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27/06/2012

às 20:00 \ Política & Cia

Brasileiro condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas será executado agora em julho

Marco Archer Cardoso Moreira, o brasileiro condenado à morte em Jacarta (Foto: Reuters)

Marco Archer Cardoso Moreira, o brasileiro condenado à morte em Jacarta (Foto: Reuters)

(Publicado no Jornal Já, em 22 de junho de 2012, por Elmar Bones)

A Indonésia anunciou que o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, que foi condenado à morte no país em 2004 por tráfico de cocaína, será morto por fuzilamento, de acordo com o jornal local Jakarta Post. A execução deverá ser no começo de julho.

Em entrevista à publicação no último dia 20, o procurador Andi DJ Konggoasa anunciou que as execuções de três imigrantes condenados, entre elas a do brasileiro, acontecerão no começo de julho deste ano.

De acordo com a publicação, os três prisioneiros escolheram seus pedido finais: Marco quis uma garrafa de uísque.

 

Outro brasileiro

Além de Archer, outro brasileiro também está preso por tráfico de drogas na Indonésia. O surfista Rodrigo Gularte, 39, foi detido em 2004 portando 6 kg de cocaína e condenado à morte no país no ano seguinte.

Ele e Archer são os únicos brasileiros condenados à execução no mundo.

Gularte, que levava a droga em uma prancha de surf, perdeu todos os recursos possíveis na Justiça – o último, em 2011- e sua única chance de evitar ser fuzilado é obter o perdão do presidente indonésio.

 

NA BALADA DA MORTE

Em 2005, o enviado especial do  Jornal JÁ, Renan Antunes de Oliveira, esteve em Jacarta e mandou a seguinte matéria sobre o brasileiro condenado à morte:

Rodrigo Muxfeldt Gularte, outro brasileiro condenado por tráfico na Indonésia (Foto: AP)

Rodrigo Muxfeldt Gularte, outro brasileiro condenado por tráfico na Indonésia (Foto: AP)

Ainda não caiu a ficha do paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, 32 anos, nem a do carioca Marco Archer Cardoso Moreira, 43, os dois brasileiros condenados à morte na Indonésia por tráfico de cocaína. No dia 17 de fevereiro de 2005, Marco perdeu o último apelo à Suprema Corte, dependendo agora de um improvável perdão presidencial para ser beneficiado com prisão perpétua. O presidente Lula pediu ao seu colega indonésio clemência em favor do condenado.

Durante quatro dias de entrevistas na cadeia de Tangerang, eles deram muitas gargalhadas relembrando suas aventuras. Os dois não estavam nem aí para a possibilidade de enfrentar o Criador, via pelotão de fuzilamento, ou passar o resto de suas vidas presos nos cafundós da Ásia. Se sentem como se tudo fosse apenas uma bad trip.

Eles confessaram ser traficantes tarimbados. E demonstraram, sim, algum arrependimento, mas só por ter embalado mal a droga que levavam em seus equipamentos esportivos, permitindo a descoberta pela polícia. Ela pegou Rodrigo com seis quilos escondidos em suas pranchas de surf, em 2004. E Marco com 15 na sua asa delta, em 2003.

Os dois homens que hoje dividem a mesma cadeia chegaram lá por trajetórias diferentes no mundo das drogas. Rodrigo foi mais usuário do que traficante, começou cheirando solvente aos 13 anos. Marco entrou no tráfico aos 17, já no topo da pirâmide, diretamente com os cartéis colombianos. Ambos fizeram várias viagens bem-sucedidas para muitos países, antes de se danarem no aeroporto da capital Jacarta, portão de entrada para se chegar na ilha de Bali, o paraíso dos pirados.

Os dois faziam parte de gangues diferentes. Na cadeia, formaram um laço instantâneo. Ficaram amigos ao ponto de dividir prato e colher. Suas afinidades: não terminaram os estudos, jamais trabalharam, sempre foram sustentados por outros, exploraram as famílias, viveram só pras baladas.

 

Proteção materna

As mães deles – mulheres sofridas, esperançosas e guerreiras – estão em campanha pela liberdade dos “garotos”, como elas e parte da imprensa tratam os dois barbados. Depois de gastarem os tubos com eles, estão raspando os cofres para resgatá-los. Na falta de uma boa causa além do incondicional amor de mãe, usam a bandeira do repúdio à pena de morte, de forte apelo na fatia esclarecida da humanidade.

Dona Clarisse, de Rodrigo, mobiliza o Itamaraty para proteger o seu. Dona Carolina, de Marco, obteve da Câmara de Deputados o envio de um apelo de clemência ao parlamento indonésio. A proposta, do deputado Fernando Gabeira, foi aprovada em plenário com apenas um voto contra, do deputado Jair Bolsonaro, um ex-militar linha-dura que há décadas luta pela adoção da pena de morte no Brasil.

Os diplomatas brasileiros em Jacarta trabalham nos bastidores para reverter as sentenças. Estão confiantes que vai dar certo. Notam a moleza do sistema porque só um traficante foi executado até hoje, dos 30 condenados sob as duras leis antidrogas indonésias de 2000. Era um indiano pobretão.

Pela expectativa otimista deles será possível reduzir a pena de Rodrigo para prisão perpétua, em segunda instância, negociando em dinheiro uma redução maior ainda na terceira, para 20 anos, com soltura em sete, talvez 10 – é sabido que o Judiciário indonésio adota uma regra não escrita de trocar tempo de encarceramento por uma pena pecuniária.

