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As batalhas pela vida e contra a Covid-19 de Bruno Covas

Prefeito também fala da perda da avó, que não teve velório para evitar aglomeração

Por João Batista Jr., Da Redação - 27 mar 2020, 18h50

Diante de graves crises, homens públicos se encolhem ou revelam sua grandeza e força. O prefeito paulistano Bruno Covas, de 39 anos, escolheu fazer parte do segundo grupo. Antes da chegada do terremoto da Covid-19, já teria motivos de sobra para largar a vida pública quando recebeu no ano passado o diagnóstico da presença de câncer agressivo se espalhando por seu organismo. Pacientes nessa situação precisam encarar com urgência a batalha pela vida, e foi o que ele fez, mas sem abandonar a administração da cidade e os planos para a reeleição em 2020. Realizou reuniões de trabalho entre as sessões de quimioterapia. Segue ainda na batalha, só que agora se dividindo diante de outra guerra. Para enfrentá-la, fez uma mudança às pressas há duas semanas. Trouxe a cama, roupas e imagens religiosas de seu apartamento até o quinto andar do Edifício Matarazzo, sede da prefeitura de São Paulo. Foi de mala e cuia para estar 100% disponível e ajudar a mitigar a crise do coronavírus na maior cidade do país, que concentra atualmente quase um terço dos casos da doença no Brasil.

Tema de perfil da edição desta semana, Covas também fala de como o coronavírus afetou um momento tão dolorido. No dia 22, sua avó materna, dona Lila Covas morreu aos 87 anos. A família não pode realizar um velório para evitar aglomerações, como pede a Organização Mundial da Saúde.

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