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Após Google e Apple, Amazon também rompe com a rede social Parler

Plataforma, adotada por conservadores, ganhou força, mas acabou banida por gigantes da tecnologia

Por Redação 10 jan 2021, 13h54

A Amazon decidiu remover a rede social Parler de seus servidores, o que deve interromper o acesso à plataforma a partir das 5h (horário de Brasília) desta segunda-feira, 11, e até que ela encontre um novo serviço de hospedagem. O Parler já foi também suspenso pelo Google e pela Apple — agora, não é mais possível fazer o download do aplicativo nas lojas oficiais dessas duas empresas.

A rede social, que é utilizada por conservadores, ganhou força depois que outras empresas, como Twitter e Facebook, passaram a excluir com mais frequência conteúdo que violasse regras das companhias. Na sexta-feira, o Twitter decidiu banir permanentemente a conta do presidente americano Donald Trump, afirmando que havia identificado conteúdo de incitação a violência em seus tuítes. Nesta semana, o republicano incentivou seus apoiadores a marcharem até o Capitólio, onde aconteceu a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições. O prédio do Congresso acabou sendo invadido.

O movimento de migração do para o Parler foi endossado pelo presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump. Em seu perfil no Instagram, o presidente convidou seus seguidores a entrarem na rede social.

  • “Conteúdo violento”

    Em uma carta enviada à rede social e divulgada pelo site BuzzFeed, a Amazon diz ter “observado recentemente um aumento persistente de conteúdo violento”. “Levando em consideração os lamentáveis acontecimentos ocorridos esta semana em Washington, existe um risco real de que esse tipo de conteúdo incite mais violência”, afirma a empresa.

    Na rede conservadora, foram disseminadas mensagens de apoio aos que invadiram o Congresso e até algumas convocando novos protestos contra o resultado das eleições presidenciais de novembro, vencidas pelo democrata Joe Biden.

    O fundador do Parler, John Matz, confirmou em seu perfil que “a rede social pode não estar disponível na internet por uma semana” após a decisão da Amazon.

    No seu início em 2018, o Parler era basicamente um território de extremistas, mas agora atrai mais conservadores tradicionais, incluindo congressistas republicanos. Como outras plataformas alternativas aos gigantes Twitter e Facebook, o Parler tem regras mais flexíveis em relação à desinformação e conteúdo de ódio do que as redes tradicionais.

    (Com AFP)

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