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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

9:33 \ Partidos

Fogueira das vaidades

A relação de Sergio Cabral e Jorge Picciani já teve dias melhores

Sérgio Cabral relatou a um grupo de secretários do seu governo que ficou incomodado com uma rodada de entrevistas que Jorge Picciani, presidente do PMDB do Rio de Janeiro, deu a sites e programas de TV no fim do ano.

Picciani sugeriu que o filho de Cabral, Marco Antonio, seja candidato a deputado daqui a três anos. Com isso, Cabral teria que renunciar ao cargo de governador e Luiz Fernando Pezão, seu pré-candidato à sucessão, assumiria faltando alguns meses para as eleições. A movimentação faria com que Pezão não pudesse tentar uma suposta reeleição em 2018 e, assim, Picciani poderia voltar a dar as cartas nas escolhas que realmente tem importância no PMDB fluminense.

A quantidade de palpites e projeções para os próximos seis anos acabou irritando Cabral que, pelo menos por enquanto, ainda não definiu o que vai fazer da vida quando deixar o Palácio Guanabara.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 14 de abril de 2011

13:33 \ Brasil

Divergências partidárias

Aliados históricos, Sérgio Cabral e Jorge Picciani divergem quando o assunto é a eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2012.

Enquanto o governador quer emplacar Carlos Minc como vice de Eduardo Paes, o ex-deputado estadual quer o posto para ele mesmo ou para o filho Leonardo Picciani. Por enquanto, Paes rejeita a chapa puro-sangue e prefere um nome do PT.

A propósito, Cabral e Picciani também pensam diferente sobre candidaturas em outros  municípios do interior do estado.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

10:29 \ Brasil

Plantão médico

Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e candidato derrotado do PMDB ao Senado, está com câncer na bexiga. Já retirou um tumor maligno e, nos próximos dias, fará outra cirurgia.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Abuso de poder econômico

O Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro entrou com uma representação por abuso de poder econômico contra os principais líderes da aliança PT-PMDB no Rio de Janeiro. Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Jorge Picciani, Lindberg Farias e o deputado federal eleito Pedro Paulo Carvalho são citados na ação da procuradora regional Monica Campos de Ré.

Segundo o MPE, um evento de campanha de Pedro Paulo em 15 de agosto na zona oeste do Rio teve lanches bancados por uma empresa que tem contratos com a prefeitura e o governo do estado. Além disso, ônibus de empresas que são concessionárias na cidade transportaram eleitores para o local repleto de propagandas dos candidatos de PT e PMDB.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O futuro de Picciani

Depois da derrota na disputa pelo Senado, Jorge Picciani garante: não aceitará convite para ser secretário de Sérgio Cabral. Quer apenas continuar como presidente do PMDB do Rio de Janeiro e tocar as suas fazendas de gado.

E apesar de ter sido abandonado por Lula e Dilma Rousseff na campanha, Picciani jura de pé junto que vai se engajar fortemente na campanha do segundo turno.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lindberg e Picciani: aliança até domingo

Criada às pressas nas últimas semanas por Sérgio Cabral, a aliança entre Lindberg Farias e Jorge Picciani no Rio de Janeiro tem data de validade. No domingo, os dois (que se detestam, ressalte-se) não vão acompanhar a apuração de votos para o Senado juntos. A partir de segunda-feira, eleitos ou não, é cada um para o seu lado.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A última cartada de Picciani

Depois de unir sua campanha a de Lindberg Farias, Jorge Picciani ainda tenta conseguir uma mensagem de apoio de Lula para o seu programa de TV. Hoje, Lula aparece em propagandas de Lindberg e Marcelo Crivella. Como não há um vídeo pedindo voto para os dois ao mesmo tempo, o PMDB-RJ não considera absurdo o presidente pedir votos para três candidatos ao Senado no Rio de Janeiro em inserções diferentes.

Mesmo assim, a tendência é que o pedido não seja aceito e o programa seguirá usando um vídeo de Lula elogiando Picciani em 2002.

Por Lauro Jardim

domingo, 19 de setembro de 2010

Disputa pelo Senado: candidatos insones

Pimentel ou Itamar? Cesar Maia, Crivella, Picciani ou Lindberg? Netinho, Marta, Aloysio ou Tuma? Marco Maciel ou Armando Monteiro? Ana Amélia, Rigotto ou Paim?

A lista de dúvidas poderia ir além de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Chegaria fácil aos 27 estados que vão às urnas no dia 3. Faltam duas semanas para as eleições e, de acordo com as pesquisas, metade dos brasileiros ainda não escolheu pelo menos um dos dois candidatos ao Senado.

É dura a vida dessa turma – a do eleitor também é, mas este é outro assunto. Apesar da importância do cargo, o eleitor trata-os como coadjuvantes na disputa.

