco só pode decidir por consenso. O Brasil está de mãos amarradas, ou há alternativas?

Os negociadores brasileiros deveriam ter assinado o acordo com a União Europeia sem a Argentina, dando cinco anos para os nossos vizinhos se adaptarem à nova situação.

Para fazer isso, há uma saída técnica. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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