Eles admitem que no caso de Marco, já sentenciado em última instância, vai ser mais difícil. Será preciso om perdão presidencial apenas para reduzir de pena de morte para prisão perpétua, e depois negociar a saída. É que ele se tornou uma causa célebre porque fugiu do aeroporto quando foi descoberto com a droga, protagonizando uma caçada policial acompanhada em rede nacional de tevê.

Os custos para dar jeitinho nas sentenças e as despesas para manter os dois em celas cinco estrelas podem chegar a quase 200 mil dólares por cabeça. Dona Clarisse tem até mais para salvar Rodrigo; dona Carolina anda passando o chapéu. O desenrosco deve ser demorado: na melhor das hipóteses seus garotos voltariam pra casa entrados em anos, um quarentão, outro cinquentão.

Agora o quadro sinistro: o fuzilamento do indiano pobretão, ocorrido em fevereiro, sinaliza uma mudança perigosa para os sonhos de liberdade dos brasileiros – a de que só dinheiro já não adianta mais.

É que a execução saiu por insistência do general durão, chefe da agência antidrogas deles. O homem está ‘‘hukuman berta bagi pembana narkotik’’. É isso mesmo: punindo severamente o narcotráfico.

General durão Togar Sianipar, chefe da agência antidrogas da Indonésia: prometeu acabar com as drogas no país até 2015

General durão Togar Sianipar, chefe da agência antidrogas da Indonésia: prometeu acabar com as drogas no país até 2015

Togar prometeu livrar a Indonésia das drogas até 2015, combatendo também a corrupção do sistema judicial – fechando o balcão de negócios a diplomatas e criminosos. Togar foi quem mandou pintar aquele aviso do hukuman em letras garrafais no aeroporto de Jacarta. Seu plano é simples e brutal: fuzilar os traficantes que pisarem no país.

 

“Morte aos cristãos”

O povão muçulmano o apoia. No tribunal, durante o primeiro julgamento de Rodrigo, em fevereiro, a plateia pedia ‘‘morte aos traficantes ocidentais cristãos’’, descrição na qual se encaixam os dois brasucas. O pedido da massa deixa o governo firme para rejeitar as campanhas internacionais por direitos humanos, livre de dúvidas existenciais sobre a pena de morte.

O modelo prende e mata já deu certo na política, em 1965, quando o país se dividia entre esquerda e direita. Em quatro meses, o presidente-general Suharto implantou o capitalismo fuzilando quase um milhão de comunistas.

Esta tradição não parece assustar os brasileiros sentenciados ao fuzilamento. Nos momentos de maior delírio eles já se enxergam, Marco em Ipanema e Rodrigo nas praias de Floripa, contando aos amigos como se livraram da fria.

Rodrigo sonha que políticos influentes amigos da mãe vão pressionar Lula para que ele interceda oficialmente a seu favor, pedindo clemência ao presidente indonésio. Marco anda tão avoado que até já encomendou de Casemiro, um amigo no Rio, o último modelo de asa-delta.

Paradoxalmente, a prisão é o momento de glória de suas vidas: “Somos os únicos entre 180 milhões de brasileiros”, diz Rodrigo, deslumbrado com a notoriedade obtida com o narcotráfico – cujo pico de audiência é entre jovens ricos praticantes de esportes radicais.

Eles acreditam nas chances de transformar o limão numa limonada. Estão com tudo pronto para botar um diário na internet. Planejam contratar videomakers para acompanhar seus dias. Negociam exclusividade na cobertura jornalística, começaram a escrever livros com a experiência.

Uma benção para os planos de libertação foi o tsunami que arrasou uma zona pobre da Indonésia: familiares e diplomatas contabilizam cada avião brasileiro de ajuda humanitária como um ponto para a futura negociação. O Itamaraty espera que os indonésios considerem isso na hora de analisar o pedido de clemência feito por Lula.

 

Mordomia na prisão

Enquanto esperam, os dois compram privilégios para viver como marajás na cadeia – ambos estão com o cordão umbilical ligado nas contas bancárias das mães: “Aqui é como numa pousada, muito legal, só que jogaram a chave fora”, diz Rodrigo, satisfeito, mesmo sendo acostumado ao conforto de sua suíte com sauna, na casa da família, em Curitiba. Marco também não resmunga, mas sente saudades dos apês na Holanda, EUA e Bali.

Enquanto os 1300 presos muçulmanos estão amontoados em 10 por jaula, cada um dos brasileiros tem sua cela. E elas estão equipadas com TV, ventilador, geladeira, forno elétrico, som pauleira. No jardim privativo criam pássaros, podam bonsais, alimentam os peixes do laguinho, cuidam da gata Tigrinha.

Rodrigo e Tigrinha: mordomia de uma pousada, mas que jogaram a chave fora (Foto: Renan Antunes de Oliveira)

Rodrigo e Tigrinha: mordomia de uma pousada, mas que jogaram a chave fora (Foto: Renan Antunes de Oliveira)

O serviço é excelente: presos pobres fazem a faxina, lavam as roupas deles, são garçons nas festas, cabeleireiros, pedicures. Os dois podem receber gente sem formalidades, todos os dias. Rodrigo já foi visitado pela família, pela namorada, a empresária carioca Adriana Andrade, e pelo parceirão Dimitri “Dimi” Papageorgiou.

Dimi é outro garotão com mais de 30, carioca de pais gregos, acusado de ser líder da quadrilha contratante do malfadado transporte das pranchas recheadas de coca. Apareceu na cadeia para ver seu mula Rodrigo, deu 2 milhões de rúpias para ele se virar, dinheirama que vale só 500 pilas. Mas agora Dimi não vai mais poder ajudar: ele foi preso, em fevereiro, pela Polícia Federal, no Brasil – aquelas rúpias dadas a Rodrigo poderão lhe fazer falta.

