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Há vida no SUS

Médicos e hospitais quebram protocolos para criar gestos solidários no tratamento de pacientes com Covid-19

Por Adriana Dias Lopes e Egberto Nogueira - Atualizado em 16 Jun 2020, 15h26 - Publicado em 16 Jun 2020, 14h50

O maior sistema de saúde pública do planeta, o SUS, não será o mesmo depois da pandemia do novo coronavírus. Uma doença ainda não totalmente conhecida, que em apenas cinco meses já matou mais de 40 mil pessoas, escancarou o descaso dos governos ao  longo de cinquenta anos de existência.

Em meio ao caos, hospitais vêm quebrando protocolos para dar vida aos infectados. Médicos levam tablets aos leitos para os pacientes terem contato com familiares, enfermeiros usam uniformes com a foto do próprio rosto para acalorar o atendimento.

No M´Boi Mirim, em São Paulo, permite-se a entrada de parentes no quarto de pessoas à beira da morte para o ritual de despedida – conduta rara em muitos hospitais privados. “Diz Fabiana Rolla, diretora do hospital: “Esse calor humano não fez bem só para os doentes e familiares, mas aliviou a angústia de todos os profissionais de saúde”. 

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