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Alcolumbre se aproxima do grupo de Renan, diz senador Alessandro Vieira

Membro da frente Muda Senado e autor do pedido de CPI para o STF, senador critica também o presidente Jair Bolsonaro e dá nota ‘abaixo de zero’ a Weintraub

Por Da Redação 10 dez 2019, 14h02

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), um dos integrantes do grupo chamado Muda Senado, criticou a postura do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) – a quem apoiou na disputa pelo comando da Casa -, disse que ele não significou a renovação política que esperava e que há uma aproximação em curso com o grupo de Renan Calheiros (MDB-AL), que foi derrotado por Alcolumbre na eleição. “Renan representa com toda solidez o que nós temos de mais antigo na política brasileira. Essa página tinha que ser virada no Senado e foi. Mas Davi Alcolumbre não faz parte do que a gente chama de política de renovação”, afirmou.

Para Vieira, no segundo semestre deste ano, Alcolumbre voltou a se aproximar do grupo de Calheiros “adotando condutas mais autoritárias”. “Ele está optando por ser mais uma liderança de um velho momento que o Brasil quer deixar para trás”. Segundo ele, o presidente do Senado repete a postura dos antigos dirigentes da Casa ao, por exemplo, arquivar os pedidos de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal. O parlamentar foi o autor do pedido de instalação da CPI da Lava Toga, que não foi adiante por oposição de Alcolumbre. “No equilíbrio entre os Poderes, você tem que ter formas de controle recíproco. No caso do STF, apenas o Senado tem possibilidades de controle: o processamento de um pedido de impeachment e uma CPI”, afirmou.

O senador acredita que os ministros do STF estão “banalizando” a figura da Suprema Corte com as decisões contrárias à legislação. “Quem está dinamitando a credibilidade do Judiciário são os ministros. Ministros são servidores públicos, eles têm que prestar explicações para a sociedade. Eles não podem se comportar como se fossem pessoas no Olimpo”, disse.

Vieira fez ressalvas também à articulação política do governo no Congresso e disse que falta ao presidente Jair Bolsonaro assumir um papel de maior protagonismo nas discussões com o Legislativo. “O governo tem muita dificuldade de fazer isso. Você não pode se portar como se não fizesse parte do processo e é isso, infelizmente, que Bolsonaro faz. Ele quer continuar sendo um outsider, mas ele não pode mais ser um outsider”, disse. Vieira também criticou alguns ministros como Abraham Weintraub (Educação), a quem deu uma “nota abaixo de zero”.  “Nós precisamos de um ministro da Educação, não de um meme ambulante”, afirma.

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