Marco recebeu a visita de amigos de Bali e de uma senhorita conhecida apenas como ‘Dragão de Komodo’, sua namorada indonésia. A moça também é sentenciada, está na área feminina da prisão. Dona Carolina já esteve com ele duas vezes, a última no niver, em outubro, quando deu uma festinha com brigadeiros e refris – depois, tirou uma soneca na cela do filho.

Dona ‘Carola’ é funcionária pública aposentada, superdescolada. Conquistou a simpatia dos carcereiros de Marco com seu ‘show do milhão’. Foi assim: cansada do assédio deles por dinheiro para cigarros, ela trocou 1 milhão de rúpias em notas de 10 mil (quase R$2,50) e saiu pelo pátio jogando as cédulas para o alto. Guardas e presos lutaram para recolher a mixaria.

Mais showtime na cadeia: os dois recebem suas visitas íntimas no sofá da sala do comandante. De vez em quando pinta um ecstasy. E nas noites quentes rola até um chopinho gelado, cortesia de um chefão local, preso no mesmo pavilhão. Lá, a balada não para nunca.

A comida é tudo de bom. Marco tem curso de chef na Suíça, dá show na cozinha. Na semana passada seu cardápio incluía salmão, arroz à piemontesa, leite achocolatado com castanhas para sobremesa. O fornecedor dos alimentos é Dênis, um ex-preso tornado amigão. Ele pega a lista por celular e traz tudo fresco do Hypermart.

Marco, e a comida "tudo de bom" (Foto: Renan Antunes de Oliveira)

Marco: comida "tudo de bom" (Foto: Renan Antunes de Oliveira)

Quando o amigão está ocupado e a geladeira vazia, Marco chama a cobrar a mãe no Rio, que liga pra mãe de Rodrigo em Curitiba, que aciona a Embaixada, que despacha um chofer pra garantir o fome zero da dupla.

Como Tangerang é uma prisão provisória, nos arredores de Jacarta, Rodrigo e Marco estão como naquela piada da hora do recreio no inferno. O secretário do diabo pode anunciar o fim dos privilégios a qualquer momento. Pior do que o fogo será a transferência deles para o Carandiruzão de uma remota ilha no Sul, onde serão misturados com 10 mil presos muçulmanos: aí será bom começarem a rezar para Alá.

Sempre otimistas, já têm planos para tentar se refazer lá embaixo. Rodrigo bola um jeito de demonstrar sua habilidade em pesca submarina, para presentear peixes ao comandante da nova cadeia e conquistar sua amizade.

Tangerang, prisão provisória, nos arredores de Jacarta (Foto: friendsofindonesia.org)

Tangerang, prisão provisória, nos arredores de Jacarta (Foto: friendsofindonesia.org)

Difícil saber como é que lhe ocorreu uma ideia destas. Mas é fazendo planos absurdos como esse que eles passam os dias. As baladas da cadeia, o papo encorajador das famílias, o apoio dos diplomatas e a expectativa de que suas ações possam ficar impunes dão um tom surrealista pra todas conversas deles.

Num papo, Rodrigo revela sua crescente admiração pelo companheiro, já o acha até injustiçado. “Marco teve uma vida que merece ser filmada”, exalta, contando ter oferecido um roteiro sobre o amigo à cineasta curitibana Laurinha Dalcanale. “Ele fez coisas extraordinárias, incríveis.”

O repórter pede um exemplo de tal obra. “Ué, viajou pelo mundo todo, teve um monte de mulheres, foi nos lugares mais finos, comeu nos melhores restaurantes, tudo só no glamour, nunca usou uma arma, o cara é demais.”

 

Menos, Rodrigo, menos.

Ele pára alguns segundos, reflete um pouco. Sai devagar do deslumbramento com as vantagens do narcotráfico sobre um emprego comum. Muda o tom e pede ajuda: “Por favor, brother, quando você for escrever, dê uma força, passe uma imagem positiva nossa, pra ajudar na campanha”.

Então diga lá o que você vai fazer quando for solto: “Bota aí que eu quero trabalhar 10 anos pro governo dando palestras pra crianças sobre a roubada que é o tráfico”.

Ele diz e saboreia o efeito das palavras. Traga seu Marlboro, acaricia Tigrinha. Parece sério, joga a fumaça pra cima. Quando solta tudo, o corpo já está se chacoalhando. É que ele não conseguiu conter o riso.

 

“Vou sair dessa”

Seu último desejo: voar mais uma vez em São Conrado

Marco Archer já esperava ter a pena de morte confirmada no Supremo Tribunal indonésio, como ocorreu. Sua única esperança agora é um apelo do Itamaraty ao presidente indonésio por clemência. Isto lhe pouparia a vida, mas o deixaria para sempre na cadeia. A execução ainda pode demorar cinco anos.

Quem é Marco? Um carioca, com o apelido chinfrim de Curumim. Ele cresceu classe média na Ipanema dos ricos. Queria ser um deles. Em 80, aos 17 anos, foi à Colômbia disputar um campeonato de asa delta. Voltou campeão, mas mordido pela mosca azul do narcotráfico: sacou como ganhar dinheiro fácil.

“Alguém no hotel me deu uma caixa de fósforos com cocaína. Depois da primeira viagem, nunca fiz outra coisa na vida, tenho mais de mil gols”, exagera.

