Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Um Shakespeare latino-americano

O ensaísta e professor, João Cezar de Castro Rocha, fala se seus dois livros recentes, Culturas Shakesperianas e Leituras Desauratizadas

Por Jerônimo Teixeira, Da Redação 29 ago 2018, 16h00

Em entrevista ao jornalista Jerônimo Teixeira no Clube do Livro, João Cezar de Castro Rocha, ensaísta, crítico literário, professor da UERJ e colunista de VEJA, delineia as instigantes ideias que desenvolveu em dois livros ensaios de fôlego – os livros Culturas Shakesperianas e Leituras Desauratizadas. Castro Rocha argumenta que as “culturas não-hegemônicas” – em particular, a cultura latino-americana – são aquelas que encamparam melhor os procedimentos que William Shakespeare empregava em seu teatro, que desenvolvia livremente enredos e histórias herdadas de outros autores e tradições.

Nos melhores momentos dessas culturas, nasce uma arte capaz de se apropriar das mais diversas fontes, sem a preocupação romântica da “originalidade”.

O entrevistado dá dois exemplos de escritores exemplares nessa tradição shakesperiana: o brasileiro Machado de Assis (1839-1908) e o argentino Jorge Luis Borges (1899-1986).

  •  

     

    Continua após a publicidade
    Publicidade