Seja porque o foco do brasileiro é jogado nas campanhas para presidente e para governador, seja porque o brasileiro não tem a menor idéia do que faz um senador - ou para que serve aquele salão coberto por uma cúpula que lembra um prato virado para baixo.

Veja-se o caso de Aloizio Mercadante, agora candidato ao governo de São Paulo. As pesquisas do PT são cristalinas quando detectam que o paulista não tem a menor idéia do que Mercadante fez (ou deixou de fazer) em seus oito anos como senador.

O cenário é ainda mais complicado quando o que está em disputa é a renovação de dois terços do Senado. É a eleição mais imprevisível. Até porque de oito em oito anos, religiosamente, o brasileiro vota em dois senadores, mas se esquece disso também religiosamente - e parece só descobrir a “novidade” quase na boca da urna.

Tradicionalmente, o segundo voto é definido entre poucos dias antes e já perto do posto de votação. Neste caso, um candidato que esteja num longínquo terceiro lugar uma semana antes do pleito, pode crescer arrasadoramente nos últimos dias.

Melhor ainda se esse candidato  possuir uma máquina forte no estado – ou se estiver abrigado numa chapa que vai eleger o governador e o presidente da República, por exemplo. Por isso, tantas são as escaladas retumbantes de última hora.

No Rio de Janeiro, há um caso exemplar para um cenário de virada. O Datafolha publicado ontem mostra quatro candidatos com chances, Marcelo Crivella (40%), Lindberg Farias (38%), Cesar Maia (27%) e Jorge Picciani (21%).

Não é difícil imaginar um quadro em que o lanterna Picciani cresça e eleja-se junto com Lindberg. Basta que Sergio Cabral, que deve levar a eleição para o governo do Rio já no primeiro turno, em vez de pedir votos apenas para Picciani em seus programas de TV, passe a pedir ao seu eleitor que vote em Lindberg e Picciani. Deste modo, eliminaria a chance de o segundo voto de Picciani ou de Lindberg fluir, por exemplo, para Crivella. (A propósito, desde ontem Cabral já está agindo desta maneira).

De acordo com o Datafolha, raros são os candidatos que podem dormir tranqüilos. Para ser mais exato, nos sete estados e no DF onde a pesquisa foi feita, apenas Aécio Neves pode de fato se dar a este luxo. O resto vai ficar insone até o dia 3.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Fogo amigo contra Sarney

A frase é da apresentadora do programa de um candidato a senador no Rio de Janeiro:

- Nos últimos anos você viu escândalos no Senado, escândalo dos atos secretos. Agora, você eleitor do Rio tem a oportunidade de eleger para o Senado quem combateu tudo isso.

Não, não é o trecho da propaganda de um opositor ferrenho a José Sarney. Faz parte do programa de Jorge Picciani, parceiro de PMDB do presidente do Senado.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O avanço de Picciani

Depois de um começo claudicante, Jorge Picciani é o candidato que mais cresce nas pesquisas para o Senado no Rio de Janeiro. Permanece em quarto, é verdade, mas desde julho triplicou seus números nas pesquisas – e já tem 22% das intenções de votos segundo o Ibope.

A campanha já detectou: o peemedebista está crescendo principalmente na Baixada Fluminense e São Gonçalo. Em uma semana, Picciani acredita estar embolado com Lindberg Farias e Marcelo Crivella, candidatos de Lula no estado.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

RJ: Lindberg no vermelho, mas líder em arrecadação

Na segunda prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, Lindberg Farias ultrapassou Jorge Picciani e agora é o candidato ao Senado do Rio de Janeiro que mais arrecadou recursos. O petista declarou doações de 4,1 milhões de reais. Os gastos da sua campanha, no entanto, estão muito acima do que acumula em caixa: 5,6 milhões de reais até agora.

Picciani está em segundo com 3,6 milhões de reais arrecadados e 3,2 milhões de reais gastos; Cesar Maia permanece em terceiro com 2,7 milhões de reais doados e 2,6 milhões de reais em despesas; bem atrás, em quarto, o universal Marcelo Crivella arrecadou 593 000 reais e gastou 486 000 reais.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

8:32 \ Economia

O rei do Canal Rural

O grupo Monteverde é o maior comprador de horários do Canal Rural. Em 2010, serão no total 33 leilões do grupo transmitidos pelo canal. O Monteverde faz uma espécie de ponte entre o maravilhoso mundo do gado e a política: seu controlador é o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e candidato ao Senado, Jorge Picciani.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

TV Brasil irrita Cesar Maia

Cesar Maia está irritado com a TV Brasil. Esta semana, a emissora chamou os quatro candidatos a senador pelo Rio de Janeiro para uma série de entrevistas no programa Repórter Rio.