Ele conta que serviu de mula no Hawai, Nova York, Europa toda. “Fazia viagens rentáveis, ficava meses sem trabalhar.”

Na cadeia, Marco passa horas olhando fotos amassadas que guarda numa imunda pasta preta. São recuerdos de suas viagens, de belas mulheres, de carrões e barcos: “Não posso me queixar da vida que levei”.

Orgulha-se: “Nunca declarei imposto de renda, nem tive talão de cheque, não servi ao Exército. Só votei uma vez na vida. Foi no Collor, amigo da família”.

Com o dinheiro do tráfico, Curumim manteve apartamentos em três continentes, abertos pra patota da asa delta, do surf, da vida boa: “Nunca perguntaram de onde vinha meu dinheiro”.

Marco conta que saiu do Brasil para morar em Bali há 15 anos, “cansado de ver meu irmão (Sérgio) bater na minha mãe para obter dela dinheiro pras drogas”. O irmão morreu de overdose em 2000, mas a estas todas ele tinha tido seu infortúnio: em 1997 caiu da asa, sofreu várias fraturas.

Dali pra frente sua atividade de mula de drogas diminuiu, as contas de hospitais cresceram. Ficou quase dois anos sem andar, até conseguir se recuperar. Hoje anda com dificuldades, com as pernas cheias de pinos de metal.

Pra decolar outra vez na vida boa ele preparou aquele que seria seu último golpe, faturar 3 milhões e 500 mil dólares inundando Bali com cocaína.

Foi ao Peru, pegou 15 quilos com um fornecedor, por uma bagatela, cerca de 8 mil dólares o quilo (dinheiro que ele obteve com um chefão americano, com quem dividiria os lucros da operação).

Marco meteu a droga nos tubos de sua asa delta. Saiu de Iquitos, no Peru, para Manaus, pelos rios da Amazônia. “Eu me misturei com turistas americanos e nunca fui revistado”, gaba-se. De lá embarcou para Jacarta: “Tava tudo pronto pra ser a viagem da minha vida”.

No desembarque, mete o equipamento no raio x. A asa de Marco tinha cinco tubos, três de alumínio e dois de carbono. Este é mais rijo e impermeável aos raios: “Meu mundo caiu por causa de um guardinha desgraçado”.

Como foi: “O cara perguntou porque a foto do tubo saía preta. Eu respondi que era da natureza do carbono. Aí ele puxou um canivete, bateu no alumínio, fez tim tim, bateu no carbono, fez tom tom”.

O som revelou que o tubo estava carregado. Foi o fim de uma bem-sucedida carreira de 25 anos no narcotráfico.

Marco ainda conseguiu dar um desdobre nos guardas. Enquanto buscavam as ferramentas, ele se esgueirou para fora do aeroporto, pegou um prosaico táxi e sumiu – ajudado pelo fato de falar fluentemente a língua bahasa.

Estava com tudo pronto para escapar no iate de um amigo milionário, mas aí azar pouco é bobagem. Um passaporte frio que ele tinha foi queimado por um cúmplice que também fugia da polícia.

Depois de 15 dias pulando de ilha em ilha no arquipélago indonésio – estava tentando chegar ao Timor do Leste –, passou sua última noite em liberdade num barraco de pescador, em Lombok.

Acordou cercado por um esquadrão policial, armas apontadas. Suplicou em bahasa, tiveram misericórdia dele.

Na cadeia esperando a execução, procura levar seus dias na malandragem carioca, na maior paz com os carcereiros, sempre fazendo piadas, cozinhando-lhes pratos especiais.

Acabou pro Curumim? “Vou fazer tudo para continuar vivo e sair dessa”.

 

Nas drogas desde os treze

Rodrigo nasceu em Foz do Iguaçu. É neto de latifundiário produtor de soja, filho de mãe milionária, dona Clarisse. O pai é um médico gaúcho de Santana do Livramento, Rubens Borges Gularte.

Aos 13, já em Curitiba, Rodrigo começa nas drogas, cheirando solventes. “Era um garoto maravilhoso, a alegria da família, nunca levantou a voz”, isso é tudo o que a mãe lembra dele naquela época.

Com 18 é preso fumando baseado no parque Barigui. O pai queria deixar que ele fosse processado. A mãe não concorda, suborna um delegado com mil dólares pra soltar o garoto: “Se fossem prender todos que fumam”, justificou dona Clarisse.

O garoto ganha seu primeiro carro. Bota amigos dentro e sai pela América Latina como um Che Guevara mauricinho, bebendo e se drogando. “Fiz cada loucura”, lembra.

Aos 20 Rodrigo era um rapaz de 1,84m, magrão, modos educados, cheio de namoradas. Teve um breve romance com a professora catarinense Maria do Rocio, 13 anos mais velha, fazendo Jimmy, hoje com 12, autista. Raramente via o filho: “Eu não estava preparado para a paternidade”, admite.

Rodrigo passa a viajar muito e pira total: “Em Marrocos, fumei o melhor haxixe”. No Peru: “Coca da pura”. Na Holanda: “Ecstasy de primeira”.

Aos 24, sai bêbado e drogado de uma festa. Bate o carro num táxi, tenta fugir, bate noutro, abandona tudo e corre pra casa da mãe. Ela dá uma volta na polícia, chama um médico, interna o garoto.

Na ficha de internação, o médico João Carlos anota: “Mostrou onipotência, estava depressivo”.

Nos anos seguintes a mãe fez de tudo para ele dar certo. Abre para Rodrigo uma creperia, em Curitiba. Não deu. Uma casa de massas, em Floripa. Não deu. Mandou pra fazenda. Não deu. Rodrigo vai estudar no Paraguai. Não deu. Ele se matricula na UFSC. Não deu.

