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Arquivo de 15 de maio de 2012

15/05/2012

às 19:30 \ Vasto Mundo

França dá lição de tolerância e civilidade ao deixar de lado vida pessoal e romances do novo presidente

Sarkozy se despede de François Hollande, sob os olhares da namorada do novo presidente, Valérie Trierweiler (à esquerda) e da ex-primeira-dama Carla Bruni, ainda acima do peso devido à recente gravidez (Foto: AFP)

Sei que leitores mais conservadores não vão gostar muito deste post, mas acho que a França, a velha, boa e tolerante França, deu hoje uma lição de civilidade ao mundo, na posse do presidente socialista François Hollande.

Não foi apenas o clima de cordialidade em que se deu a transmissão de cargo do conservador Nicolas Sarkozy para Hollande, adversários duros durante a campanha eleitoral. Nem a confraternização com políticos de outras tendências convidados para a cerimônia – como o ex-presidente Jacques Chirac, conservador como Sarkozy e seu patrono, e que acabou, a dias da eleição, declarando que não votaria no ex-afilhado, mas em seu rival.

Nem me refiro, tampouco, ao fato de estar presente a uma cerimônia que fez parte da festa de posse, no Hôtel de Ville – magnífica sede da Prefeitura de Paris – a ex-companheira de Hollande e sua ex-rival dentro do Partido Socialista, Ségolène Royal, mãe dos quatro filhos do presidente e candidata, ela própria, ao Palácio do Eliseu em 2007, derrotada por Sarkozy.

Prefiro me deter no fato de que a vida pessoal do presidente, especialmente sua vida sentimental, passaram longe de qualquer patrulhamento. Lá estava, no Eliseu, pela primeira vez na história da V República, fundada em 1958 – e, ao que se sabe, de qualquer das repúblicas anteriores –, não a cônjuge do presidente, mas a namorada, a companheira, ou como queiram — Valérie Trierweiler, a bela e classuda jornalista de 47 anos com quem Hollande, 58 anos, está envolvido desde 2004 e com quem vive desde 2007.

(Curiosamente, a própria TV estatal francesa havia informado, na véspera, que Trierweiler não estaria no Eliseu para a cerimônia — o que registrei em post anterior).

Valerie Tierweiler, a bela jornalista de 47 anos: namoro com o presidente começou quando os dois tinham outros parceiros (Foto: revista ELLE)

Os dois não têm planos de casar, e praticamente ninguém na França deu um pio a respeito. O presidente tampouco era casado com Ségolène, com quem teve seus quatro filhos. E passou batido o fato, notório, de que seu relacionamento com Valérie, se começou em 2004, começou enquanto ele vivia com Ségolène, de quem só se separaria em 2007.

Note-se que a própria jornalista estava, àquela altura, casada com o também jornalista Denis Trierweiler, pai de seus três filhos.

Nada de muito novo, na verdade, tendo-se em conta que Sarkozy se divorciou da primeira mulher, Cecilia, durante seu mandato, começou a namorar a cantora e ex-modelo Carla Bruni – que havia tido vários relacionamentos antes, com, entre outros, os músicos Mick Jagger e Eric Clapton, já tinha um filho de um casamento anterior e ainda por cima nasceu na Itália, e não na França – e tornou-a primeira-dama ao se casar com ela em 2008. Carla Bruni tinha 40 anos. O casal presidencial acabaria tendo uma filha enquanto no Eliseu, a pequena Giulia, nascida no final do ano passado.

 

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15/05/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Vídeo: a emocionante brincadeira de marmanjos — vejam só o tamanho e a qualidade desses aeromodelos!

IMMA-Airshow-2011

Brinquedo de gente grande: aeromodelos quase do tamanho de aviões reais

Falar de paixão é pouco para esses simpáticos — e fanáticos — amantes do aeromodelismo de grande escala, capazes de gastar parte de sua vida e muito dinheiro para viver emoções de pilotos em terra.

