Menos Médicos: O retrato do sertão da Bahia

A reportagem VEJA acompanhou, durante três anos, o trabalho dos profissionais do Mais Médicos em seis cidades sertanejas

Por Da Redação - Atualizado em 10 maio 2019, 19h43 - Publicado em 10 maio 2019, 16h58
Passados exatos seis meses da saída dos cubanos, a reportagem de VEJA visitou seis cidades no interior da Bahia (Mairi, Xique-Xique, São José do Jacuípe, Várzea do Poço, Capim Grosso e Jacobina). O estado abrigava 10% dos médicos cubanos, atrás apenas de São Paulo, com 16% do total. Sem aviso prévio, 8 517 cubanos que ocupavam boa parte das 18.250 vagas do Mais Médicos começaram, em novembro de 2018, a arrumar as malas para voltar ao seu país de origem. Eles trabalhavam em 3.600 cidades do Brasil. Os cubanos, que não possuíam o Revalida – prova de atualização de diplomas internacionais para médicos – foram substituídos por médicos brasileiros. Alguns, que também não possuem o certificado. 
Há hoje 3.840 profissionais a menos no Mais MédicosHouve ainda uma subtração de especialistas que deixaram os serviços municipais e migraram para o programa, em troca de vencimentos melhores. Estima-se que 19 milhões de brasileiros estejam desassistidos como resultado da queda de braço.
Desde a saída dos cubanos, o Mais Médicos teve 1.052 desistências. A maioria no Nordeste (40%). A Bahia foi o estado que mais perdeu profissionais (117).
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