Rodrigo começa no tráfico: “Fiz várias viagens à Europa só para trazer skunk”, confessa.

“Se ele fazia isso, não sei onde metia o dinheiro, porque nunca tinha um tostão”, rebate a mãe.

A prisão: “Os carinhas me deram as pranchas com cocaína dentro. Embarquei em Curitiba, onde o raio x é ruim, pra desembarcar em Jacarta”.

 

O narco também não deu certo.

Agora ele se lamenta: “Só depois soube que os japoneses doaram um raio x potente pros indonésios, eles pegaram a droga”.

Rodrigo filosofa: “Meu erro foi a coca. O skunk é energia positiva, o ecstasy dá um barato legal, mas a cocaína é do mal”.

Um desabafo: “Se a parada tivesse dado certo eu estaria surfando em Bali, cercado de mulheres”.

Seu futuro: esperar as negociações do Itamaraty e tentar reduzir a pena em segunda instância.

Uma novidade: ele está namorando firme. Com uma menina indonésia, caixa de um supermercado, prima de um condenado. Ela entrou para visitar o parente, os dois se pegaram no olhar. Ele foi no primo, soltou um plá, consegui atrair a menina.

Dragão de Komodo: uns amassos na sala do comandante (Foto:  Renan Antunes de Oliveira)

Dragão de Komodo: uns amassos na sala do comandante (Foto: Renan Antunes de Oliveira)

Ela vem uma vez por semana, Rodrigo dá uns amassos nela, na sala do comandante.

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113 Comentários

  • Daniella

    -

    17/12/2014 às 21:38

    Na minha opiniao o Brasil e um pais bom pra se viver …claro que da pra ficar melhor as leis existem e na sua maioria nao sao cumpridas… por isso
    a insatisfacao das leis brasileiras.Quanto a condenacao a morte sou totalmente contra (ate pq na minha opiniao quem
    e afavor da condenacao a morte de outra pessoa, nao a faz ser melhor do julgado) creio em Deus e acredito que foi ele quem deu a vida a todos nos…por isso acho que quem deve ou nao decidir quem vive ou morre e Ele e ninguem mais …(lembrando …minha opiniao)

  • Rafaela

    -

    2/12/2014 às 14:48

    Fuzilem esses ai sem piedade. Me admira as mamães, bem não é de surpreender que eles são como são.

  • thiago

    -

    9/9/2014 às 19:11

    a maioria dos homicídios no brasil e por trafico de drogas. era mais de 50 mil por ano agora e mais de 45 mil si tive-se pena de morte no brasil por trafico 95% das mortes seria evitada. seria raro o trafico de droga, o que destrói o brasil, e a corrupção e o trafico de drogas que leva rouba matar etc.

  • FERNANDO

    -

    29/8/2014 às 18:04

    As regras para publicação de comentários no blog, conforme relembrei aos amigos leitores incontáveis vezes, não aceitam textos escritos somente em maiúsculas, em respeito à boa educação, aos leitores e seguindo uma norma internacionalmente praticada na web.
    Como presumo que você saiba, palavras em maiúsculas significam palavras gritadas, não é mesmo?
    Confira as regras no link http://goo.gl/u3JHm
    Obrigado

  • Jorge Neto

    -

    25/8/2014 às 10:16

    Achei o texto preconceituoso e hipócrita, Bali não é paraíso dos pirados, é um paraíso natural, berço do surfe, um esporte que exige força, conhecimento, habilidade e muito pulmão, coragem e saúde, coisa que certeza o redator não tem e por isso inveja e discrimina, Rodrigo falou bem , ******* é do mal…

  • SIDNEI RODRIGUES

    -

    24/8/2014 às 10:23

    Se forem soltos e voltarem ao Brasil, será perigoso ganharem um espaço num programa de televisão.Ou quem sabe pode pintar um convite para o Big Bosta Brasil.

  • mega rick

    -

    29/7/2014 às 13:10

    Quero parabenizar a Legislação Indonesa, pois me sinto envergonhado deste país chamado Brasil. Eles pensaram que lá é igual aqui? Ora, ainda por cima nem estão arrependidos! É por causa do tráfico que milhares de pessoas de bem morrem todos os dias, e todos os crimes que ocorrem no Brasil tem relação com o tráfico de drogas. E ainda tem idiotas que sentem peninha e os defendem! Parabéns aos países sérios, e que asco e vergonha eu ter nascido nessa república das bananas! Lugar de traficante é no inferno!

  • J.R.

    -

    15/7/2014 às 17:50

    Só lamento não termos aqui no Brasil, uma legislação penal como a da Indonésia para punição dos traficantes de drogas.
    Quanto a esses dois, pelo que foi descrito na matéria, não apresentam nenhum tipo de arrependimento pelo que fizeram e se escaparem continuarão fazendo o mesmo, então, o melhor é executa-los o mais rápido possível, que assim o mundo ficará um pouquinho melhor sem esses dois trastes.

  • jose maria

    -

    15/6/2014 às 22:01

    esses brasileiro que ta preso na indonesia tem que ser executado rapidamente antes que eles muda de ideia e resolve soltar e eles volta a traficar drogas mate os rapidos eles os brasileiro que ta preso la nao presta sao lixos

  • SIDNEI RODRIGUES

    -

    8/6/2014 às 18:12

    Engraçado. Todos esbravejam quando o tráfico corre solto no Brasil. Quando dois idiotas são presos num país com legislação mais séria, ficam todos exalando a hipocrisia do coitadismo, do deixa pra lá. Senta bala dos manés e pronto

  • luiz ferreira

    -

    28/4/2014 às 16:08

    O país é uma potencial mundial e não é a toa. Sistema falido é o nosso onde 50.000 brasileiros morrem pela violencia e incompetencia do governo de controlar os bandidos. Alias o governo é cumplice da marginalidade. Liquidem esses patifes o mais rapido possivel. Parabens a Indonesia.