Há de tudos nesses macroaeromodelos — jatos de combate, aviões de passageiros (até um Concorde em miniatura), aeronaves vintage…

Cada vez mais moleques crescidos embarcam nessa onda, e a International Miniature Aircraft Association (IMAA), sediada na França apesar do nome em inglês, promove eventos especialmente para modelos maiores. As imagens, cortesia do leitor do blog Elizio, são do Air Show de 2011.

 

 

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Vídeo e fotos da Miniatur Wunderland, o maior país em miniatura do mundo

15/05/2012

às 17:44 \ Política & Cia

Vaia de prefeitos a Dilma caberia a torcedores de futebol — e não a autoridades que receberam um mandato popular

No encontro de prefeitos, Dilma recebe memorando de Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (Foto: Agência Brasil)

Tudo bem, estamos numa democracia, graças a Deus.

A livre manifestação de pensamento, por obra e graça dos constituintes de 1988, e pela luta e mobilização da sociedade brasileira nos últimos anos da ditadura, está mais do que assegurada.

É um bem precioso, de cujo gosto povos inteiros do mundo nunca provaram.

Agora, vaiar a presidente da República num encontro de prefeitos, como aconteceu hoje, em Brasília…

Dilma contrariou os prefeitos na questão da distribuição, às prefeituras, dos royalties referente à exploração do petróleo – distribuição do dinheiro do passado, bem entendido, anterior, portanto, à legislação que ampliou a participação nesse bolo de dinheiro, antes restrita aos Estados litorâneos adjacentes às áreas de exploração e os respectivos municípios.

O tema é muito controvertido no aspecto jurídico, e dificilmente um tribunal daria ganho de causa aos municípios.

Em vez de fazer o que se deve – negociar politicamente, argumentar, discutir, apresentar razões, como ocorreu com os dirigentes de associações de prefeitos –, os prefeitos presentes ao encontro, como torcedores num campo de futebol, vaiaram a presidente.

Admito, claro, vaias a políticos, inclusive a presidentes da República, mas não durante um encontro de pessoas que se presumem sejam autoridades responsáveis, como prefeitos.

O governo erra, Dilma merece críticas por muitas de suas medidas, mas não é na base do escracho que se chega a lugar algum. Goste-se ou não de Dilma, ela é presidente da República e deve ser respeitada por quem recebeu, em mandato popular, uma parcela do poder, como os prefeitos.

Os argumentos dos prefeitos são em vários casos sólidos e respeitáveis, como você pode ler neste link. Mas há formas civilizadas de defendê-los.

15/05/2012

às 16:13 \ Vasto Mundo

É difícil de acreditar, mas é verdade: esta caipira é dona de 100 bilhões de dólares

gina1 (Foto: Patrick Hamilton / The Monthly)

Hoje em 29º lugar na lista de bilionários da revista "Forbes", Gina Rinehart pode ultrapassar os top praticamente quando quiser (Foto: Patrick Hamilton / The Monthly)

(Perfil publicado na revista Lola, da Editora Abril. Texto de Gilles Lapouge, de Paris)

A CAIPIRA DE US$ 100 BILHÕES

É o ferro

Dona de uma imensa reserva de minério de ferro, a insaciável australiana Gina Rinehart só precisa vender uma colina, uma rocha ou um buraco para superar os homens mais ricos do mundo.

Sua vida é um romance com emboscadas, ciúmes, crueldades, sentimentalismos e guerras – tudo entre família

Na lista dos mais ricos do mundo da revista Forbes, a americana Christy Walton, dos supermercados Wal-Mart, aparece como a mulher mais abonada, com 25 bilhões de dólares. Mas das profundezas da Austrália surge Georgina – Gina – Rinehart, com poder para ultrapassar a americana.

Herdeira de um império minerador, ela dobrou sua fortuna pessoal em fevereiro, chegando a 18 bilhões de dólares, ao conceder à gigante mineradora coreana Posco cotas de participação em algumas de suas minas de ferro. O valor é inferior ainda à de Christy — com a diferença fundamental de que a americana divide a bolada com a família. Gina, porém, além de ser dona sozinha de seu tesouro, tem “pepitas” em seus porões: as montanhas de ferro no Pilbara, no noroeste da Austrália.

