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HIV: Reta final de uma epidemia

O Brasil conseguiu reduzir as mortes por aids nos últimos anos, em razão da oferta de tratamento gratuito a todas as pessoas que vivem com o vírus HIV

Por Da Redação - Atualizado em 6 nov 2019, 14h19 - Publicado em 1 nov 2019, 18h51

Nos anos 80, a aids ainda era uma doença desconhecida e que começava a causar mortes, espalhando medo e preconceito. Até que a medicina começasse a colecionar as primeiras vitórias, a epidemia cobrou um preço alto. Quase quatro décadas após os primeiros registros, a aids ainda representa um grande problema, mas em proporção bem menor. As projeções tenebrosas dos anos 80 deram lugar a um momento em que os especialistas, com a devida cautela, falam pela primeira vez em vitória no controle da epidemia. De moléstia fatal a aids passou à condição de doença crônica tratável.

Não apenas surgiram armas melhores nos últimos tempos para combater o avanço do vírus no organismo. Pela primeira vez na história, está disponível uma estratégia altamente eficaz na prevenção da doença. Batizada de PrEP, a profilaxia pré-exposição, cujo objetivo é prevenir a infecção por HIV por meio da ingestão diária de um medicamento que é uma combinação dos antirretrovirais tenofovir e entricitabina. Ela bloqueia a entrada do vírus HIV no DNA das células de defesa do organismo, impedindo a sua replicação. Se utilizado de forma regular, sem interrupções, ele reduz em 90% o risco de infecção.

As conquistas importantes na batalha contra a epidemia não representam um sinal verde para que as pessoas se descuidam da prevenção. A vitória definitiva contra a doença que apavorou o mundo nos anos 80 e matou muita gente ao longo das décadas seguintes depende muito ainda do comportamento responsável da população.

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