  • Pedro

    -

    3/4/2014 às 21:33

    Querer colocar a cocaina no mesmo nível de álcool e tabaco é brincadeira né. O potencial de dano imediato ao ser humano da cocaina é milhares de vezes maior e devastador.

  • ANGLITA

    -

    15/2/2014 às 12:25

    As regras para publicação de comentários no blog, conforme alertei os amigos leitores incontáveis vezes, não aceitam textos escritos somente em maiúsculas, em respeito à boa educação, aos leitores e seguindo uma norma internacionalmente praticada na web.
    Como presumo que você saiba, palavras em maiúsculas significam palavras gritadas, não é mesmo?
    Confira as regras no link http://goo.gl/u3JHm
    Obrigado

  • ANGLITA

    -

    15/2/2014 às 12:21

    As regras para publicação de comentários no blog, conforme alertei os amigos leitores incontáveis vezes, não aceitam textos escritos somente em maiúsculas, em respeito à boa educação, aos leitores e seguindo uma norma internacionalmente praticada na web.
    Como presumo que você saiba, palavras em maiúsculas significam palavras gritadas, não é mesmo?
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    Obrigado

  • marcos

    -

    29/1/2014 às 12:30

    sinto profundo sentimento de pena , nao por estas duas almas condenadas por um sistema napoleonico e falido como o indonesiano que condena a morte pessoas por carregar quilos de uma droga que realmente mata , como o alcool e o tabaco , onde na verdade e uma questao de epoca , onde num futuro sera legalizada , pois a comercializacao do alcool ja foi crime nos estados unidos no seculo passado , mas sinto pena destes dois pobres ignorantes que vivem atrapados e totalmente hipnotizados pelo sistema , estes dois fulanos dias gomes e carlos burin , sao exemplos de nossa sociedade com um sistema judicial falido e medieval, onde exibem uma mentalidade atrazada , pobre , ignorante, de causar profunda pena

  • Dias Gomes

    -

    19/1/2014 às 10:35

    Esses caras tem que morrer por ai mesmo, pra que soltar esses destruidores de vidas e traser para o brasil? será que aqui ta faltando traficantes? pena de morte neles já

  • carlos burin

    -

    17/1/2014 às 7:27

    manda eses traficantes logo pro inferno ,traficante deve morrer , e o presidente lula com sua burrise foi interceder por eles , que vergonha

  • Fábio Teixeira - Rio de Janeiro

    -

    30/12/2013 às 22:09

    É lamentável como as drogas destroem as famílias. Não parecem, segundo a matéria, estarem arrependidos…

    Acreditam em clemência do presidente indonésio… Estão enganados! Serão fuzilados sem misericórdia!

    Malditos traficantes!

    A hora de vocês chegou!

  • SIDNEI RODRIGUES

    -

    25/12/2013 às 19:56

    A nota jornalística não esclareceu se os dois brazucas tem direito às famosas saidinhas. Saidinha de natal, ano novo, dias dos pais, dia das mães, dia do saci, páscoa, carnaval, dia do saci, dia do duende, dia da sereia, etc.

  • Ricardo Ferandez

    -

    22/12/2013 às 22:31

    Gostaria de saber dessas pessoas que estao protejendo esses traficantes internacionais, se as filhas ,irmãs sobrinhas deles estao cheirando cocacina ou crake ou sei la alguma droga ,e se não estao, apoiariam suas filinhas e irmazinhas ou os mais queridos a se drogarem?, para esses monstros destruidores de familia ganhem seu dinheirinho na base da desgraça de jovens(na maioria).,Esses traficantes nao sao diferente por sinal piores dos traficantes que vemos por ai pois sao concientes da barbaria que estao cometendo.Só para ilustrar estive esse ano em Bali ,Sumatra (Padang) e Jawa (jakarta ).Só lamento que a lei da Indonésia nao é aplicada aqui no Brasil

  • jairo

    -

    12/12/2013 às 19:11

    Se você quiser saber porque seu texto foi deletado, por favor consulte as regras para publicação de comentários no blog no link http://goo.gl/u3JHm
    Obrigado.

  • EDSON FERNANDES

    -

    23/11/2013 às 18:24

    Não publico elogios a ditadores.

  • Roberio Costa

    -

    13/10/2013 às 20:02

    Algumas pessoas querem fazer remendo no pano com linha podre, um erro jamais consertará outro.Erros dos políticos, é um grau elevado de infraçao, traficar drogas, tambem é outro grau e bem mais serio em outros paizes.

  • celso

    -

    2/9/2013 às 19:02

    sera que eles não sabiam que la existe pena de morte? ou quiseram pagar pra ver? ou talve quem sabe imaginaram que lá não existisse ordem que nem o brasil, a lei de la não veio atras deles,eles e que foram atras delas.

