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Especialistas estão mais próximos de desvendar o desaparecimento da pioneira da aviação

Fotos inéditas a transmissões de rádio da época, ajudam a desvendar o mistério do sumiço de Amelia Earhart

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 10h41 • Atualizado em 4 fev 2026, 09h38
  • A americana Amelia Earhart virou um mito ao se tornar a primeira mulher a cruzar o Oceano Atlântico sozinha, em 1932. Mas seu sonho era maior: dar a volta ao mundo em seu bimotor Lockheed Electra 10e. Em 1937, no curso desse projeto, ela desapareceu no ar. Recentemente, uma coleção de fotografias inéditas, capturadas poucas horas antes de seu último voo, veio a público e reacendeu o interesse em torno de um dos maiores mistérios da aviação.

    O ineditismo das fotos ajuda a reconstituir os momentos finais da expedição e oferece novos elementos visuais para pesquisadores que tentam compreender as condições técnicas e emocionais da piloto às vésperas do voo fatal. Os registros mostram Earhart ao lado de seu Lockheed Electra 10e durante uma parada em Darwin, na Austrália, em 1937 — um dos últimos registros visuais antes da etapa final da viagem que terminaria em seu desaparecimento no Pacífico.

    O surgimento dessas imagens dialoga com outro conjunto de documentos que voltou ao debate público em novembro: as transmissões de rádio feitas por Earhart durante o voo final, nas quais ela relatava problemas de navegação e de combustível. Essas comunicações, liberadas no ano passado por decisão do presidente Donald Trump, reforçam a hipótese de que a aviadora enfrentava dificuldades crescentes à medida que se aproximava d0 destino, Ilha Howland, onde reabasteceria durante a tentativa de circum-navegação global. O avião sumiu 7 milhas (aproximadamente 11 quilômetros) antes da parada estratégica. O cruzamento entre os registros de rádio e as novas fotografias amplia a compreensão sobre a sequência de eventos que antecederam o desaparecimento e contribui para uma reavaliação mais precisa das circunstâncias da última jornada.

    As fotografias pertenciam originalmente a um marinheiro e permaneceram sob guarda da família por décadas. Reveladas quase noventa anos após o desaparecimento da aviadora, as imagens foram colocadas à venda pela casa britânica Henry Aldridge & Son, especializada em itens históricos. O leilão marca não apenas a circulação pública de um material inédito, mas também a consolidação dessas imagens como documentos históricos de alto valor simbólico e financeiro, capazes de lançar nova luz sobre a trajetória e o desaparecimento de uma das figuras mais emblemáticas do século XX. Ainda não se sabe quem arrematou o lote nem por quanto.

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