Ela só precisa vender uma colina, uma rocha, um buraco, e sua fortuna vai para 100 bilhões de dólares, deixando para trás, grogues e envergonhados, todos os outros bilionários, inclusive os dois primeiros, o mexicano Carlos Slim e o americano Bill Gates.

Gina Rinehart tem outros encantos. Sua vida é um romance, com emboscadas, ciúmes, crueldades, sentimentalismos e guerras. Lá, nas resplandescentes terras australianas, acontece há meio século uma história “cheia de som e fúria”, com acusações de assassinato, paixões loucas, processo de filhos contra a mãe… Humanos se matam diante de nossos olhos, se sangram, mais ricos e mais ferozes do que os da série americana Dallas.

Como toda epopeia, a de Gina nasce de uma cena original. Foi seu pai, Lang Hancock, quem a protagonizou. Ele nasceu em 1909, de boa família, em Perth, na Austrália do Oeste. O pequeno Lang caminha pelo bush (vegetação símbolo da Austrália), luta contra os dingos, essas feras australianas com cabeça de cachorro, se apaixona pela terra, pelas rochas e pelo subsolo.

E então acontece o milagre.

Quando?

Em 16 de novembro de 1952. Naquele dia, Lang e sua mulher, Hope, sobrevoam as montanhas do Pilbara, geologicamente as mais velhas do mundo, com 3 bilhões de anos. O mau tempo os obriga a voar em baixa altitude, pelas gargantas do Rio Turner. Lang olha as montanhas de granito. Chove, as rochas parecem enferrujadas.

E então ele entende: esta terra é de ferro! Lang deu de cara com uma reserva de ferro que bastaria para o mundo todo. Dez anos de argumentações e trapaças jurídicas depois, ele pôde reivindicar seus direitos. Dá a seus tesouros o nome de sua mulher, Hope Down. Conclui um acordo com a gigante mineradora Rio Tinto, e então tudo começa.

 

Gina Rinehart with Lang Hancock in Sydney, June 1982. © Fairfax Syndication

Gina Rinehart com o pai, Lang Hancock, em Sidney, em 1982 (Foto: Fairfax Syndication)

O pai se casa com uma mulher 39 anos mais jovem, e começa a correr como um coelho australiano

Lang Hancock tem uma filha, Gina, nascida em 1954. Ele a adora.

Em 1983, sua mulher, Hope, morre.

Dois anos depois, ele se casa com Rose Porteous, sua empregada, filha de um general filipino. Gina é ciumenta. Mas Lang está “nas nuvens”, ele se realiza.

A filipina, com 39 anos a menos do que ele, lhe faz bem. Ele rejuvenesce. Seus cabelos voltam a crescer. Lang joga para o alto sua bengala e corre como um coelho australiano.

Ele constrói um ninho de amor, uma propriedade colossal, cheia de mármore e mau gosto, que chama de Tara, como o de Scarlett O’Hara em… E o Vento Levou. As noites de Tara são de festas. Mais tarde, será montado um musical sobre os amores de Rose e Lang. Ali o ridículo impera. Mas Rose Porteous tem um inconveniente. Ela não é idiota. Quando acusada, retruca: “Acham que eu durmo com toda a Austrália, mas como teria tempo para fazê-lo? Há homens demais”.

A filha de Lang Hancock não se conforma. Seu pai lhe diz: “Você era uma garota cândida, conveniente, gentil e sedutora, não esta megera vingativa e este pequeno elefante astuto de agora”. Quando ele morre, em 1992, Gina vai à Justiça acusando a madrasta (três meses depois do funeral, já casada novamente) de ter levado o pai à morte. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

15/05/2012

às 15:16 \ Política & Cia

Sarney critica decisão do Supremo de suspender depoimento de Cachoeira no Congresso

Sarney: "A decisão do Supremo é para ser cumprida, por mais que nós tenhamos a noção de que é uma decisão que pode ser errada" (Foto: Agência Senado)

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou hoje a decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu ontem, 14, [liminar em] habeas corpus ao empresário de jogos ilícitos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A decisão suspendeu o depoimento dele na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira, que estava marcado para esta terça-feira.

