Novas Revelações: Acesse com exclusividade novas revelações de Vorcaro. Assine Agora!

‘Final Fantasy Resonance’ empolga com visual retrô e controles modernos

Game resgata essência de RPGs japoneses dos anos 80 e 90 com pixel art e combates estratégicos, mas decepciona pela falta de localização em português do Brasil

Por Claudio Prandoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 out 2026, 16h00
‘Final Fantasy Resonance’ empolga com visual retrô e controles modernos Priorize VEJA no Google

E se a série Final Fantasy nunca tivesse feito o salto para gráficos tridimensionais há quase trinta anos atrás, com Final Fantasy 7? Esta dúvida não precisa ficar só na imaginação, pois é exatamente este tipo de experiência que o excelente Final Fantasy Resonance apresenta.

O novo game da produtora Square Enix promove um resgate de elementos clássicos da série, especialmente da primeira década de vida da franquia, quando estourou no NES e no Super Nintendo.

Ao mesmo tempo, apresenta ajustes que mudam a experiência e a deixam mais fluida e agradável, transmitem a sensação de nostalgia, mas com os benefícios da modernidade, numa tentativa de conquistar novos fãs ao reviver a essência de Final Fantasy.

Infelizmente, no processo também esquece de colocar português do Brasil como opção de idioma para os textos e menus, um retrocesso que soa como descaso com o público brasileiro.

Continua após a publicidade

Resonance é uma inteligente versão recauchutada de Brave Exvius, um jogo de celular de 2015 que já não está mais disponível. Boa parte da história e heróis são reaproveitados em uma releitura luxuosa no estilo HD-2D, com personagens feitos em pixel art, dentro de cenários tridimensionais e com efeitos modernos de iluminação. O efeito é encantador e dá ao game um aspecto de diorama em movimento.

Personagem de cabelo loiro e capa preta correndo em uma plataforma de pedra, com três criaturas fofas à direita. Ao fundo, um castelo flutuante com luzes azuis e nuvens esvoaçantes, em um cenário de céu claro
Resonance combina pixel art retrô com cenários tridimensionais e efeitos modernos de iluminação (Square Enix/Divulgação)
Continua após a publicidade

A técnica não é novidade, a Square Enix já usou em títulos das séries Dragon Quest e Octopath Traveler, mas esta é a primeira vez que a jóia da casa, a grife Final Fantasy, ganha esse tratamento. O capricho é evidente e brilha ainda mais forte pela companhia de uma trilha sonora luxuosa, com novas composições imponentes dividindo espaço com dezenas de faixas marcantes, que fizeram de Final Fantasy uma das maiores referências globais da game music.

A filosofia de ‘retrô moderno’ também se aplica aos combates do game, que adotam as clássicas batalhas por turno, mas com muita agilidade e indicadores inteligentes na tela, que permitem encarar os inimigos de forma rápida, mas sem perder o lado estratégico das disputas.

Continua após a publicidade

Por sinal, opções não faltam para personalizar suas táticas. Resonance apresenta um sistema chamado Visions, em que cada herói pode ser pareado com outro personagem que confere poderes adicionais e, conforme mais se vence inimigos e acumula pontos de experiência, também dá melhorias permanentes, como ataque mais forte ou vida maior. Algumas dessas ‘visões’ são literalmente protagonistas de episódios passados de Final Fantasy, uma forma criativa de apelar para o enorme legado da série, mas também acrescentando camadas de jogabilidade que dão mais opções para quem joga.

Visual e jogabilidade andam de mãos dadas com a trama, disparado o elemento mais retrô de Resonance. O roteiro apresenta um mundo de fantasia medieval em que cavaleiros dotados de poderes mágicos devem enfrentar antigas ameaças, encontrar cristais poderosos e visitar todos os cantos do mundo para recrutar aliados. A aventura leva cerca de 40 horas para ser finalizada e há muito conteúdo opcional e dificuldades maiores para quem quiser continuar jogando ou testar desafios diferentes.

Continua após a publicidade

Surpreende? Não, até as tentativas de reviravoltas são clichês consagrados do gênero. Agrada? Muito! Final Fantasy Resonance transmite um conforto, uma sensação de familiaridade que é marcante para quem viveu a era dos primeiros RPGs japoneses nos videogames nos anos 80 e 90 – e ótimo cartão de visita para quem não estava lá nessa época e gostaria de entender mais o sentimento.

O personagem Gilgamesh, um guerreiro vermelho com seis braços e várias espadas, enfrenta um grupo de cinco personagens menores em um cenário de arena com pilares e escadas. Uma caixa de diálogo exibe Gilgamesh: Heres Gilgamesh, in the flesh!.
Combates de FF Resonance adotam estilo clássico de batalhas por turno (Square Enix/Divulgação)
Continua após a publicidade

É realmente uma enorme oportunidade perdida o game não estar em português. O mundo é encantador, os personagens cheios de carisma e a história envolve e diverte, mas fica difícil acompanhar para quem não domina outros idiomas, como espanhol, francês ou inglês. O vacilo é ainda maior e soa como retrocesso por se tratar de um projeto com claro apelo retrô para também tentar conquistar novos fãs.

Já faz 10 anos que os episódios principais de Final Fantasy falam o nosso idioma, como aconteceu com FF15, FF16 e também com os títulos da trilogia remake de FF7. Por sua vez, a coleção Pixel Remaster adicionou PT-BR como opção nos seis primeiros capítulos da saga, então é difícil entender o motivo pelo qual um projeto menor dentro da série não receba o mesmo tratamento. Fica a esperança de ver isso mudar com alguma atualização online no futuro, mas a frustração é grande no lançamento.

Final Fantasy Resonance já está disponível e não conta com português do Brasil como opção de idioma. O título tem versões para PC, Nintendo Switch e Switch 2, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Esta crítica foi feita com uma cópia digital para Switch 2 disponibilizada pela Square Enix.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo o site da revista, sobre fundo preto com texto BLACKFRIDAY repetidoBanner de Black Friday com fundo roxo e preto, exibindo a palavra BLACKFRIDAY repetida. À direita, um laptop prateado com uma imagem de carro na tela, um smartphone com um site de notícias e uma revista Veja aberta com uma foto de comida.
ECONOMIZE ATÉ 83% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 3,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).