Na terça-feira, foi a vez de Lindberg Farias. Ontem, com a ausência de Jorge Picciani comunicada em cima da hora, a TV do Lula resolveu passar os melhores momentos da ida de Lindberg aos estúdios da emissora. Ou seja, em dois dias, o petista ficou no ar muito mais do que os quinze minutos combinados com cada candidato.

O DEM reclamou e a TV Brasil cedeu. Prometeu reprisar na segunda-feira os melhores momentos da ida de Cesar Maia aos seus estúdios prevista para amanhã.

(Atualização às 20h23: A TV Brasil procurou a coluna e informou que ontem foi exibida apenas uma nova fala de Lindberg Farias após a entrevista concedida nos estúdios da emissora. Também afirmou que já estava previsto que Cesar Maia teria o mesmo direito do adversário na segunda-feira. A assessoria de Cesar Maia nega que soubesse do espaço no telejornal na semana que vem)

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Picciani fica para trás

O maior prejudicado por essa situação se chama Jorge Picciani. Diante da subida de Lindberg Farias nas últimas pesquisas, o candidato do PMDB ao Senado precisa urgentemente que Crivella e Cesar Maia percam intenções de voto. Caso contrário, corre o risco de assistir, à distância, a disputa se polarizar entre os três primeiros. Até o momento, no entanto, Cabral só tem soltado farpas em Cesar. E nada faz crer que esse quadro vá mudar.

Por Lauro Jardim

Sem estratégia

Correligionários de Jorge Picciani, no entanto, já não estão confiantes. Alegam que não bastasse sua dificuldade natural - por causa de uma folha corrida que não agrega – Picciani ainda vem errando na campanha.

Em vez de se aproveitar da aliança com Lindberg para tentar crescer junto com ele, resolveu brigar com o petista. Não bastasse isso, nem a todos os eventos de Cabral o peemedebista têm comparecido:

- A única chance do Picciani era colar nos dois e ver se a chapa inteira conseguia ser eleita. Só dinheiro não ganha eleição majoritária, pondera um grão-peemedebista.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Filho de peixe milionário, peixinho milionário é

Não é a toa que entre os dois candidatos mais ricos do Brasil abaixo de 25 anos estejam filhos de políticos que tiveram carreiras bem sucedidas no mundo dos negócios.

Em primeiro lugar disparado na lista de 308 nomes sub-25 está Wilson Filho, candidato a deputado federal na Paraíba e filho de José Wilson Santiago, que concorre ao Senado no mesmo estado e é empresário da construção civil. Declarou patrimônio de 4, 8 milhões de reais, divididos em uma empresa do mesmo ramo do pai, investimentos financeiros e um carro.

Em segundo lugar está Rafael Picciani, filho de Jorge Picciani, candidato ao Senado mais rico do Rio de Janeiro e empresário  no mercado de gado. Aos 24 anos e candidato a deputado estadual, acumula patrimônio de 1,9 milhão de reais, divididos em cotas de uma empresa de agropecuária e saldos em conta corrente.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 6 de julho de 2010

O rei do gado

Entre os quatro favoritos na corrida pelo Senado no Rio de Janeiro, Jorge Picciani é disparado o candidato mais rico. Polêmico empresário de sucesso no mercado de gado, o cacique do PMDB fluminense declarou este ano patrimônio de 11 266 444,37 reais, renda 45% maior do que a apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro em 2006, quando se elegeu deputado estadual (7 768 929,86 reais).

Em segundo lugar está Marcelo Crivella com 739 111 reais em bens, seguido de Lindberg Farias com 194 861 reais (a maioria em terrenos na Paraíba, sua terra natal) e Cesar Maia que declarou 73 054,51 reais divididos em aplicações financeiras e participações acionárias.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O clã Picciani

Pouco conhecido Brasil afora mas grande cacique da política do Rio de Janeiro, Jorge Picciani – candidato de Sérgio Cabral ao Senado – faz a família seguir seus passos. Na política e nos negócios.

Os filhos Leonardo e Rafael serão candidatos a deputado federal e estadual respectivamente. Agora, é a vez do terceiro filho se projetar. Felipe assume na semana que vem a presidência da Associação de Criadores de Nelores do Brasil (ACNB), uma das principais entidades do mundo da pecuária.

Vale lembrar: foi com o desempenho magnífico de seus bois que Picciani justificou ter aumentado seu patrimônio em 1 065% entre 1996 e 2006, durante seus mandatos de deputado estadual.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 23 de março de 2010

Os adversários de olho no PT

Também existe torcida fora do PT. A vitória de Lindberg é interessante para Marcelo Crivella e Jorge Picciani, candidatos ao Senado com maior penetração no eleitorado fluminense de renda e escolaridade mais baixas. Lindberg complicaria a vida de Cesar Maia ao disputar votos na outra fatia da sociedade.

Já Cesar torce por Benedita. Lembra que já ficou na frente dela em duas eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro (1994 e 2000).

Por Lauro Jardim


 

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