  • Clodeildes Nunes

    -

    22/8/2013 às 2:17

    Senhores; Acredito que se não houverem penas realmente duras o Brasil continuará sofrendo com este problema. Não interessa se é pobre, rico, politico, feio ou bonito..Deveu…tem que pagar..Quem não deve pagar são os pais e mães que vivem chorando por seus filhos entregues ás facilidades e beneficios que têem estes traficantes..Será que eles não sabem que causam tanto mal à sociedade. Portanto pena de morte para mim, minha mãe, meu pai, meu filho, filha ou quem quer que derrame este veneno ao mundo.Sem hipocrisia é preciso ser duro até consigo mesmo. Não tem desculpa de pobreza eu e muitas outras pessoas já trabalhamos no cabo da enxada, mas não entramos nesta seara..portanto…

  • Heliesse

    -

    13/8/2013 às 21:39

    Caro(a) Heliesse, não publicamos comentários escritos em letras maiúsculas, conforme as regras do blog, que podem ser conferidas aqui: http://goo.gl/u3JHm. Abraços

  • Victor Braga

    -

    13/8/2013 às 15:00

    É imprecionante , como sem conhecer os caras , algumas pessoas condenam pessoas com tanta raiva !!! Bolssonaros da vida . Conheci o Curumim ; acredito que êle tenha um coração muito melhor que 90% de nossos políticos e administradores corruptos , que levam a óbito milhares de brasileirfos por desvio de recurços ! Os caras perderam os dentes e já sofreram como o cão , por esse crime . Em minha opinião , LIBERDADE AOS MENINOS BRASILEIROS , que já sofrerão demais ! PENA DE MORTE PARA ADMINISTRADORES E POLÍTICOS CORRUPTOS (DAQUI E DA INDONÉSIA) , que geram muito mais sofrimento e dor , com seus roubos ASSASSINOS .

  • Santos Góes

    -

    2/8/2013 às 10:26

    Seu comentário preconceituoso e racista foi deletado.

  • Santos Góes

    -

    26/7/2013 às 22:35

    Seu comentário continha considerações racistas e foi deletado.

  • aloisio monteiro da costa

    -

    10/7/2013 às 12:45

    eu queria que no brasil fosse assim ………..ai sim ia mandar muito politico pra forca ……porque nenhun deles vale nada … agora virou moda tirar onda com a cara da populaçao …..ve sergio cabral bancando de bacana ….odeio politico…….

  • Eduardo

    -

    23/6/2013 às 12:08

    Ainda bem que nem todos os políticos brasileiros são iguais a multidão que mandou soltar o marginal (Barrabás) e automaticamente condenar o inocente (Jesus) a morte.

    A droga mata e é por isto que não existe velhinhos viciados e todos os dias são mortos muitos inocentes em consequência da droga.

    Libertar um traficante é condenar inocentes a morte e fazer igual a multidão que mandou crucificar Jesus.

  • Fabrizio Rocha

    -

    17/6/2013 às 21:30

    Só falta os dois espertos entre os 180 milhões de otários requisitarem ao NATGEO(Férias na Prisão)que suas aventuras sejam objeto de episódios.

  • Manoel Cavaleiro de Macedo

    -

    17/6/2013 às 12:03

    Concordo com a pena de morte p/tráficante e políticos corruptos. Entendo que os dois delitos são muito danosos para a nossa sociedade.
    Quando falo em pena de morte, não é esta da Indonésia, que até hoje só matou um. Na minha opinião a sentença tinha que ser proferida, no máximo, 90 dias após o flagrante.

  • cesar

    -

    8/5/2013 às 21:26

    ô mundo cão! A dilma cabou de viajar para lá, disseram que a pedido do presidente indonésio. Sendo o PT o partido que é, vai rolar dinheiro dos nossos impostos para liberar os bandidos nacionais. neste país, o salário mínimo está na faixa do 600 reais enquanto que o bolsa presidiário é de 900 reais. é isso…

  • Lespal

    -

    22/4/2013 às 14:50

    Quem tá na teia da aranha são os inocentes presos no Brasil, já tivemos vários casos, cada um mais absurdo que o outro, gente acusada até de estupro, que sofreram todas a violencias e, não tem motivo para riem para fotos, em geral são pobres, sendo muitos negros.

  • alessandero

    -

    13/4/2013 às 18:22

    os cars que SER OS PLAYBOYS Q FOREM, TRAFICANTES E TUDO MAS MAS ISSO NAO DA DIREITO DE TIRAR A VIDA DE NINGUEM! SINCERAMENTE ESSA INDONESIA É RIDICULA! BANDO DE GENERAIS PRESIDENTES RIDICULOS COM SUAS LEIS IMBECIS! PAIS DE GOVERNANTES MULEKES CAIAM NA REAL Q EU SEI Q SUAS FICHAM CAIRAM MAS FICAM SUSTENTANDO ESSAS MASCARAS!! e essa reportagem é tendenciosa e procura fazer piada com a historia, isso aqui nao é humor estao se tratando de vidas, se liga q o capeta gosta degente assim ein..

  • Carlos

    -

    10/4/2013 às 13:58

    Nunca vi um texto tão ruim. Demita sumariamente o seu representante que trouxe ‘tanta notícia falsa da Indonésia. Eu pessoalmente visitei ambos, por diversas vezes entre 2006 e 2009 e te digo, quem te trouxe essas notícias, e quem escreveu o texto, carecem de vergonha na cara para ter coragem de escrever tanta bobagem junta. Lamentável o que não se faz para falar de um assunto que não se tem o domínio. Seu texto é tão tendencioso e mentiroso que me espanta que a Veja tenha permitido a publicação. A mãe do Rodrigo esqueceu do mesmo desde a prisão. E a mãe o Marcos morreu em 2011. Só algumas das imbecilidades escritas nesse pseudo-texto. cheque as suas fontes. porque vc foi sumariamente enganado. Tai meu email caso vc tenha coragem de me contatar.