“A decisão do Supremo Tribunal Federal é para ser cumprida, por mais que nós tenhamos a noção de que é uma decisão que pode ser errada, na realidade nós entregamos ao Supremo a guarda da Constituição e é ele que interpreta”, disse Sarney à Agência Brasil.

Ontem à noite, o ministro Celso de Mello acatou pedido da defesa de Carlinhos Cachoeira para suspender o depoimento. Segundo decisão liminar do ministro, o depoimento fica suspenso até o julgamento do mérito do pedido [pelo conjunto de ministros do tribunal].

Perguntado se a decisão poderia ser meramente protelatória, Sarney enfatizou que por mais que seja inadequada, a medida tem que ser respeitada. “Por mais que a gente possa julgar errada, essa decisão é do Supremo”.

15/05/2012

às 12:01 \ Música no Blog

Rapper Andre 3000 será Jimi Hendrix em filme; conheça outros casos em que músicos interpretaram colegas na telona

Jimi-Hendrix

Jimi Hendrix (Foto: Michael Ochs Archives/Getty Images)

Daniel Setti

Confirmando boatos que pipocam na internet desde 2004, André 3000, 36, rapper da dupla OutKast – responsável por um dos álbuns mais espetaculares da década passada, o duplo Speakerboxxx/The Love Below (2003) – vai mesmo interpretar Jimi Hendrix (1942-1970) no cinema. A biopic, batizada All is by My Side (“Tudo está do meu lado”) e que foca os anos de 1966 e 1967, início da carreira solo do mítico guitarrista, começa a ser rodada no final do mês na Irlanda e ainda não tem data para estrear.

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André 3000 (Foto: divulgação)

Exemplos de boas cinebiografias de grandes músicos estreladas por atores profissionais não faltam: Bird (1986), sobre Charlie Parker (1920-1955), com Forest Whitaker;  Cazuza – o Tempo não Para (2004), protagonizada por Daniel de Oliveira; e I’m not There (2007, no Brasil: Não Estou Lá), que traz a sensacional Cate Blanchett entre em um dos vários Bob Dylans retratados. Entre outras.

Mas são poucos os casos em que músicos reviveram colegas de profissão na telona. Relembrem alguns abaixo:

O mítico saxofonista Dexter Gordon (1923-1990) e sua surpreendente interpretação de um personagem baseado em outros dos ícones do jazz, o pianista Bud Powell (1924-1966) e o saxofonista Lester Young (1909-1959), em Round Midnight (1986).

Jamie Foxx (mais conhecido como ator, mas que também mantém carreira de músico), a perfeita reencarnação de Ray Charles (1930-2004) em Ray (2004).

Beyoncé, que na pele de Etta James (1938-2012= em Cadillac Records, de 2008, não convenceu plenamente. (É boa moça demais, e canta com firulas demais, para a junkie barra pesada Etta).

(Mais sobre música neste link)

 

15/05/2012

às 0:10 \ Vasto Mundo

O “presidente comum” da França toma posse hoje, em circunstâncias incomuns e num palácio nada comum

Hollande com Sarkozy no dia 8 passado, em celebração do final da II Guerra Mundial (Foto: veja.abril.com.br)

O socialista François Hollande toma posse hoje como presidente da República Francesa, a partir das 10 horas da manhã (5 da madrugada, no Brasil), numa cerimônia simples (para os padrões da França, bem entendido), em que não haverá desfiles militares de outrora nem a participação da família, como no caso de seu antecessor, Nicolas Sarkozy, que trouxe para a festa, no Palácio do Eliseu, a então mulher, Cecília, e os cinco filhos de então – uma de suas várias atitudes supostamente “americanizadas” que provocaram muxoxos nos franceses.