    Como você mesmo viu, trata-se de texto de terceiros. Você não precisa ser tão agressivo e duvidar da minha “coragem” para contatá-lo — coisa que vou fazer. Poderia ser mais civilizado e amável.
    Entrarei em contato amanhã, e verei o que você tem a contar.
    Até lá e… tome um pouco de água com açúcar para se acalmar e tratar melhor os outros.

  • Marcelo

    -

    21/3/2013 às 11:41

    So complementando , a Indonesia esta certa em sua posição e o Brasil deveria seguir esse exemplo para acabar com essa praga de drogas que aterroriza as pessoas de bem em nossa pais

  • Marcelo

    -

    21/3/2013 às 11:34

    o jose Esteves abaixo falou tudo , bela carreira de ambos , procuraram o cara certo certo do PT o Lula nunca trabalhou e so viveram as custas dos outros. e acho que o Brasil tambem deveria adotar a mesma politica para a bandidagem, mas ai teria um problema , nao sobraria ninguem em Brasilia

  • angela valentim

    -

    19/3/2013 às 20:35

    ISTO DEVERIA SERVIR DE INCENTIVO AOS DONOS DAS LEIS BRASILEIRAS.PENA DE MORTE E JA ERA.QUEM MANDOU SE METER?

  • janaina lopes cavalcante

    -

    18/3/2013 às 23:22

    A palavra de Deus diz:Quem vive pela a espada,morre pela espada.

  • José Esteves

    -

    22/2/2013 às 11:01

    Bela carreira de ambos! Poderiam se filiar ao PT!
    Nunca trabalharam e vivem às custas dos outros.

  • Paulo

    -

    22/1/2013 às 9:19

    A reportagem foi boa para desmistificar alguns aspectos. Entretanto, o tom jocoso ao tratar assunto tão sério causa espécie em qualquer um com mais de dois neurônios. Quem escreveu está mais para babaca que para engracadinho…

  • João

    -

    1/11/2012 às 17:31

    Fabio Morato, que tal se a coerência está em aniquilar os que trazem o haxixe e a cocaína para a “própria gente da Indonésia”, nesse “lugar muito pacífico”, se autodestruir? Que tal se a coerência maior é tratar os forasteiros traficantes, os que não levam a sério as leis locais e os avisos colocados nos aeroportos, como inimigo número um daquela sociedade e dar a esses, um tratamento digno para criminoso desaforado. A meu ver, só vai faltar coerência se eles se safarem!

  • barabas

    -

    31/10/2012 às 18:11

    parabens indonesia. o brasil é um lixo, tem lei somente para trabalhador o resto ta impune politico e bandido tudo igual.tem que executa mata fase uma limpesa geral.

  • beyonce

    -

    22/10/2012 às 15:38

    esse presidente e um desgraçado filho da mae e ele quem deveria morrer fuzilado **** do inferno

  • Fabio Morato

    -

    3/10/2012 às 19:36

    Moro na Nova Zelandia e estive em Bali ha’ cerca de 3 semanas para curtir minhas ferias. Achei o lugar muito pacifico e sei que a partir do ataque terrorista de 2002 que matou mais de 200 pessoas a seguranca foi aprimorada. Na regiao de Kuta quando se sai ‘a noite o que muito se ve e’ gente da propria Indonesia oferecendo haxixe e cocaina e tudo isso a menos de 200 metros de viaturas da policia. Isso e’ vergonhoso. Nao sei se alguns eram agentes disfarcados ou realmente traficantes porque como nao uso drogas nao tentei compra-las. E ai’ fica a pergunta, se tem gente vendendo drogas debaixo do nariz da policia e ninguem faz nada, onde esta’ a coerencia de condenar ‘a morte estrangeiro que trafica?

  • josecarloscabralteixeira

    -

    29/9/2012 às 9:04

    Digo meliante.Como custou a sair,não?Desculpe.É a raiva com todos estes acontecimentos,que nos desconcentra,e nos faz errar.

  • josecarloscabralteixeira

    -

    29/9/2012 às 8:47

    Correção:quis dizer MILIANTE.OK?

  • josecarloscabralteixeira

    -

    29/9/2012 às 7:13

    enquanto estes Srs do mal levam uma vida boa na suite da prisão.Itamarati/ex presidente da república do Brasil e sua respectiva sucessora,apelam pela liberdade destes melientes,esquecendo-se,de estender a mão para aqueles que dedicaram suas vidas divulgando o nome do Brasil pelo mundo (Varig)se encontam na miséria,sem a mínima interferencia destes SRS.Nosso fundo de pensão (Aerus)cridos por nós em 1982 com o nosso dinheiro e administrado pelo SPC hoje Previc, desapareceu pela pessima administração do Governo.O Exmo SR Juíz Jamil de Jesus, intimou a AGU à pagar os nossos salários integralmente,o que foi descumprido por este òrgão do governo.Hoje recebemos 8% dos nossos salários.O resultado desta inconsequecia desta omissão;é a pena de morte para diversos colegas a cada 3 meses,que infelizmente não tem um plano de saúde/proventos para pagar remédios,e ter uma alimentação dígna de um ser humano.Na Indonésia existe pena de morte,e aqui!Matam inocentes trabalhadores porque trabalharam honestamente?è uma vergonha a atitude deste governo.Salvem os traficantes de Bali,e matem a gente de fome.Muito obrigado pelo espaço Amigo;e que Deus esteja contigo e com a tua família.São os sinceros votos do teu leitor.
    ABRAÇOS
    José Carlos cabral teixeira

 

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