Hollande chegará ao Eliseu às 10 da manhã, será recebido por Sarkozy, com o qual ficará 20 minutos: o presidente lhe mostrará rapidamente o palácio, conversarão amenidades e Hollande receberá dossiês confidenciais e os códigos secretos do arsenal nuclear francês.

O pátio central do Palácio do Eliseu: em estilo clássico francês, inaugurado em 1722 como mansão de um conde (Foto: ambafrance.con.org)

Depois disso, o novo presidente prestará juramento, fará um discurso à nação e, após visitar o Túmulo do Soldado Desconhecido, no Arco do Triunfo, prestará homenagem a duas personalidades históricas e embarcará rumo a Berlim para encontrar-se com a chanceler alemã Angela Merkel. O fato de seguir para esse encontro no mesmo dia da posse dá ideia da importância que a França confere a seu relacionamento com a Alemanha.

O “presidente comum” toma posse em circunstâncias nada comuns. A Europa vive uma séria crise econômico-financeira desde 2008 e ele, durante sua campanha, se distanciou consideravelmente dos compromissos assumidos pela França no âmbito da União Europeia, que prevêem drásticas medidas de austeridade e cortes de gastos visando o equilíbrio fiscal. Defende que a Europa só sai da crise dando ênfase a políticas de crescimento, e a eventual renegociação de prazos, metas e políticas aprovadas por 26 dos 27 integrantes da União Europeia — só o Reino Unido ficou de fora — será um problema político considerável.

O “presidente comum” dispensará as gigantescas limusines de praxe e chegará ao Eliseu num Citroen DS5 híbrido – dupla mensagem sobre o que considera a excelência da indústria francesa e o interesse em energias limpas. A partir da posse, será o carro oficial do presidente.

O Citröen DS5 híbrido: a partir de agora, o carro oficial da Presidência (Foto: Peugeot-Citroën)

Seus quatro filhos assistirão a tudo de casa, pela TV, junto à mãe, Ségoulène Royal, ex-companheira de Hollande e ex-candidata à Presidência derrotada por Sarkozy em 2007. Também não comparecerá à solenidade a atual companheira do presidente, a jornalista Valérie Trierweiller – que há 22 anos trabalha na editoria de política da revista Paris-Match.

Hollande promete simplificar o protocolo espetaculoso da Presidência francesa, diz querer se aproximar da simplicidade das democracias escandinavas, pretende dispor de um esquema de segurança menos aparatoso (o atual envolve mais de 100 agentes) e tenciona diminuir o orçamento do Eliseu, próximo dos 100 milhões de euros anuais (250 milhões de reais), excluídas as viagens.

A fachada do Palácio, que dá para a Rue du Fauburg Saint-Honoré, a duas quadras da Avenida des Champs Elysées (Foto: sottolestelle.fr)

Mas não adiantou sua tentativa de permanecer em seu apartamento na Rive Gauche de Paris. “Aqui tenho meus hábitos, meus vizinhos, meu padeiro, meu jornaleiro”, declarou. “Estou em casa”.

Os serviços de segurança argumentam que continuar em sua significaria um grande transtorno para os moradores da região, devido à necessidade constante de bloqueio de ruas e outras providências normais de proteção de um chefe de Estado.

Um dos salões do Eliseu: pompa e luxos extraordinários (Foto: AFP)

Hollande, o “presidente comum”, terá, assim, que se conformar em morar e trabalhar no magnífico Palácio do Eliseu, com seu riquíssimo acervo de móveis raros, quadros, estatuetas, tapeçarias, candelabros — um palácio de pompa e luxo extraordinários.

Trata-se do antigo Hôtel d’Évreux, em estilo clássico francês, terminado de construir em 1722 para um conde, comprado em 1753 pelo rei Luís XV para sua amante, Madame Pompadour e que, depois de passar por várias outras mãos, terminou sendo propriedade do Estado francês e, desde 1873, é sede da Presidência da República.

Coragem, Hollande! Não vai ser tão ruim assim…

 

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